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Corinthians terá de pagar BNDES por Itaquerão já em 2015

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O Corinthians terá um cenário financeiro ainda mais apertado com o Itaquerão. Isso porque o clube terá de destinar toda sua renda no estádio para pagar empréstimo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) a partir de julho de 2015, segundo a Caixa Econômica Federal, intermediadora do negócio. A expectativa inicial do clube era começar a quitação mais tarde.

Explica-se: o programa de financiamento do BNDES para estádios da Copa-2014 prevê três anos de carência para os empréstimos. Só que não especifica quando que começa a ser contado o prazo.

Pelo entendimento inicial dos cartolas corintianos, os pagamentos começariam três anos após a assinatura do contrato, que ocorreu em novembro de 2013. Neste cenário, só a partir do final de 2016 é que teriam de passar a quitar o valor de R$ 400 milhões.

“As amortizações vão começar em julho de 2015, prazo que foi acordado entre a CAIXA e os representantes da Arena Itaquera”, afirmou a assessoria da Caixa, citando a empresa que é administradora do estádio.

Pelo modelo do fundo do Itaquerão, a Caixa tem prioridade para receber todas as receitas do estádio para quitar as parcelas do empréstimo. Se houver sobra, será destinada a pagar dívidas restantes com a Odebrecht.

O Corinthians só fica com valores “residuais” que restarem dessas duas mordidas. Pior, os primeiros anos de financiamento são os mais duros.

Por isso que dirigentes do clube apostavam em ganhar fôlego financeiro durante o período de carência de três anos. Ou seja, as receitas do estádio poderiam ser usadas para pagar a Odebrecht e sobrariam para o clube. Mas isso agora só vai ocorrer por menos de um ano.

Afinal, o Corinthians só poderá de fato lucrar com o estádio depois da Copa-2014 quando lhe for devolvido pela Fifa. E ainda terão de ser feitas obras de adaptação na arena para o clube.

Um dos motivos para o período mais exíguo de carência pode ter sido a demora para sair o empréstimo do BNDES. O contrato só foi assinado em novembro de 2013 e a primeira parcela paga nesta semana. Mas a operação de financiamento está aprovada no banco estatal desde julho de 2012, justamente três anos antes do início do prazo de pagamento.

O atraso foi causado por discussões em torno de garantias que ocorreram com o Banco do Brasil e com a Caixa Econômica Federal.