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Inscrições para o Curso de Formação de Gestores Públicos e Agentes Culturais do Estado do Rio estão abertas

 

Segundo a Subsecretaria de Comunicação Social do Estado do Rio, estão abertas até 06 de outubro as inscrições para o Curso de Formação de Gestores Públicos e Agentes Culturais do Estado do Rio de Janeiro, uma parceria da Secretaria de Cultura com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro e o Ministério da Cultura.

Realizado com recursos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Cultural dos Municípios do Estado do Rio de Janeiro (Padec), o curso é um projeto que faz parte do Programa de Formação e Qualificação Cultural, que será instituído pela Lei Estadual de Cultura, cujo projeto será encaminhado à Alerj dentro dos próximos meses, após consulta pública.

O objetivo do curso é oferecer uma formação mais abrangente aos profissionais da área cultural. A ideia surgiu depois que a Secretaria diagnosticou essa necessidade, a partir dos projetos apresentados pelos municípios no âmbito do Padec.
– Há muito tempo queremos oferecer esse apoio aos municípios, já que demonstraram muita dificuldade na elaboração e na gestão dos projetos do Padec. O conteúdo do curso foi preparado por profissionais que representam o que há de melhor em produção intelectual na área de gestão cultural no país. Essa é uma das ações mais ousadas e abrangentes que temos na Secretaria. Somos o único estado fazendo algo assim no Brasil – afirmou a secretária de Cultura, Adriana Rattes.
Idealizado em formato semipresencial, o Curso de Formação de Gestores Públicos e Agentes Culturais terá quatro módulos de ensino à distância e dois seminários presenciais, totalizando 151 horas. Serão formadas 20 turmas com 40 alunos, cada. Além disso, cada turma terá um tutor designado. Das 800 vagas disponibilizadas, a maior parte será destinada às secretarias municipais de cultura, aos conselhos municipais de cultura e aos pontos de cultura. O restante será disponibilizado aos agentes de cultura interessados no curso.
Uma vez iniciado o curso, será disponibilizado para download, no portal Cultura.rj, todo o conteúdo oferecido aos alunos. Assim, qualquer pessoa interessada terá acesso a ele, mesmo sem a tutoria.
As inscrições devem ser feitas exclusivamente online, pelo site http://www.ifht.uerj.br/cultura. A aula inaugural acontecerá dia 26 de outubro, no Teatro João Caetano e o início efetivo do curso será no dia 04 de novembro.
Curadora e Coordenadora de Conteúdo do curso, Marta Porto diz que uma preocupação foi buscar equilíbrio no programa:
– Nos últimos anos, muito se falou e se ensinou em relação às ferramentas de gestão que a pessoa precisa dominar para lidar com projetos culturais. Mas a parte do embasamento teórico, de entender o que é cultura, em suas várias acepções, nos campos simbólico, econômico ou social, isso ficou um pouco de lado. Por isso, pensamos um curso pioneiro, no sentido de que ele propõe um percurso de formação, onde a ferramenta é um meio para você produzir um conteúdo sólido e de qualidade – afirmou Marta.
O programa do curso é composto por quatro módulos: o módulo Inspiracional focará no conceito de cultura, nas suas visões e nos seus sentidos; o Estrutural abordará políticas culturais; o Instrumental é sobre as ferramentas que gestores culturais devem dominar, como planejamento, projeto e avaliação; e, por fim, o Experimental vai ensinar desde a metodologia até a execução de um projeto cultural.
Para dar conta desse conteúdo, foram selecionados 17 profissionais de renome, de diversas áreas ligadas à gestão cultural. A escolha desses nomes se baseou não apenas no perfil acadêmico de cada um, mas também na relevância de sua produção e atuação na área cultural. Além da própria Marta, os demais são: Lia Calabre , pesquisadora e chefe do setor de Estudos de Políticas Culturais da Fundação Casa de Rui Barbosa/MinC e professora dos MBAs de Gestão e Produção Cultural da Fundação Getúlio Vargas (FVG/RJ) e da Universidade Cândido Mendes (UCAM); Ana Carla Fonseca Reis, diretora da Garimpo de Soluções, empresa pioneira em economia criativa; Maria Helena Cunha, gestora cultural, pesquisadora, consultora; Rômulo Avelar, administrador, produtor e gestor cultural; Ana Erthal, professora de graduação e programa de pós-graduação da ESPM-RJ e de graduação na UNESA e UCAM; Ilana Seltzer Goldstein, docente e coordenadora no MBA em Bens Culturais da Fundação Getúlio Vargas; Frederico Barbosa, pesquisador e coordenador da área de Políticas Culturais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA); Humberto Cunha, professor dos programas de graduação e pós-graduação em Direito da Universidade de Fortaleza (mestrado e doutorado), nos quais ministra as disciplinas Teoria dos Direitos Humanos e Direitos Culturais; Mauro Osório, professor da Faculdade de Direito da UFRJ e coordenador do Grupo de Pesquisa Observatório de Estudos sobre o Rio de Janeiro; Maria Helena Versiani, historiadora, Mestre em História Social pela UFRJ e Doutora em História, Política e Bens Culturais pelo CPDOC/FGV; César Piva, gestor cultural da Fábrica do Futuro – Incubadora Cultural e Residência Criativa do Audiovisual; Diana Gebrim, gestora cultural, consultora em desenvolvimento e planejamento jurídico, administrativo-financeiro e em direito autoral e do entretenimento; Henilton Menezes, secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura desde o início de 2010; Tatiana Richards, superintendente da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro; Sérgio Linhares, diretor de Pesquisa e Documentação do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC); e Juliano Borges, que atualmente trabalha na Assessoria de Estudos e Pesquisas da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro.