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Mandato da senadora Selma Arruda é cassado

A Mesa Diretora do Senado Federal confirmou nesta quarta-feira (15) a cassação do mandato da senadora juíza Selma Arruda (Podemos-MT). A decisão será publicada nesta quinta-feira (16) no “Diário Oficial da União” (DOU) e no “Diário do Senado”.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia cassado o mandato da parlamentar em dezembro do ano passado por abuso de poder econômico e caixa 2 nas eleições de 2018.

Em nota (leia íntegra abaixo), a senadora disse ter recebido a notícia com “respeito e tranquilidade”. Selma, que é juíza aposentada, informou que pretende se dedicar à advocacia “e lutar para que outros cidadãos não tenham seus direitos cerceados como ocorreu no seu caso”‘.

Segundo a Justiça Eleitoral, Selma Arruda, mais conhecida como Juíza Selma, não registrou gastos de R$ 1,2 milhão na contabilidade da campanha.

Apesar da decisão do TSE, a perda do mandato da parlamentar ainda precisava ser declarada pela Mesa Diretora da Casa, o que foi feito na manhã desta quarta. A Mesa Diretora do Senado é formada por sete senadores titulares, e quatro suplentes.

Os integrantes do colegiado aprovaram, por 5 a 1, o relatório do senador Eduardo Gomes (MDB-TO), que foi favorável à declaração da perda de mandato da juíza Selma, em razão da decisão proferida pelo TSE.

O presidente da Mesa, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), vota apenas em caso de empate. O único senador contrário à cassação foi Lasier Martins (Podemos-RS), do mesmo partido de Selma Arruda.

Apesar da cassação, o clima foi de comoção entre os integrantes da mesa. Os senadores ressaltaram ser difícil cassar o mandato de uma colega e disseram ter sido um dia triste para história da Casa.

A senadora ainda poderá participar da sessão marcada para a tarde desta quarta no Senado. A cassação passará a ter efeito após a publicação da decisão.

Depois da publicação, Alcolumbre fará a leitura da decisão na sessão desta quinta-feira, comunicando os demais senadores da perda de mandato

 

Mandato da senadora Selma Arruda é cassado

Por 6 votos a 1, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu hoje (10) cassar o mandato da senadora Selma Arruda (Podemos-MT) por abuso de poder econômico e caixa dois nas eleições do ano passado. Conhecida como Juíza Selma, a parlamentar aposentou-se da magistratura e concorreu ao cargo pelo PSL.

Com a decisão, novas eleições para o cargo deverão ser convocadas pela Justiça Eleitoral de Mato Grosso, cuja data ainda será definida. A cassação também atinge o primeiro e o segundo suplentes, Gilberto Possamai e Clerie Fabiana. A parlamentar pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender a cassação.

Em abril, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Mato Grosso cassou o mandato da senadora pela suposta omissão de R$ 1,2 milhão na prestação de contas da campanha do ano passado. Porém, Selma Arruda e seus suplentes recorreram ao TSE.

Na terça-feira (3), ao iniciar o julgamento do recurso da parlamentar, o relator, ministro Og Fernandes, votou pela cassação da chapa por entender que houve diversas irregularidadena campanha, como recebimentos e despesas “por dentro e por fora” ques não constaram na contabilidade, além de propaganda e gastos fora do período eleitoral.

Na sessão de hoje, o ministro Luís Felipe Salomão acompanhou o relator e disse que as provas que constam no processo mostram que mais de 70% dos recursos da campanha não tiveram escrituração contábil, obrigatória por lei. Para o ministro, a irregularidade, desequilibrou a disputa com os concorrentes. “São fatos gravosos, entre tantos que foram anexados aos autos”, disse o ministro.

Em seguida, os ministros Tarcísio Vieira, Sergio Banhos, Luís Roberto Barroso, e a presidente, Rosa Weber, também votaram pela cassação.

Em seu voto, Barroso disse que há “muitos interesses” na perda do mandato da ex-juíza, mas não são esses interesses que estão sendo julgados pelo TSE. “É impossível negar que esses fatos [irregularidades] contrariam a legislação e contrariam a jurisprudência, caracterizando abuso de poder econômico”, disse.

Edson Fachin divergiu da maioria e entendeu que as irregularidades não são suficientes para autorizar a cassação.

No primeiro dia de julgamento, o advogado Gustavo Bonini Guedes, representante da senadora, afirmou que a parlamentar não praticou caixa dois e abuso de poder econômico.

“A senador Selma Arruda foi eleita com base nas plataformas de combate à corrupção, que sempre defendeu como juíza no Mato Grosso, determinado a prisão de presidente da Assembleia Legislativa e ex-governador”, disse a defesa.

Fonte Agência Brasil