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Plantio sustentável de palmito em Magé é incentivado pelo Rio Rural

Segundo a Subsecretaria de Comunicação Social do Estado do Rio, a agricultora aposentada Assima Azen Takakie e seu filho Nelson Takaki, da microbacia Rio da Aldeia, em Magé, na Região Metropolitana, adotaram uma prática que vem trazendo muitos benefícios para os pequenos produtores. Com incentivos do Programa Rio Rural, da Secretaria de Agricultura, eles diversificaram o plantio em suas terras, como uma forma de aumentar a renda da família. Além do aipim, da banana, do quiabo e do jiló, hoje estão plantando palmito pupunha na propriedade.

A pupunha, cultivada sob orientação do técnico da Emater-Rio, Edison Cruz, é um alimento muito valorizado pelos frequentadores da Feira da Agricultura Familiar de Magé, realizada em parceria com a Emater-Rio e o Ministério do Desenvolvimento Social. É lá que, todos os sábados, os Takaki comercializam sua produção. Nelson vende cerca de 20 palmitos inteiros, ao preço de 8 reais cada, enquanto sua esposa Nilce e sua filha Camila ajudam a complementar a renda, com a venda de empadas caseiras de palmito.

O agricultor recebeu R$ 4.300, como incentivo do Rio Rural, para compra de mudas e adubação. Além de rentável, o sistema de produção dos Takaki dispensa o uso de agrotóxicos.

– É uma cultura rústica. De tudo o que se produz, nada se desperdiça. Folhas e restos dos caules são usados para dar de comer aos animais que eles têm na propriedade – resume o técnico da Emater-Rio, Edison Cruz.

Logo no primeiro ano de plantio, o agricultor foi orientado a cultivar aipim, que permite o sombreamento necessário do palmital.

– O ciclo da mandioca equivale ao tempo necessário para o palmito crescer. Depois desse período, as plantas maiores sombreiam as mais jovens – explicou o produtor.
Aumento da renda

Por enquanto, a pupunha ainda é colhida em apenas 0,25 hectare do sítio da família, o que rende, em média, dois mil palmitos por ano. Mas, de acordo os cálculos de Nelson, em breve ele vai triplicar a produção, com o incentivo recebido do Rio Rural.

Como não será possível vender tudo na feira, já faz planos de escoar parte dos produtos para o comércio local, principalmente para os restaurantes da cidade, ou mesmo para a indústria. Segundo o técnico Edison Cruz, ele não deverá ter dificuldades para vender a pupunha.

– Hoje há quem vá até a propriedade para comprar o palmito ao preço de 5 reais – informou.

O extensionista ressalta ainda que a parceria com a prefeitura tem sido fundamental. Segundo ele, o município disponibilizou máquinas para a drenagem do terreno, sem a qual o plantio seria impossível. Foram 16 horas de trabalho com a retroescavadeira cedida pelo município.

Além da família Takaki, outros 28 agricultores já estão recebendo incentivos do Rio Rural no município para adoção de técnicas sustentáveis.