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Beltrame diz que “legislação ainda é um obstáculo”

Para o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, as polícias Civil e Militar têm cumprido seu papel ao realizar ações de inteligência para combater o crime em diversas frentes. Ele reiterou que a prisão de muitos envolvidos em ações criminosas tem a legislação como obstáculo. Entre os 48 mandados de prisão da Operação Armagedom, 14 referem- se a situações de reincidências criminais.

– Destes 48 mandados de prisão, 14 estavam na rua novamente praticando atos ilícitos. A sociedade precisa refletir sobre esta legislação, porque pessoas que estavam presas foram capturadas novamente. Não dá para responsabilizar apenas a polícia pela problemática da segurança. Pessoas foram presas, condenadas, usaram de argumentos que a lei permite e voltaram ao crime e, mais uma vez, numa grande operação, com 450 agentes, prendemos praticamente 40% das pessoas que já tinham sido apresentadas ao Judiciário – explicou o secretário.  

Operação Armagedom desarticula quadrilha de milicianos

A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) apresentou, nesta quarta-feira (10/12), o balanço da Operação Armagedom, realizada com o objetivo de prender os integrantes de uma organização criminosa paramilitar que atuava nas comunidades do Fubá, Caixa D´Agua e Campinho, nas Regiões Norte e Oeste do Rio. A ação, que mobilizou 450 policiais, foi realizada com o apoio do Ministério Público, da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança, da Corregedoria Geral Unificada, da Corregedoria da Polícia Militar e da Corregedoria da Secretaria de Administração Penitenciária.

O chefe da milícia, alvo da Operação, se entregou na Cidade da Polícia na parte da tarde. Tarcísio A. de Moura, conhecido como TC, assumiu a posse do material bélico apreendido pelos policiais durante a ação. Foram cumpridos 16 mandados de prisão e realizado um flagrante. Entre os presos, estão cinco policiais militares.

– Vamos analisar o documento de Inteligência que está sendo produzido nesta investigação. A região está mapeada. Vamos estabelecer algumas condutas da Polícia Militar para que nem milicianos, nem traficantes retornem para estas áreas – afirmou o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, em coletiva de imprensa realizada na Cidade da Polícia, no Jacarezinho.

De acordo com a Draco, entre as atividades da organização criminosa estavam o controle do transporte alternativo (vans e mototáxis), o monopólio da venda de botijões de gás, a cobrança irregular pelo serviço de segurança, a prática de agiotagem, além da distribuição ilícita de sinais de TV a cabo e Internet. A quadrilha que atuava nas três comunidades também praticava homicídios e tortura.

– Esta milícia era extremamente organizada e perigosa. Eles chegaram ao ponto de controlar a venda de cerol e pipa para as crianças dessas comunidades, no intuito de exercer poder, já que não havia nesta atividade um interesse propriamente financeiro – explicou o titular da Draco, o delegado Alexandre Capote.

No total, durante a Operação Armagedom, foram apreendidos três veículos de luxo, um fuzil, três simulacros de fuzil, diversos carregadores de armas de fogo, 2 mil munições para fuzil, uma granada, duas pistolas, um revólver, uma espingarda, um capacete, um colete balístico e documentos que comprovam a prática criminosa. Também foram encontradas oito máquinas caça- níqueis, sendo que uma delas era usada em um bingo clandestino localizado na sede da Associação de Moradores de Campinho. Outra casa de jogos da quadrilha também foi fechada. A Draco calcula que o grupo de criminosos chegava a movimentar cerca de R$ 1 milhão por mês.

Sala Cecília Meireles reabre oficialmente hoje (11/12)

O Governo do Estado reinaugura, nesta quinta-feira (11/12), às 20h, a Sala Cecília Meireles, com um concerto de voz e piano para convidados. No repertório estão canções e poesias de Cecília Meireles, interpretadas por Luisa Francesconi (mezzo-soprano), Homero Velho (barítono) e Priscila Bonfim (piano), sob direção cênica de André Heller-Lopes. O governador Luiz Fernando Pezão estará presente no evento.

A reforma transformou a Sala – localizada na Lapa, no centro histórico do Rio de Janeiro – no mais moderno espaço de música do país. O investimento do Estado foi de R$ 47,5 milhões e incluiu a restauração das fachadas, o reforço de toda a estrutura do prédio e a execução de um novo projeto de acústica. Todas as intervenções tiveram acompanhamento e aprovação do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), órgão responsável pelo tombamento histórico da fachada. O prédio é preservado também pela prefeitura, por intermédio da Lei do Corredor Cultural.

Policia Federal apreende 72 kg de maconha em estacionamento de shopping no Irajá

A Polícia Federal apreendeu no final da tarde de ontem (09) aproximadamente 72 kg de maconha e prendeu dois homens no estacionamento de um shopping no Irajá, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Os policiais federais encontraram os tabletes de maconha escondidos no interior de um veículo. Com o condutor foram apreendidos aproximadamente R$ 580 em dinheiro. O outro preso estava estacionado próximo em um utilitário esportivo. A Polícia Federal chegou à dupla por meio de denúncia anônima.

Ambos trabalham como vendedores autônomos. Foram ouvidos na Superintendência de PF e encaminhados ao sistema prisional do estado. Os mesmos responderão por tráfico e associação para o tráfico.

Ladrões de carros são presos em São Gonçalo

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Durante operação para prender integrantes de uma quadrilha que rouba carros em São Gonçalo, policiais da 74ª DP (Alcântara) prenderam, nesta quarta-feira, Walter Albuquerque de Moura, o “Walt”, e Carlos Alberto Santos de Assis, o “PQD”. As prisões aconteceram após três meses de investigação.

De acordo com o delegado titular da unidade, Adriano França, Carlos Alberto foi reconhecido por vítimas de roubo e, a partir disso, com auxílio das redes sociais, os agentes chegaram à identificação de outros integrantes da quadrilha, como “Walt”. Contra os criminosos, estavam expedidos mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão em suas residências, pelaVara Criminal de São Gonçalo.

Ainda segundo o delegado, na casa de Walter, responsável pelo destino dos veículos roubados, foram encontradas peças de carro. Já na casa de Carlos Alberto, ladrão que realizava a abordagem das vítimas, havia quantidade de maconha para consumo próprio.

As investigações continuam para prender os outros integrantes da quadrilha.

Preso ladrão de cargas de cigarros da Souza Cruz na comunidade Vila Aliança

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Policiais da 35ª DP (Campo Grande) prenderam, nesta quarta-feira (10/12),

Ubirai José da Silva Santos, o Ubirai 157, 36 anos, ladrão de cargas de cigarros da Souza Cruz, após receberem uma informação de que ele tinha o hábito de transitar em uma van pela Avenida Brasil em horários pré-estabelecidos. Depois de dois dias de campana, Ubirai foi preso na Avenida Brasil ao sair da comunidade Vila Aliança.

Ubirai havia sido preso em flagrante em 2003 por roubo com  emprego de armas , sendo condenado a 5 anos e 7 meses de prisão pelaVara Criminal Regional de Bangu. Ubirai estava foragido do sistema prisional com dois mandados de prisão pendentes.

Ex-padre suspeito de pedofilia é preso no RS

padre-Reprodução-RBS-TV

Foi preso na manhã desta terça-feira (9) o ex-padre João Marcos Porto Maciel, conhecido como Dom Marcos de Santa Helena, 74 anos. Ele é suspeito de abusar sexualmente de adolescentes. O religioso acabou detido pela Polícia Civil, em Caçapava do Sul, na Região Central, onde reside atualmente. Participaram da operação 11 agentes.

Os policiais encontraram Maciel no templo em que o suspeito fundou para receber menores de idade em vulnerabilidade social, na Estrada do Salso, no município. O religioso ficará preso temporariamente na Penitenciária Estadual de Caçapava do Sul. A detenção é válida por 30 dias, podendo ser prorrogável por mais 30. Os agentes também pretendem levar à delegacia dois monges que ajudam o ex-padre no templo, para que eles prestem depoimento. Foram apreendidos duas armas, computadores e mídias de informática.

Ele é apontado pela Polícia Civil como responsável por pelo menos seis abusos de adolescentes. Desses, quatro já teriam prescrito e outros dois teriam ocorrido entre 2010 e 2011. Em 2009, Maciel foi excomungado da Igreja Católica. Representantes dizem ter recebido denúncias de assédio, que não foram comprovadas. Mais tarde, Dom Marcos ingressou na Igreja Anglicana, de onde também foi afastado em 2011.

O caso
O nome e os supostos abusos de Maciel foram revelados pelo empresário Marcelo Ribeiro.. Ele participou do coral de Dom Marcos na década de 80 e afirma que foi abusado sexualmente pelo religioso. “Quando eu tinha 11 para 12 anos em uma viagem, eu acordei com ele na minha cama. A partir daí os assédios começaram com beijos, com coisas, só que eu já era uma criança dominada por ele, eu já tinha uma obediência absoluta, isso facilitou o abuso sexual, que aconteceu dos 12 para 13 anos”, disse o empresário.

Em entrevista à reportagem da RBS TV, Dom Marcos negou ter cometido os abusos. “Ele não sabe o que dizer para impressionar as pessoas que o escutam. Sei que ele escreveu um livro que não li nem me interesso em ler. Diz tudo quanto é coisa que lhe vem a cabeça, e o papel aceita tudo o que se escreve. Ele pagando, já que certamente pagou pela impressão, pode dizer o que quer e pronto”, afirmou o religioso.

O advogado e músico gaúcho, Alexandre Diel, também afirma ter sido vítima do religioso na adolescência. “O primeiro abuso foi acontecer mais ou menos dois anos depois que eu já estava no coral, ele estava com um balde de roupa suja, e chamou para levar as roupas para lavar, desci e ele fechou a porta, baixou minhas calças. Essas ações se repetiram durante quase três anos”, disse Diel.

Dom Marcos negou novamente. “Pois é. É engraçado, [porque] eu nunca fui lavar roupas. Naquela época eu tinha minha mãe que fazia todo esse trabalho. Ela ia à lavanderia, eu raramente entrava lá”, afirma o investigado, acrescentando que mais de oito mil adolescentes já passaram pelo coral e tiveram aulas de música.

 

 

Juiz chega atrasado no aeroporto e dá voz de prisão a funcionários de companhia aérea

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O juiz da comarca de Senador La Rocque, no sul do Maranhão, Marcelo Baldochi, deu voz de prisão a três funcionários da companhia aérea TAM, no último sábado (6), após ter o embarque de um voo para São Paulo negado por ter chegado atrasado ao aeroporto.

Segundo um prestador de serviço do aeroporto de Imperatriz, o juiz ficou nervoso após ser informado pelo funcionário que o horário de embarque já havia encerrado, e ele não poderia mais entrar no voo porque a aeronave estava em procedimento de decolagem.

“Depois disso, ele ligou para a polícia para que viessem prender o funcionário. Ele ficou gritando no aeroporto, deu show de arrogância, de grosseria. E olha que os funcionários foram educados, não fizeram nada com ele, apenas informaram que não poderia viajar porque a aeronave já havia sido fechada”, relatou.

A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) informou que “compartilha da indignação da sociedade e considera inadmissível”.

“Você está preso em flagrante, você fique quietinho para o senhor aprender a me respeitar, um consumidor”, disse o magistrado, em voz alta ao funcionário.

Ainda segundo a testemunha, os outros dois funcionários tiveram voz de prisão dadas porque foram tentar ajudar o colega e explicar que as normas da aviação não permitiriam o embarque.

A polícia informou que os funcionários foram encaminhados à Delegacia Regional de Imperatriz, onde prestaram depoimento, mas foram liberados em seguida. Eles foram acusados pelo juiz de crime contra o consumidor.

A polícia informou ainda que o juiz que fez a denúncia não compareceu à delegacia para prestar depoimento ainda. Ele conseguiu embarcar em outro voo ainda no sábado, da companhia aérea Gol. Ele deve ser intimado nos próximos dias.

Nesta segunda-feira (8), o caso foi remetido ao 3º Distrito Policial, que vai dar prosseguimento às investigações.

Em nota, a TAM informou que segue “todos os procedimentos de embarque regidos pela Legislação do setor”. Disse ainda que está colaborando e prestando todos os esclarecimentos às autoridades sobre o caso.

O juiz já é conhecido no Estado por se envolver em polêmicas. Em 2007, foi flagrado por fiscalização e denunciado por manter trabalhadores em condições análogas à escravidão em uma fazenda de sua propriedade.

Em dezembro de 2012, em Imperatriz, ele se negou a dar dinheiro a um flanelinha, discutiu com ele e acabou sendo esfaqueado.

AMB
Em nota divulgada, AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) informou que a atitude do juiz representaria “abuso de poder e de autoridade.”

“A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) defende a transparente apuração dos fatos garantindo o devido processo legal; e reitera que o comportamento noticiado não representa a conduta dos juízes brasileiros, que laboram diariamente assegurando direitos fundamentais e as liberdades públicas”, diz o texto.

US$ 33 milhões desviados por Maluf devem voltar aos cofres da Prefeitura de São Paulo

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Por meio de ação proposta pela prefeitura de São Paulo contra o ex-prefeito Paulo Maluf, datada de 2012, US$ 33 milhões deverão voltar aos cofres do município. A informação é dos promotores Silvio Antonio Marques e José Carlos Blat, do Ministério Público (MP) de São Paulo. A prefeitura baseou a ação em dados fornecidos pelo órgão.

Desse total, já foram depositados US$ 10 milhões, os US$ 23 milhões restantes dependem apenas da conversão em dinheiro das ações bloqueadas da empresa Eucatex [de propriedade da família Maluf], na Ilha de Jersey, para que a prefeitura receba. Marques lembra que “essa ação representa uma pequena parte do total desviado”.

O dinheiro desviado da prefeitura foi enviado para bancos no exterior. Parte dessa quantia retornou ao Brasil e entrou nos cofres da Eucatex como investimento na companhia. Para os promotores, tratou-se de um ciclo de lavagem de dinheiro público. “A participação da empresa é que ela recebeu o dinheiro desviado a partir de várias operações financeiras por meio de vários países do mundo. O dinheiro estava no Brasil, foi para os EUA, a Inglaterra, França, até chegar na Ilha de Jersey”, disse Marques. “E o dinheiro era de origem ilícita, dinheiro comprovadamente desviado dos cofres municipais”, acrescentou.

Além desse dinheiro, a prefeitura de São Paulo recebeu hoje (10) do banco alemão Deutsche Bank, o montante de R$ 46,8 milhões [US$ 18 milhões] como indenização por ter movimentado o dinheiro que foi desviado na gestão de Paulo Maluf (1993-1996). O valor, segundo a prefeitura, será destinado à construção de creches na capital paulista. O Ministério Público garante que dois promotores de Justiça do grupo de educação do órgão estão incumbidos da verificação da aplicação do dinheiro.

O MP reiterou que o banco não desviou recursos públicos. A instituição aceitou pagar a indenização por danos materiais e morais coletivos em troca de não virar alvo judicial do processo que investiga os desvios, que ocorreram durante a construção do Túnel Ayrton Senna e da Avenida Água Espraiada, atual Avenida Roberto Marinho. Apesar do fim da gestão de Maluf, Marques disse que os desvios ocorreram até 1998. “O ex-prefeito continuou recebendo valores de origem ilícita mesmo após deixar o comando do município de São Paulo”, acrescentou.

Marques disse ainda que a investigação contra Maluf já terminou e o que está em curso são ações no âmbito civil e criminal. “Eu posso falar do âmbito civil, em que existem sete ações cautelares e duas ações civis públicas propostas, e essas ações devem garantir a devolução de todo o dinheiro desviado e ainda a multa por improbidade administrativa, ou seja, nós estamos falando de algo em torno de R$ 5 bilhões, se considerada a multa e todas as atualizações necessárias”, destacou.

A assessoria de Paulo Maluf informou, por telefone, que o ex-prefeito não tem conta no exterior, que não é réu na ação na Ilha de Jersey e não é sequer citado na ação.

 

(Agência Brasil)

Deputada agredida por Bolsonaro recebe solidariedade de ministras

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As ministras Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, e Ideli Salvatti, de Direitos Humanos, assinaram nota de solidariedade à deputada Maria do Rosário (PT-RS) e repúdio ao deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) por ofensas dirigidas à deputada Maria do Rosário. Terça-feira (9), em discurso no plenário da Câmara, Bolsonaro disse que só não estupraria a deputada porque ela “não merece”.

“Fica aí, Maria do Rosário, fica. Há poucos dias, você me chamou de estuprador no Salão Verde, e eu disse que não estuprava você porque você não merece. Fica aqui para ouvir”, discursou Bolsonaro da tribuna da Câmara. O parlamentar repetiu as mesmas palavras que usou em 2003 em discussão com a deputada. Na época, Maria do Rosário o havia chamado de estuprador, por ele incentivar essa prática mesmo sem ter consciência disso, e ele a empurrou e disse que ela era uma “vagabunda”.

A agressão verbal de ontem ocorreu após Maria do Rosário discursar, no plenário da Câmara, sobre os trabalhados da Comissão Nacional da Verdade, que entregou hoje (10) o relatório final à presidenta Dilma Rousseff. A comissão investiga crimes ocorridos durante a ditadura militar (1964-1985), e Bolsonaro é um dos maiores críticos do trabalho, por não incluir representantes dos militares e não investigar crimes cometidos pelos militantes de esquerda.

Nesta quarta-feira, ao ler a nota de repúdio, durante cerimônia de entrega do Prêmio Direitos Humanos 2014, Eleonora Menicucci lembrou que, desde 1990, o Brasil considera o estupro um crime hediondo. “É inaceitável que um deputado utilize seu posto para reverberar discurso de ódio e de incitação ao crime, que atinge, humilha e reduz as mulheres”, disse.

No mesmo evento, Ideli declarou que tinha recebido informação de que estavam chegando à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) representações da sociedade civil contra o deputado. Segundo ela, uma pessoa com esse tipo de comportamento não merece representar o Congresso Nacional.

Após a premiação, a ministra Ideli explicou que como se trata de quebra de decoro e incitação ao crime, é possível abrir um processo de cassação. “É um comportamento reincidente. Não é nem a primeira, nem a segunda, nem a terceira vez que há uma afronta dessa magnitude feita por esse parlamentar”. Segundo ela, entidades como a OAB e partidos políticos já estão se manifestando .

“Então, a gente espera que o Congresso Nacional dê uma resposta à altura para que alguém com mandato não fique incitando crimes hediondos no Parlamento brasileiro. Desta vez, foi gravíssimo, porque foi da tribuna [da Câmara]. Das outras vezes, tinha sido no corredor, no meio do plenário. Mas desta vez, não, ele estava no exercício indiscutível do seu mandato”, enfatizou.

Ainda ontem, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse que a Câmara não pode permitir que deputados tenham comportamento incompatível com o decoro parlamentar. Em conjunto, a bancada feminina e a Procuradoria da Mulher da Câmara divulgaram nota de repúdio à atitude do deputado.

“Não é a primeira vez que o referido deputado usa das prerrogativas do mandato parlamentar para transgredir o Regimento Interno, ficando à vontade para promover diferentes formas de violência. Incitar este ato de barbárie é ainda mais grave quando recordamos que, apenas em 2013, o Brasil registrou 50 mil casos de estupro, podendo ter chegado ao alarmante patamar de 143 mil casos, devido justamente à banalização desta forma de violência”, diz a nota.

O PT também divulgou, ontem, nota de repúdio. Segundo a nota, a bancada do PT decidiu “tomar todas as medidas judiciais e regimentais contra Bolsonaro. “A barbárie cometida hoje [9] no plenário da Câmara ofende a cidadania brasileira e a consciência das pessoas que lutam por uma sociedade civilizada, tolerante e democrática. No âmbito do Parlamento e do Judiciário, todas as iniciativas serão tomadas por nós, parlamentares da bancada do PT, já que as declarações – ameaças – de Bolsonaro demonstram total desrespeito à condição de representante do povo deste país.”

Na internet, uma petição que pede a cassação do mandato do deputado já tem mais de 70 mil assinaturas. A meta é chegar a 75 mil. Jair Bolsonaro foi reeleito em outubro deste ano para o sétimo mandato no Congresso Nacional. Ele recebeu da população fluminense 464.418 votos.

 

(Agência Brasil)