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Divulgada lista de investigados pela Kroll na CPI da Petrobras

Foi divulgada pela imprensa lista dos investigados pela empresa Kroll, contratada pela CPI da Petrobras para levantar dados sobre o suposto esquema de corrupção na Petrobras.

Ao todo, foram 56 contas investigadas no exterior nessa primeira fase e mais 3 contas associadas. Foram investigadas também 36 empresas em 15 paises e mais 6 propriedades pertencentes às pessoas investigadas. Veja os nomes abaixo:

lista

A Kroll foi contratada pela Casa por R$ 1,18 milhão para identificar contas bancárias suspeitas e repasses ilegais ao exterior de dinheiro de investigados na Operação Lava Jato. Na primeira etapa de atuação da Kroll, foram investigadas 12 pessoas. A comissão avalia agora se faz outro contrato para dar continuidade à investigação.

Na primeira etapa, a Kroll identificou 59 contas bancárias, 33 empresas e seis imóveis em nome desses 12 suspeitos. Entre os alvos da consultoria estão ex-diretores da Petrobras, executivos de empreiteiras e operadores do esquema de corrupção que agia na estatal do petróleo.

Os bens e ativos foram localizados em 33 países. Em 15 deles – Estados Unidos, Singapura, Suíça, Hong Kong, Ilhas Virgens, Uruguai, Panamá, Bahamas, Líbano, Luxemburgo, Reino Unido, Mônaco, Alemanha, Holanda e Ilha de Man –, as evidências de irregularidades seriam mais fortes.

Com exceção de Stael, Duque e Vaccari, todos os demais fizeram acordo de delação premiada. Nos bastidores, circula a informação de que a consultoria teria a missão de investigar delatores que comprometeram parlamentares para tentar derrubar a delação deles.

Motta rebateu as críticas e disse que isso não tem fundamento. “Não existe nada disso. Todos são plenamente justificáveis de estarem na lista da Kroll”, argumentou.

O contrato da companhia com a CPI está sob sigilo até 2020 por determinação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o que gerou questionamentos de parlamentares. Cunha justificou a classificação dos dados como “reservados” dizendo que há informações de quebras de sigilos bancários e fiscais dos investigados.

Os 12 investigados da lista da Kroll são:

Renato Duque, ex-diretor da Petrobras
Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras
Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras
Alberto Yousseff, doleiro
João Vaccari Neto, ex-tesoiureiro do PT
Júlio Camargo, ex-consultor da empresa Toyo Setal
Ricardo Pessoa, presidente da empreiteira UTC
Dalton Avancini, ex-presidente da Camargo Corrêa
Eduardo Leite, ex-vice-presidente da Camargo Corrêa;
Augusto Mendonça Neto, executivo da empreiteira Toyo Setal
Julio Faerman, ex-representante da empresa SBM
Stael Fernanda Janene, ex-mulher do ex-deputado José Janene, morto em 2010.

Ao final da reunião, Motta disse que um novo contrato com a Kroll dependerá da anuência da comissão. “Qualquer outro passo para a contratação ou não será deliberado por todos, assim como os nomes a serem investigados serão de escolha dos parlamentares”, afirmou.

A assinatura de um contrato para aprofundar as investigações em torno de alguns nomes, porém, é vista com ressalvas por vários deputados. Um dos obstáculos seria o alto custo dessa etapa, que poderia chegar a R$ 10 milhões, segundo relatos de deputados do colegiado.

A Kroll também exigiu um cheque-caução, em um valor ainda não definido, para eventuais processos que a empresa poderia sofrer por parte dos investigados por invasão de privacidade, por exemplo.