Esporte

Esgrimista húngara que perdeu naturalização brasileira é cortada da equipe

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A Confederação Brasileira de Esgrima (CBE) decidiu cortar da equipe que estará nos Jogos Olímpicos do Rio a atleta húngara Emese Takács, que teve sua naturalização revogada pela Justiça. Informada oficialmente da decisão, a CBE não poderia manter na convocação uma esgrimista que não é brasileira e, naturalmente, não poderia ser inscrita nos Jogos. Campeã mundial júnior em 1997, Takács é acusada de fraudar o processo de naturalização, inclusive com um casamento forjado com um brasileiro. O caso foi julgado pela 5ª Vara Federal de Curitiba, em maio, após denúncia de Giocondo Cabral. Ele é técnico de Amanda Simeão, que, com a desconvocação de Takács, foi chamada para compor a equipe brasileira de espada no Rio-2016. Amanda até então aparecia na convocação como reserva de Takács, de Rayssa Costa e de Nathalie Moellhausen, atleta que foi campeã mundial pela Itália e defende o Brasil desde 2013. A veterana, entretanto, é neta de brasileiros, fala português fluente e “vestiu a camisa” da equipe do Brasil. No caso de Takács, ela era criticada pelas próprias companheiras por não se relacionar com o time. Atletas relataram que, nas competições internacionais, ela permanecia com a equipe da Hungria, não com a do Brasil. Era convocada porque, com bons resultados em competições nacionais, cumpria os critérios estipulados pela CBE. As três primeiras do ranking iriam ao Rio-2016 e ela ficou em segundo. Amanda, em quarto. Curiosamente, com o corte da húngara, quem entra na convocação, com status de reserva, é outra atleta naturalizada: a norte-americana Katherine Miller. Ela é nascida e radicada nos Estados Unidos, ainda que seja filha de pai brasileiro. Katherine pouco competiu pelos EUA antes de passar a defender as cores do Brasil.