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Viradão marca despedida da mostra Salvador Dalí no Rio

A maior retrospectiva já feita no Brasil sobre o pintor catalão Salvador Dalí encerra na próxima segunda-feira (22) a temporada carioca, ostentando um recorde. Desde 30 de maio, quando foi inaugurada, no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB-Rio), a mostra foi vista por cerca de 900 mil pessoas, número que supera as exposições do artista no ano passado, no Museu Nacional Reina Sofía, em Madri, visitada por 732 mil pessoas, e no Centre Pompidou, em Paris, com público de 790 mil visitantes.

Para atender à demanda prevista no último fim de semana da exposição, o CCBB-Rio adotou estratégia que vem sendo seguida por importantes museus do mundo, no caso de eventos de grande afluência de público. Das 9h deste sábado (20) às 21h de domingo (21) o centro cultural terá funcionamento ininterrupto.

O Viradão Salvador Dalí contará com atrações musicais: as apresentações, durante a madrugada, dos DJs Marcello H e Armando Babaioff. Os dois prometem cardápio variado de estilos musicais dançantes – do indie ao pop e ao rock, com pitadas de brasilidade – para animar quem for conferir, ou rever, o universo do mestre do surrealismo.

Segundo o gerente-geral do CCBB-Rio, Marcelo Mendonça, a estratégia de estender o funcionamento noite adentro não é nova no centro cultural. “Já permanecemos abertos por 36 horas seguidas em algumas ocasiões: em 2012, com a exposição dos Impressionistas, e em 2013, com a mostra da artista Yayoi Kusama”, disse.

A expectativa é que pelo menos 30 mil pessoas circulem pelo CCBB durante o Viradão. O sucesso de público da retrospectiva de Salvador Dalí supera de longe os números de outras exposições recentes no local, como O Mundo Mágico de Escher,  ambientada no CCBB-Rio em 2012 e primeira colocada no ranking mundial daquele ano, com 570 mil visitantes. O recorde, por enquanto, ainda é o da exposição de obras do artista barroco brasileiro Antonio Francisco Lisboa, que atraiu 906 mil pessoas ao CCBB entre 2006 e 2007.

A mostra Salvador Dalí ocupa área de 1 mil metros quadrados no 1º andar do centro cultural e reúne 150 peças – 29 pinturas, 80 desenhos e gravuras, além de documentos e fotografias – abrangendo a produção do artista em suas várias fases, desde os anos 20. Dalí morreu em 1989, aos 84 anos de idade.

A contribuição do mestre do surrealismo para o cinema também está presente na mostra, com a exibição dos filmes O Cão Andaluz (1929) e A Idade de Ouro (1930), feitos em parceria com o cineasta espanhol Luis Buñuel (1900-1983).

Depois do fim de semana, a última chance para ver a exposição será na segunda-feira (22), dia em que o CCBB-Rio (Rua Primeiro de Março, 66)  também abre, das 9h às 21h. Do Rio de Janeiro, a exposição seguirá para São Paulo, onde ficará em cartaz no Instituto Tomie Ohtake, de 19 de outubro a 11 de janeiro.

 

(Agência Brasil)