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Itaperuna é uma das cidades pioneiras no Estado do Rio em alimentação saudável nas escolas

 

A cidade de Itaperuna, RJ, é uma das pioneiras no Estado do Rio de Janeiro, no que diz respeito à alimentação saudável em escolas, incluindo as compras locais e produtos orgânicos como prioridade para as merendas.

Em recente reunião nas dependências da Secretaria Municipal de Agricultura, a equipe do Planeta Orgânico apresentou o projeto Alimentação Escolar Saudável, para um grupo de autoridades, dentre elas, Maria Aparecida Vargas, secretária Municipal de Educação; João Cunha Neto, secretário Municipal de Agricultura; e demais representantes da Prefeitura de Itaperuna e Sebrae. O Planeta Orgânico é um portal considerado referência do setor orgânico brasileiro na Internet.

O objetivo do projeto Alimentação Escolar Saudável é contribuir para a saúde das crianças e jovens nas escolas do Estado do Rio de Janeiro, através da promoção do desenvolvimento local e regional, buscando uma alimentação escolar saudável, beneficiando assim os pequenos negócios envolvidos na cadeia produtiva de alimentos.

Rogério Garcia de Almeida, técnico da Secretaria Municipal de Agricultura, disse que o Planeta Orgânico realiza parcerias com prefeituras, a fim de divulgar ações com intuito de promover o tema ‘alimentação saudável’. “Durante a apresentação do pessoal do Planeta Orgânico, foi relatado índice e metas de monitoramento, o que pode ser melhorado, dentre outras questões. Tudo isso será apresentado no Green Rio. O Sebrae vem realizando um importante trabalho junto a merendeiras, nutricionistas e a outros profissionais, apoiando esse tipo de ação no município”, complementa Rogério.

Em maio de 2015, durante o evento Green Rio, haverá um estande sobre Alimentação Escolar Saudável, onde as prefeituras que aderiram ao projeto poderão divulgar suas ações e compromissos com a alimentação saudável e o desenvolvimento local.

Valer ressaltar que o município de Itaperuna atende às normas do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e já se adequou às políticas públicas para aquisição de produtos da agricultura familiar.

ETAPAS DA COMPRA PASSAM POR PROCESSOS PLANEJADOS – Antes de chegar nas 52 unidades de ensino de Itaperuna, os produtos vindos da agricultura familiar passam pela triagem feita por uma equipe da Prefeitura. Semanalmente, as nutricionistas e supervisoras da Secretaria de Educação e um técnico da Secretaria de Agricultura selecionam, pesam e distribuem os alimentos que compõem a merenda escolar. A separação é feita na Central de Recebimento de Produtos da Agricultura Familiar, localizada na Secretaria de Agricultura (antigo Mercado do Produtor).

Tomate, cenoura, inhame, alface, couve, taioba, limão, beterraba, repolho e banana são entregues todas as semanas para a Prefeitura. Os alimentos adquiridos junto aos produtores da região obedecem à Lei Federal, que determina que 30% dos recursos repassados pelo Fundo Nacional da Alimentação Escolar (FNDE) para a merenda nas escolas brasileiras, devem ser destinados através da aquisição dos produtos da agricultura familiar.

Como etapa seguinte à reunião sobre Alimentação Escolar Saudável, será enviado cadastro para adesão, onde serão fornecidos dados para uma visita futura às escolas, uma vez que os critérios para alimentação escolar saudável tenham sido desenvolvidos no âmbito do projeto.

Irmã assassina irmão por causa de chocolate

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A briga de dois irmãos por causa de um pedaço de uma barra de chocolate acabou com o assassinato de um adolescente de 13 anos. Pablo Felipe de Oliveira Silva levou uma facada no peito da própria irmã, Adriana de Oliveira Silva, de 20 anos, depois que comeu o resto do doce.

Segundo a mãe dos dois, Ana Cláudia de Oliveira, de 41 anos, a jovem que matou o irmão já passou por tratamento contra dependência química e teria sido viciada em crack até o início deste ano.

A discussão começou dentro da casa da família, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. De acordo com o delegado da Divisão de Homicídios (DH) da Capital, André Leiras, Pablo pegou o último pedaço da barra de chocolate que a mãe ganhara.

Inconformada, Adriana começou a discutir com o irmão e eles se atracaram em luta corporal. Quando teve os cabelos puxados por Pablo, segundo contou em depoimento na sede da especializada, Adriana disse que perdeu o controle, pegou uma faca de cozinha e golpeou o peito do irmão, acertando o coração do adolescente.

Pablo ainda foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Cesarão, em Santa Cruz, mas morreu logo depois de receber os primeiros socorros médicos.

Dois policiais do 27º BPM (Santa Cruz) foram chamados ao local por testemunhas que desconfiaram da atitude de Adriana e ela foi presa ainda na UPA, demonstrando descontrole emocional ao saber da morte do irmão. Adriana também é mãe de um bebê de seis meses, que estava com os dois irmãos na hora do crime.

Adriana deverá ser submetida a teste de sanidade mental, após passar por entrevistas com os psicólogos da Polícia Civil.

Gasolina e derivados estão mais caros no Brasil que no exterior

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O preço da gasolina está entre 20% e 24% mais alto no Brasil do que no exterior. No diesel, a diferença é de cerca de 15%. O cálculo compara o preço praticado no país e no golfo do México, principal referência internacional.

Os brasileiros estão pagando mais que os estrangeiros pelos combustíveis, porque o petróleo desabou no mercado internacional, mas a queda não foi repassada no país.

O governo foi na contramão e, após a reeleição da presidente Dilma, reajustou a gasolina em 3% e o diesel em 5%. O objetivo do reajuste é fortalecer as combalidas finanças da Petrobras.

De 2010 até outubro de 2014, a estatal subsidiou o consumidor brasileiro ao vender gasolina mais barata do que no exterior.

O governo resistia a reajustar a gasolina para não elevar ainda mais a inflação. No auge, a diferença desfavorável à Petrobras chegou a 30%.

Segundo o CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), a estatal acumulou perdas de R$ 51,4 bilhões no período pelo custo de oportunidade (o quanto poderia ter ganho se vendesse em outro mercado).

Agora, são os consumidores brasileiros que estão subsidiando a Petrobras. Com a atual diferença de preços, o ganho mensal da estatal é de R$ 607 milhões na gasolina e de R$ 1,059 bilhão no diesel.

É preciso ressaltar, no entanto, que nem tudo vai para a empresa, porque o custo do frete encarece o produto brasileiro em cerca de 10%.

Procurada, a Petrobras não deu entrevista.

“A estatal está ganhando musculatura, mas depois de anos de perdas ainda falta muito”, diz Fábio Silveira, diretor de pesquisa da consultoria GO Associados.

Segundo Adriano Pires, diretor do CBIE, uma desvalorização brusca do real pode anular a vantagem da Petrobras, pois encareceria os combustíveis em moeda local e elevaria o custo da dívida em dólar.

A queda do preço do petróleo também não favorece os investimentos da Petrobras. Os analistas já têm dúvida sobre qual é o patamar de preços que viabilizaria os altos investimentos no pré-sal.

Só nos últimos 30 dias, o preço do petróleo tipo Brent, referência para o mercado, caiu 15,7% para US$ 72,05 por barril. Um ano atrás, o barril era cotado a US$ 106,4.

A queda se acentuou na semana passada, quando a Opep, cartel dos países petroleiros, informou que não vai reduzir a produção. Nesta segunda (01), o dia foi de recuperar parte das perdas, e os preços subiram 3,4%.

A derrocada do preço é consequência, sobretudo, da redução do consumo nos EUA com a maior utilização do gás de xisto. Investidores que aplicavam dinheiro em commodities também estão migrando para títulos da dívida americana na expectativa de que os juros subam.

PT pedirá que outros partidos sejam investigadas

Citado como beneficiário do esquema de desvio de recursos da Petrobras, o PT estuda ingressar com uma representação no Ministério Público Federal (MPF) do Paraná ou na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo um “processo de investigação ampla” sobre doações de campanha das empresas investigadas na Operação Lava Jato. Em depoimento prestado na Polícia Federal (PF), no dia 29 de outubro, o empresário Augusto de Mendonça Neto, diretor da Toyo Setal, declarou que empresas controladas por ele foram obrigadas a pagar até R$ 60 milhões a título de propina para manter contratos com a Petrobras. Ele disse que os valores eram pagos por meio de “parcelas em dinheiro”, “remessas em contas indicadas no exterior” e “doações oficiais ao Partido dos Trabalhadores”. Foi a primeira vez que algum executivo investigado na Lava Jato admitiu que fez doações a um partido político como forma de pagamento de propina. O depoimento veio a público na quarta-feira (3). O PT já estuda formas de pedir uma investigação ampla das doações de campanha. Integrantes do partido dizem, nos bastidores, que as declarações de Mendonça Neto tinham o intuito de “desviar o foco da investigação”. Na visão dos petistas, ao apontar o PT como beneficiário de um esquema, Neto quis “transformar uma apuração do crime de cartel em crime eleitoral”. Dessa forma, o PT quer que sejam apurados indícios de corrupção em outras obras, como na construção do Metro de São Paulo, ocorrido durante a gestão do PSDB. Os integrantes do partido acreditam que, se executivos de algumas empreiteiras afirmaram que pagaram propina para conseguir obras da Petrobras, eles também denunciariam práticas semelhantes em grandes obras de governos tucanos ou de outros partidos. Para um interlocutor do PT, “o pau que bate em Chico, também bate em Francisco. Não?” Com os avanços das investigações da Operação Lava Jato, a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal começaram a levantar indícios de que uma forma de pagamento de propina por obras na Petrobras era justamente a doação para campanhas eleitorais. Ao todo, 12 partidos já foram citados por executivos como beneficiários de doações eleitorais de donos de empreiteiras investigadas pela Lava Jato. No entanto, até o momento, as testemunhas da Lava Jato falaram em repasses ilegais apenas para PP, PMDB e PT. A intenção do PT ao tentar ampliar a investigação sobre doações de campanha é, diretamente, atingir o PSDB, tido pelos petistas como maior beneficiado da divulgação de informações referentes à Lava Jato. O senador Aécio Neves (PSDB), presidente do partido e candidato derrotado á Presidência da República, por exemplo, aproveitou a denúncia de Mendonça Neto para tecer críticas ao PT na noite de quarta-feira. “Essa organização criminosa, que segundo a Polícia Federal se instalou no seio da Petrobras, participou da campanha eleitoral contra nós”, disse o tucano.

Tributação sobre bebidas frias terá abatimento por 3 anos

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As empresas fabricantes de bebidas frias – água, cervejas, refrigerantes e isotônicos – receberão um abatimento de tributos nos próximos três anos, para evitar que a mudança no modelo de tributação em 2015 provoque um aumento dos preços ao consumidor. A proposta fechada pelo governo com o setor, e incluída como emenda na Medida Provisória 656 que está no Congresso, prevê um aumento da carga tributária em torno de 10%. Ainda assim, a medida vai reforçar o caixa do governo em R$ 1,5 bilhão no ano que vem. As empresas aprovaram o novo modelo porque ele acaba os reajustes periódicos de alíquotas e corrige distorções do modelo atual. A nova tributação, negociada com o setor, estabelece uma alíquota de PIS e Cofins de 13% para a indústria e de 10,4%, para a distribuidora. Essa última poderá se creditar do imposto pago à indústria, de forma a neutralizar a tributação no fabricante. O modelo também estabelece alíquota de IPI de 6% para cerveja e de 4% para as demais bebidas. A fonte do governo explicou que a cobrança de PIS e Cofins na distribuidora evita o subfaturamento na indústria. Esse tipo de sonegação no setor é uma prática conhecida pela Receita Federal. Como fabricantes e distribuidores, de forma geral, são empresas coligadas, elas se aproveitam para burlar o Fisco. O governo acredita que a fórmula encontrada garante a fiscalização da produção. Também para evitar sonegação fiscal, a lei fixará alíquotas mínimas a serem cobradas das empresas, caso o valor de venda declarado resulte em uma tributação menor que o piso previsto na lei. Segundo a fonte, “em condições normais”, sem subfaturamento dos preços, essas alíquotas nunca devem ser aplicadas.

Giz de cera em 12 tons de pele e lançado pela Koralle

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A Uniafro (Programa de Ações Afirmativas para a População Negra), em parceria com a Koralle, empresa que vende materiais de desenho, criou um estojo de giz de cera com 12 tons de pele. A intenção é apresentar a diversidade etnicorracial da população brasileira e promover a igualdade entre alunos de escolas. Ficaram de fora da edição as cores preta, rosa e branca. O estojo integra o kit de material pedagógico distribuído aos que participam de um curso voltado para qualificação dos professores no Rio Grande do Sul, que prevê o ensino da cultura e história africanas nas escolas de rede pública. Apesar de o projeto da Uniafro ser restrito ao estado, a Koralle decidiu colocar o estojo à venda em sua loja online. A Uniafro, inicialmente, teve dificuldade em encontrar parceiros para desenvolver os gizes. Mas quando chegou até o artista plástico Frantz S, dono da Koralle, a ideia foi colocada em prática. O estojo, então, foi lançado através da marca Pintkor, também da propriedade de Frantz, que, para chegar aos 12 tons escolhidos para o estojo, fez uma pesquisa com pedagogos. Os idealizadores do projeto pretendem ir além e pensam na produção de giz de cera com mais tons de pele, também de lápis de cor com mais tons de pele. Desenvolvendo cada vez mais o produto, a Uniafro pretende ainda buscar uma parceria com o Ministério da Educação, no próximo ano, para que o kit seja distribuído em todas as escolas públicas do país.

No Brasil 60% dos alunos do 4º ano são fracos em leitura e matemática

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Um estudo da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) divulgado nesta quinta-feira (4) mostra que no Brasil mais de 60% dos alunos do quarto ano do ensino fundamental têm desempenho entre muito ruim e regular em leitura e matemática. Já em ciências, a avaliação foi feita com alunos do sétimo ano e diagnosticou que 84% dos estudantes têm desempenho de muito ruim a regular, ou seja, cinco em cada seis alunos têm desempenho fraco, e somente um a cada seis tem desempenho bom ou muito bom em ciências. O Terceiro Estudo Regional Comparativo e Explicativo (Terce) avaliou o desempenho em matemática, leitura e ciências naturais de 134 mil estudantes do quarto e do sétimo ano de 3.200 escolas do Brasil e de mais 14 países da América Latina: Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e o estado mexicano de Nuevo Leon. Segundo o estudo, no Brasil, 64,26% dos estudantes do quarto ano ficaram entre muito ruim (2,60%), ruim (17,19%) e regular (44,47%) em leitura. Os outros 35,74% ficaram entre bom e muito bom. O desempenho dos alunos do sétimo ano foi melhor, com 50,7% entre muito ruim e regular em leitura. Já na avaliação de matemática, 61,40% dos alunos do quarto ano ficaram entre muito ruim (3,47%), ruim (25,82%) e regular (32,11%). Os outros 38,20% ficaram entre bom e muito bom. Já no sétimo ano, menos da metade dos alunos avaliados (48,38%) ficou entre muito ruim (0,30%), ruim (9,32%) e regular (38,68%). A maioria dos alunos do sétimo ano ficou entre bom e muito bom em matemática. Já o desempenho em ciências mostra um grave problema de aprendizado nos alunos do ensino fundamental. Apenas 15,66% dos estudantes conseguiram conceitos bom e muito bom. A grande maioria (84,34%) ficou entre muito ruim (5,20%), ruim (34,45%) e regular (44,69%). Segundo nota técnica do Instituto Nacional Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o estudo Terce “é uma etapa no processo educacional no qual políticas públicas baseadas em evidências, constatadas de forma sistemática, podem fazer a diferença para o futuro de alunos provenientes de entornos vulneráveis, buscando assim a equidade do sistema”.

Estrangeiros que vivem em São Paulo poderão participar do Minha Casa Minha Vida e irão receber Bolsa Família

Os estrangeiros que moram em São Paulo poderão se cadastrar a partir desta segunda-feira (8) para receber o benefício do Bolsa Família. Para participar, o imigrante terá que cumprir os pré-requisitos do programa do Governo Federal, como ter renda igual ou inferior a meio salário mínimo per capita ou renda familiar mensal de até três salários mínimos. O cadastramento será feito no Crai (Centro de Referência e Acolhida para o Imigrante), localizado na região central. Só poderá participar os estrangeiros que estejam legalmente no Brasil e tenham, ao menos, um documento, como o CPF ou Carteira de Trabalho. De acordo com a Prefeitura de São Paulo, estima-se que vivam cerca de 370 mil imigrantes nesta condição. A concessão do benefício só foi possível após negociações da prefeitura com o Ministério do Desenvolvimento Social. Além do Bolsa Família, os estrangeiros também poderão participar de outros programas sociais como o Minha Casa Minha Vida. A ação de cadastramento faz parte da programação do 2º Festival de Direitos Humanos, que será realizado entre os dias 8 e 14 de dezembro, como parte da comemoração do Dia Internacional dos Direitos Humanos, que acontece todo dia 10 de dezembro.

Indios de São Paulo pedem reparação por violência durante ditadura militar

Líder indígena ouvido hoje (4) pela Comissão da Verdade do estado de São Paulo Rubens Paiva, o cacique Timóteo Popyguá, da aldeia Taquari, município de Eldorado, pediu reparação à violência e às perdas sofridas pelos indígenas, impostas pelo governo no período militar. Coordenador da Comissão Nacional de Terra Guarani Yvy Rupa, ele disse que há documentação farta sobre os prejuízos dos indígenas no período.

“Há provas documentais, películas, e testemunhos oculares. Temos anciãos que acompanharam o processo na ditadura, muitos povos sofreram barbárie”, destacou. “O que nós esperamos é que não fique somente na documentação, mas que, de fato, aconteça uma reparação benéfica para as comunidades indígenas. Nós queremos que sejam reparadas as comunidades”, disse.

Hoje, a Comissão da Verdade de São Paulo teve a terceira etapa da audiência pública sobre a violência contra indígenas e comunidades tradicionais. Um relatório sobre as violências contra os índios, cometidas durante a ditadura, foi repassado à comissão pela liderança indígena, e será encaminhado à Comissão Nacional da Verdade.

“Os indígenas estão em um capítulo difícil de enquadrar. Índio nunca foi objeto de reparação. A Comissão Nacional da Anistia, por exemplo, nunca considerou a possibilidade da reparação, porque eles não estão incluídos na resistência política, é um espectro mais amplo da repressão”, disse o presidente da Comissão da Verdade paulista, deputado Adriano Diogo (PT).

Também foi ouvida a jornalista Memélia Moreira, hoje residente nos Estados Unidos, que cobriu episódios envolvendo indígenas no período da ditadura. Ela falou sobre o julgamento de 1980, do Tribunal Bertrand Russel, hoje chamado Tribunal dos Povos, que condenou o Brasil por genocídio indígena. A jornalista ressaltou as dificuldades impostas pelo governo para evitar que o cacique xavante Mário Juruna pudesse ter autorização para ir a Rotterdã, na Holanda, para depor.

Ela acompanhou o processo e fez parte da comitiva à Holanda, que incluía o cacique Álvaro Tucano, o escritor Márcio de Souza e o antropólogo Darcy Ribeiro.

Em outubro, Memélia já havia sido ouvida pela Comissão da Verdade. Ela disse ter testemunhado o extermínio de populações indígenas no Amazonas. “As aldeias chegaram a ser bombardeadas com napalm”, ressaltou.

 

 

(Agência Brasil)

Terreiro de macunba é tombado como Patrimônio Cultural do Brasil

O Terreiro Zogbodo Male Bogun Seja, também conhecido como Roça do Ventura, localizado em Cachoeira, na Bahia, passou a ser considerado hoje (4) Patrimônio Cultural do Brasil. Ele foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O Roça do Ventura é sétimo terreiro no Brasil e o sexto na Bahia a receber o reconhecimento e, a partir de agora, está sob proteção legal.

Segundo o Iphan, o Terreiro Zogbodo Male Bogun Seja Unde é responsável pela preservação de umas das tradições religiosas de matriz africana, da liturgia do candomblé de nação Jeje-Mahi, originária nos cultos às divindades chamadas Vodum.

Além do Roça do Ventura, são tombados o Terreiro da Casa Branca, Terreiro de Candomblé do Bate-Folha Manso Banduquenqué, Terreiro do Alaketo, Ilê Maroiá Láji, Terreiro do Axé Opô Afonjá, Terreiro do Gantois – Ilê Iyá Omim Axé Yiamassé, todos em Salvador, e o Terreiro Casa das Minas Jeje, em São Luís (MA).

Os tombamentos foram decididos na  77ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio do Iphan. Foram tombados ainda a Coleção Geyer, do Museu Imperial de Petrópolis (RJ), e o acervo do Museu de Artes e Ofícios de Belo Horizonte.

A Coleção Geyer é uma das maiores coleções de origem particular de desenhos, pinturas, gravuras, litografias, mapas, álbuns e livros de viagem sobre o Brasil. O acervo de quase 3 mil peças, reunidas ao longo de 40 anos na residência dos Geyer, inclui móveis, louças, objetos de decoração e prataria. O conjunto é considerado a maior coleção de brasilianas em mãos particulares.

Já o acervo do Museu de Artes e Ofícios, originado da coleção de Flávio e Ângela Gutierrez, reúne ferramentas que se tornaram símbolos do empenho da classe trabalhadora no processo de crescimento do Brasil. Os bens registram práticas que podem ser consideradas parte de uma importante documentação histórica de grande valor nacional.