Com mais de 500 mil pessoas infectadas pelo novo coronavírus, os Estados Unidos se tornaram, neste sábado (11), o país com mais registros de óbitos causados pela doença. Segundo informações da Universidade Johns Hopkins, 18.860 pessoas já morreram no território americano.
O número de óbitos nos Estados Unidos supera, inclusive, a Itália. O país europeu mais afetado pelo novo vírus contabilizou, segundo a instituição americana 18.849 mortes. Os números são diferentes dos divulgados pela Defesa Civil italiana, que contabilizou, neste sábado (11), 19.468 óbitos.
Apesar do aumento e possível retomada da primeira posição, a Itália foi ultrapassada pelos Estados Unidos, segundo apuração da Reuters. De acordo com a agência de notícias, há mais de 19,6 mil mortos por complicações da doença no território americano. O estado mais afetado é Nova York, que tem buscado novos locais para realizar o sepultamento dos corpos.
Imagens capturadas por meio de um drone nesta quinta-feira (9) mostram coveiros com trajes especiais de proteção enterrando caixões em grandes valas abertas em Hart Island, na costa leste do distrito do Bronx.
O local vem sendo usado pela prefeitura desde o século 19 para enterrar corpos de nova-iorquinos sem parentes próximos ou cujas famílias não estejam em condições de organizar um funeral.
Em circunstâncias normais, cerca de 25 corpos são enterrados por semana em Hart Island. O número, entretanto, começou a subir desde março, na medida em que as mortes por coronavírus também aumentavam na metrópole americana.
De acordo com Jason Kersten, representante do departamento que supervisiona os enterros, a demanda atual é de mais de 20 corpos por dia, cinco dias por semana.
A abertura de valas e os enterros geralmente são feitos por detentos do sistema penitenciário de Nova York. Um surto da Covid-19 na principal prisão da cidade, entretanto, levou a prefeitura a contratar trabalhadores temporários para executar o serviço.
“Por motivos de distanciamento social e segurança, as pessoas sob custódia sentenciadas na cidade não estão ajudando nos enterros enquanto durar a pandemia”, disse Kersten.
Antes do enterro, os mortos são embrulhados em sacos para corpos e colocados dentro de caixões de pinho. Os nomes dos falecidos são escritos em letras grandes na tampa de cada caixão, o que ajuda se um corpo precisar ser desenterrado posteriormente. Depois, os caixões são enterrados em grandes valas abertas por escavadeiras.
A ilha também pode ser usada como um local para enterros temporários, caso as mortes ultrapassem a capacidade dos necrotérios de Nova York, mas esse é um limite que ainda não foi alcançado.
“Todos esperamos que não seja necessário chegar a isso”, disse Kersten à Reuters. “Ao mesmo tempo, estamos preparados se isso acontecer.”