Noticias

Estuprador é preso em Caxias após criança de 10 anos relatar abusos em diário

Vítima de estupros consecutivos do padrasto, com vergonha e sem coragem de revelar os abusos para a mãe, uma menina de 10 anos encontrou no diário pessoal, uma forma silenciosa de se manifestar. O caderno, escondido sob o colchão, no quarto da vítima, foi encontrado por sua mãe. Após ler os relatos, ela conversou com a menina, que, finalmente, quebrou o silêncio. Mãe e filha denunciaram os abusos à DEAM Caxias e, na manhã desta sexta-feira (16/05), policiais da Especializada prenderam o vigilante Artur Nóbrega de Araújo, 34, no bairro de Olavo Bilac, em Duque de Caxias.

O mandado de prisão foi expedido pelaVara Criminal de Duque de Caxias, após a delegada titular Cristiana Bento representar pela prisão do acusado. A delegada ficou sensibilizada com a forma que a menina encontrou de externar o seu medo e a sua dor. “O padrasto a ameaçava de morte caso revelasse os abusos para a mãe. Ela não tinha coragem, então escreveu no diário o que ele havia feito, pois tinha medo e vergonha”, contou Cristiana, que o Ministério Público ofereceu denúncia contra Arthur e encaminhou o inquérito para a 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias.

Aflição e pavor No diário, a vítima revela que o primeiro abuso ocorreu no dia 20 de dezembro do ano passado. A menina escreveu que ele a estuprou três vezes. A última foi dia 22 de abril. A aflição era tanta que, após relatar os abusos, a menina escreveu, ao da página do diário: “(…) e de novo, e de novo, e de novo (…)”.

DepressãoA mãe contou, na delegacia, que Arthur costumava ‘brincar’ com a vítima sob o lençol. De acordo com ela, a menina era uma criança alegre e gostava de brincar no quintal, mas, depois do primeiro abuso, em dezembro, passou a ficar no quarto, deitada na cama.

Cristiana Bento apurou que, antes de ir à polícia, a mãe da vítima mostrou o diário ao seu marido. Após ler, Arthur ficou em silencio e foi assistir televisão. Minutos depois, ligou apara seu pai, que foi até a casa da família. O vigilante, então, pegou as suas coisas e foi embora. De acordo com a delegada, a mãe da criança contou que, em momento algum, ele desmentiu os abusos descritos no caderno. O casal estava junto oito anos e tem um filho em comum, um menino de três anos.