Uma fonte da Polícia Civil, que está na apuração do caso, afirmou que a princípio “não haveria irregularidades, fraudes ou desvios de verbas nesse contrato firmado pela Secretaria de Segurança”.
Ainda segundo essa fonte, o objetivo do inquérito — instaurado neste ano — é apurar os problemas apresentados pelas armas compradas na gestão do ex-secretário e se esses equipamentos eram inadequados. Ou seja, o inquérito na Delfaz é para apurar a parte técnica das armas e os problemas que elas causaram”.
“Todos os agentes públicos que participaram desta licitação serão ouvidos. O Beltrame será ouvido porque ele era secretário à época”, disse uma pessoa ligada à investigação.
Em 2016, o então secretário de Segurança disse que sempre se sentiu incomodado ao ver canos de fuzis para fora de janelas de carros da Polícia Militar. A troca, que foi anunciada em 2008, tinha como objetivo principal diminuir os riscos de morte por bala perdida.A carabina é considerada um equipamento de porte intermediário. Ou seja, é mais potente que uma pistola, porém menos letal que um fuzil. Na primeira leva, a PM entregou mil carabinas aos batalhões.
“A troca do armamento é um projeto que iniciamos em 2008. Não há necessidade de uso de fuzil em algumas áreas do Rio. Após um longo processo, estamos conseguindo proporcionar mais esse legado”, disse Beltrame, em agosto de 2016.
