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Vale-cultura poderá ser usado em bailes funk

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A ministra da Cultura, Marta Suplicy, afirmou nesta terça-feira (9) que o vale-cultura, benefício de R$ 50 dado aos trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos para ser gasto com produtos culturais, também poderá ser usado em bailes funk.

“O vale-cultura poderá ser usado em bailes funk, desde que haja música ao vivo. As operadoras têm que credenciar os equipamentos culturais. Da nossa parte (o credenciamento de baile funk) não tem problema nenhum. É cultura”, ressaltou a ministra em entrevista.

Com potencial de investimento de R$ 25 bilhões, o benefício é distribuído atualmente para mais de 223 mil pessoas e tem sido usado principalmente na compra de livros, jornais e revistas.

Por meio deste programa, o Ministério da Cultura quer fomentar o mercado cultural no país, principalmente entre os setores que hoje sofrem com as distorções da Lei Rouanet.  ”Nós achamos que, com o vale, as peças de teatro vão poder ousar mais, já que, até agora, o financiamento que nós tínhamos era via Lei Rouanet”, destaca a ministra ao reconhecer os “desvios” que a lei apresenta atualmente.

Criada na década de 90, a lei Rouanet tem sido criticada por favorecer grandes produções devido ao retorno publicitário que as empresas alcançariam ao apoiar artistas já renomados, como a baiana Claudia Leitte, que cantou na abertura da Copa deste ano e já teve um de seus shows apoiados pela lei.

“Quando eu fui olhar os beneficiados pela Lei Rouanet não vi temáticas negras e criadores negros. Então, o nosso primeiro gesto foi criar um edital para criadores negros”, revelou a ministra ao abordar um dos diversos editais criados pelo Governo Federal para fomentar a cultura local e periférica.

Entre eles está o “Conexão Cultura Brasil”, programa de bolsas de intercâmbio que serão distribuídas a artistas e produtores culturais com ou sem formação acadêmica.