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Polícia Federal investiga sobrinho do Lula e Odebrecht

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (20) uma operação batizada de Janus que investiga contratos da construtora Odebrecht com o empresário Taiguara Rodrigues dos Santos, sobrinho da primeira mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silvae um dos sócios da empresa de construção civil de Santos (SP) Exergia Brasil.A Operação  em parceria entre  Polícia Federal  e o Ministério Público Federal (MPF), apura contratos relacionados à Construtora Odebrecht e investiga pessoas ligadas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva na cidade de Santos (SP). O ministério também informou que Lula não foi alvo das diligências nesta sexta-feira, apesar de ser citado no inquérito. De acordo com a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, os depoimentos previstos ocorreram no Rio de Janeiro e já foram encerrados.

A Polícia Federal (PF) tomou o depoimento do sobrinho de Maria de Lourdes da Silva – primeira mulher de Lula que morreu na década de 1970 –, Taiguara é um dos donos da Exergia Brasil, uma empresa do ramo da construção civil sediada em Santos que foi contratada pela Odebrecht para atuar em obras complexas de um empreendimento da construtora em Angola.

A empreiteira brasileira executou, entre 2012 e 2015, as obras de ampliação e modernização da hidrelétrica de Cambambe. No mesmo período, a Odebrecht obteve um financiamento de US$ 464 milhões junto ao BNDES para executar o projeto no país africano.

Segundo a PF, a Operação Janus pretende investigar se a Odebrecht utilizou os contratos com a empresa do sobrinho da primeira mulher de Lula para pagar “vantagens indevidas”. A construtora de Taiguara, conforme os investigadores, não teria capacidade operacional para executar a obra da hidrelétrica em Angola e sequer teria empregados registrados.

A apuração, informou a assessoria da PF, teve início quando foi enviado para a corporação um procedimento de investigação criminal do MPF que solicitava a investigação de suposto pagamento de propina pela Odebrecht, entre 2011 e 2014, em troca de facilidades na obtenção de empréstimos de interesse da empreiteira junto ao BNDES.

Os investigadores identificaram que Taiguara registrou uma grande evolução patrimonial após sua empresa fechar o contrato com a Odebrecht. O aumento do patrimônio do empresário de Santos é considerado “incompatível” com seus rendimentos declarados.

O MPF informou, em nota, que a operação é referente “à investigação que apura se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva praticou tráfico internacional de influência em favor da Construtora Odebrecht”.

Em maio de 2015, a Procuradoria da República no Distrito Federal deu início à apuração “se o ex-presidente recebeu vantagens econômicas indevidas para influenciar agentes públicos estrangeiros notadamente na República Dominicana, Cuba e Angola, além de facilitar ou agilizar o trâmite de procedimentos de financiamentos de interesse das empresas do grupo Odebrecht junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)”.

Os procuradores investigam também suspeitas de irregularidades em outros financiamentos concedidos pelo banco ao conglomerado Odebrecht para obras no exterior, inclusive de empréstimos destinados à construção do Porto de Mariel, em Cuba, do Metrô de Caracas, na Venezuela e algumas obras no Panamá. As investigações do MPF são conduzidas pelos procuradores Francisco Guilherme Bastos, Ivan Cláudio Marx e Luciana Loureiro.

O juiz da 10ª Vara Federal Vallisney Souza de Oliveira autorizou, a pedido do MPF, a quebra de sigilos bancários, fiscais e de dados telemáticos de nove envolvidos, tendo por base “fortes indícios de irregularidades e de condutas, em tese delituosas, no sentido de, no mínimo, dissimular e ocultar valores de origem ilícita”.

Em nota, o Instituto Lula informou que há mais de um ano os procuradores da República no Distrito Federal tentam, sem nenhum resultado, apontar ilegalidades na conduta do ex-presidente, e que “uma investigação aberta a partir de ilações fantasiosas transformou-se em verdadeira devassa sobre a contabilidade do Instituto Lula, da empresa LILS Palestras e sobre as contas do ex-presidente”.

De acordo com o instituto, os procuradores vasculharam as viagens internacionais de Lula, quem o acompanhou, os hotéis em que se hospedou, com quem ele conversou no exterior. O resultado, no entanto, “apenas comprova que Lula sempre atuou dentro da lei, em defesa do Brasil, como fazem ex-presidentes em todo o mundo”. “Por isso mesmo, Lula não é parte da operação policial desta manhã, nem poderia ser”, completou a nota.

Nota do Instituto Lula sobre a Operação Janus na integra

20/05/2016 13:20


Há mais de um ano alguns procuradores da república no Distrito Federal tentam, sem nenhum resultado, apontar ilegalidades na conduta do ex-presidente Lula.

Uma investigação aberta a partir de ilações fantasiosas transformou-se em verdadeira devassa sobre a contabilidade do Instituto Lula, da empresa LILS Palestras e sobre as contas do ex-presidente.

Os procuradores vasculharam as viagens internacionais de Lula, quem o acompanhou, os hotéis em que se hospedou, com quem ele conversou no exterior.

E o resultado apenas comprova que Lula sempre atuou dentro da lei, em defesa do Brasil, como fazem ex-presidentes em todo o mundo.

Por isso mesmo, Lula não é parte da operação policial desta manhã, nem poderia ser.

Assessoria de Imprensa do Instituto Lula

 

 

 

(Fonte Agência Brasil)