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Torcedores do Corinthians causaram tumulto nas ruas do Rio

Vinte e cinco torcedores do Corinthians foram detidos depois do jogo contra o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro ontem (24), no Rio de Janeiro, suspeitos de circularem pelas ruas do entorno do estádio do Maracanã com paus e pedras. Segundo a Polícia Militar, durante a abordagem aos torcedores, quatro chegaram a invadir um prédio para fugir da prisão.

A confusão ocorreu no fim da noite. Antes, um grupo de torcedores do mesmo time já tinha promovido outro tumulto dentro do estádio. À tarde, antes do jogo, esse grupo começou a tentar invadir a área da torcida do Flamengo e depredou instalações do estádio.

Tumulto dentro do Maracanã

Durante a tentativa de impedir a invasão e a depredação, quatro policiais militares foram agredidos na arquibancada. O tumulto dentro do estádio foi controlado pela Polícia Militar com o auxílio de armas não letais.

Os torcedores puderam assistir ao jogo, mas, ao final da partida (Flamengo 2×2 Corinthians), as cerca de 3 mil pessoas que torciam pelo Corinthians ficaram retidos na arquibancada por mais de duas horas. Trinta e uma pessoas foram identificadas – por meio de imagens de câmeras de televisão – como suspeitas de agressão. Elas foram presas e autuadas.

Por meio de nota, o Corinthians criticou a decisão da Polícia Militar de punir coletivamente os 3 mil torcedores com a retenção no estádio após a partida.(Fonte Agência Brasil)

A diretoria do Corinthians saiu em defesa de seus torcedores na noite deste domingo diante da atitude da Polícia Militar do Rio de Janeiro em deixar todos os corinthianos aglomerados por horas, sem camisa, sentados, em procedimento parecido ao realizado pela PM em presídios tantas vezes após as rebeliões. Em um comunicado oficial, o clube de Parque São Jorge repudiou a ação da PM e cobrou o Secretário de Segurança Pública do Estado do Rio.

“A fim de capturar 40 torcedores que supostamente se envolveram em briga com policiais, a PM aprisionou 3 mil torcedores do Corinthians no Estádio do Maracanã, fez com que todos eles tirassem a camisa e está liberando a saída de cinco em cinco pessoas”, diz a nota oficial.

“É inaceitável que uma briga aconteça dentro do estádio entre alguns torcedores e a Polícia e a mesma não tenha capacidade de prender em flagrante os envolvidos, fazendo com que todos os outros corinthianos que lá estejam sejam agredidos como cidadãos”, continua o texto.

Alguns torcedores do Corinthians entraram em conflito com a polícia militar nas arquibancadas do Maracanã antes da bola rolar entre o alvinegro e o time da casa, o Flamengo. A grade que separava corinthianos e flamenguistas foi quebrada em boa parte e praticamente arrancada pelos torcedores paulistas, que em seguida também agrediram alguns policiais. A situação só foi controlada quando um reforço da PM chegou ao local.

Confira a nota oficial do Corinthians:

O Sport Club Corinthians Paulista repudia a atitude covarde tomada pela Polícia Militar do Rio de Janeiro após o jogo da tarde deste domingo (23) contra a equipe do Flamengo.

A fim de capturar 40 torcedores que supostamente se envolveram em briga com policiais, a PM aprisionou 3 mil torcedores do Corinthians no Estádio do Maracanã, fez com que todos eles tirassem a camisa e está liberando a saída de cinco em cinco pessoas.

É inaceitável que uma briga aconteça dentro do estádio entre alguns torcedores e a Polícia e a mesma não tenha capacidade de prender em flagrante os envolvidos, fazendo com que todos os outros corinthianos que lá estejam sejam agredidos como cidadãos.

A segurança dentro dos estádios já não está boa há muito tempo. Esta ação covarde e despreparada da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro é mais um triste episódio. A barbaridade cometida esta noite precisa ser avaliada pelas autoridades públicas competentes, a fim de que as pertinentes punições não se restrinjam aos torcedores envolvidos na briga.

O Corinthians exige uma atitude urgente do Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro para punir o descalabro perpetrado esta tarde por policiais militares no estádio do Maracanã.