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Torcedor negro do Grêmio nega ter falado ofensas racistas

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Segundo torcedor do  Grêmio a depor à polícia nesta quarta-feira (3), Éder Braga, 31 anos, chegou à sede da Delegacia de Polícia de Porto Alegre cerca de duas horas antes da hora marcada, por volta das 13h. Esquivou-se de fotógrafos, cobrindo a cabeça com um capuz e o rosto com uma das mãos e subiu para a sala do delegado, que fica no segundo andar do prédio. Flagrado em um vídeo gritando em direção ao goleiro do Santos, o torcedor, que também é negro, negou insultos raciais ao atleta. Ao sair, por volta das 14h20, não quis falar à imprensa. “Podem tirar foto, mas não tenho nada para dizer”, disparou, dirigindo-se à porta de saída da delegacia. Éder afirmou que não proferiu injúrias raciais contra Aranha, apesar de aparecer nas imagens da televisão na área de onde surgiram as ofensas, atrás do gol, onde fica a Geral. Éder, que é negro, também já havia confirmado que, no momento dos xingamentos a Aranha, avistou torcedores imitando sons em alusão a macacos. Segundo ele, assim que viu, tentou se afastar. Diz que xingou o goleiro com palavrões, mas não com palavras racistas. A repercussão fez Éder excluir sua conta no Facebook, diante de alguns comentários ofensivos. Porém, pretende seguir a rotina de acompanhar o clube.