Educação

Professores das universidades federais do Rio de Janeiro aderem à greve nacional

Com toda a movimentação dos professores de universidades federais, os professores da UFRJ irão se reunir na terça para decidir se vão participar da paralisação, que já começou na Rural e na UniRio. Na UFF, a greve terá início na terça-feira, quando docentes, servidores técnico-administrativos e estudantes promoverão ato público na Praça do Araribóia, em Niterói. O protesto está marcado para as 16h. Mais de 220 mil estudantes da UFF, UFRRJ (Rural) e UniRio vão ficar sem aula a partir da semana que vem. As unidades aderiram à greve nacional das universidades federais.

Segundo Aloisio Porto, do Comando de Greve da Andes, o atual plano de carreiras não permite crescimento satisfatório do professor ao longo do tempo. “Hoje, para chegar no teto da carreira, ele levaria quase 30 anos”, explica. Com isso, das 59 universidades federais do País, mais da metade (39) aderiu ao movimento por tempo indeterminado, calculou a Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes). Entre as reivindicações, estão a reestruturação de carreira dos professores e melhorias das condições de trabalho nas universidades.

 

O Ministério da Educação (MEC) informou em nota, que foi assinado o reajuste de 4% na segunda-feira. “Com relação ao plano de carreira dos professores e funcionários, a negociação prevê sua aplicação somente em 2013. Os recursos devem ser definidos na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) até agosto, o que significa que há prazo e prioridade. As negociações com o Ministério do Planejamento e as representações sindicais seguem abertas”.