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Estado do Rio inaugura primeira organização de procura de órgãos

Com a intenção de chegar à meta de 300 doações de órgãos por ano no Estado do Rio, o Programa Estadual de Transplante (PET) inaugurou, nesta segunda-feira (24/02), a primeira Organização de Procura de Órgãos (OPO). A unidade tem como função atuar em conjunto com as equipes já existentes do PET, responsáveis pelo suporte clínico aos potenciais doadores e às famílias. A OPO, que vai funcionar no Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro, no Humaitá, abrange não só a Zona Sul como a Zona Oeste e Niterói. Além desta OPO, até o final do primeiro trimestre, as unidades de Petrópolis e Itaperuna serão inauguradas. No meio do ano, a OPO da Usina (que atenderá a Zona Norte) e Barra Mansa também serão abertas.

A ideia é minimizar a negativa dos familiares na hora da doação dos órgãos. Só em 2013, quase 50% das famílias de pacientes com mortes encefálicas não autorizaram o processo. Por outro lado, hoje são mais de 1.900 pessoas à espera de um transplante no Estado. Até o último dia 19, foram feitas 33 captações. Para o coordenador do PET, Rodrigo Sarlo, a meta das OPOs é fazer com que o número de transplantes no Estado ultrapasse os 587 realizados em 2013 e cheguem a 600 este ano.

– Teremos cinco unidades da OPO no Estado inteiro. Dessa forma, iremos aumentar o número efetivo de pessoas trabalhando especificamente com o processo de doação e conseguiremos dar um passo a mais no que já fazemos hoje com o PET. Serão 35 profissionais fazendo visitas constantes às unidades – diz Sarlo.

De acordo com o coordenador da OPO Sul, Onofre Barros, a previsão é que nos dois primeiros meses, o número de doações efetivas aumente em 20%, além de subir a quantidade de notificações. Os 12 funcionários da unidade serão responsáveis por visitar e supervisionar os pacientes de 40 hospitais.

– Os nossos profissionais passaram por quatro tipos de treinamento, principalmente para lidar com as famílias em um momento difícil. Esse é um tema que a gente considera bem delicado. A ideia é que a gente faça uma interligação entre todas as OPOs quando elas já estiverem em pleno funcionamento.