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Racionamento de combustível para as viaturas da PM impacta policiamento ostensivo no Rio

policia_militar_rjA Polícia Militar (PM) apura as causas que levaram à interrupção no fornecimento de combustíveis, que afetou o abastecimento das viaturas policiais de patrulhamento nas ruas do Rio de Janeiro. Na noite de ontem (29), os policiais de serviço foram avisados pelo rádio para que as viaturas ficassem paradas, com os motores e as sirenes desligados, de modo a economizar energia.

A ordem teria sido dada pelo Estado-Maior, mas a informação não foi confirmada pela assessoria de imprensa da PM. De acordo com a corporação, não houve alterações no atendimento às ocorrências, e o patrulhamento do estado do Rio está sendo feito normalmente.

Em nota, a PM informou que a tropa foi orientada para que as viaturas que não estivessem atendendo a chamados de emergência, inclusive o serviço do 190, mantivessem o policiamento ostensivo em pontos estratégicos e determinados, com o giroscópio ligado, de modo a economizar combustível.

(Agência Brasil)

Papa Francisco gravou mensagem em vídeo para Réveillon de Copacabana

Papa Francisco desfila pelo centro do RJO papa Francisco enviou mensagem em vídeo a ser exibida nos telões dos palcos do Réveillon de Copacabana, antes da queima de fogos. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou que a mensagem parabeniza a cidade pelo seu aniversário de 450 anos, a ser comemorado em 2015.

De acordo com o secretário Municipal de Turismo, Antônio Pedro Figueira de Mello, o vídeo foi gravado pelo Vaticano e enviado por iniciativa do pontífice, que, segundo ele, diz em um trecho da mensagem: “Tenho a certeza de que a cidade maravilhosa tem muito a oferecer ao Brasil e ao mundo”.

“O papa mandar a mensagem é motivo de honra. Ele tem esse sentimento especial pela cidade do Rio de Janeiro”, disse o secretário.

Mello comemorou o fato de a taxa de ocupação dos hotéis da cidade ter se mantido no mesmo patamar apesar do aumento de 7 mil quartos em relação ao ano passado. “Aqui na faixa litorânea já está quase tudo lotado. Acredito que na orla chegue a 100%”.

A capacidade da rede hoteleira do Rio é 35 mil, hoje. O planejamento da Secretaria Municipal de Turismo prevê a ampliação da oferta para entre 44 mil e 46 mil quartos em 2016, quando a cidade receberá os Jogos Olímpicos.

De acordo com a Associação de Hotéis do Rio de Janeiro, a taxa de ocupação na cidade estava em 76% ontem (29), com 87% de ocupação em hotéis cinco estrelas, e deve chegar a 85% no dia 1º. Em Copacabana, os hotéis têm 93% dos quartos ocupados.

 

 

(Agência Brasil)

Petrobras não contratará empresas envolvidas em Corrupção

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A Petrobras anunciou o bloqueio cautelar de empresas de grupos econômicos citados como participantes de cartel em depoimentos à 13ª Vara Federal do Paraná e que tiveram executivos e ex-executivos presos em novembro, em mais uma fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Em razão do bloqueio, as empresas ficarão temporariamente impedidas de ser contratadas e de participar de licitações da estatal.

A Petrobras também aprovou a criação de comissões para Análise de Aplicação de Sanção Administrativa. Segundo nota da estatal, a adoção de medidas cautelares tem o objetivo de “resguardar a empresa e suas parceiras de danos de difícil reparação financeira e prejuízos à sua imagem”. De acordo com a Petrobras, as empresas serão notificadas do bloqueio e será respeitado o direito ao contraditório e à ampla defesa.

A medida abrange os grupos Alusa, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Carioca Engenharia, Construcap, Egesa, Engevix, Fidens, Galvão Engenharia, GDK, IESA, Jaraguá Equipamentos, Mendes Júnior, MPE, OAS, Odebrecht, Promon, Queiroz Galvão, Setal, Skanska, Techint, Tomé Engenharia e UTC.

Segundo a Petrobras, foram levados em conta depoimentos do ex-diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, do doleiro Alberto Yousseff, de Julio Gerin de Almeida Camargo, do grupo Toyo, e de Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, do grupo Setal.

A estatal declarou que “reitera seu compromisso pela ética e transparência nos seus negócios e a necessidade de adoção de medidas consolidadas no Manual do Programa Petrobras de Prevenção da Corrupção”. As decisões foram tomadas após reunião da Diretoria Executiva da Petrobras nessa segunda-feira (29).

(Agência Brasil)

Mudanças em regras de benefícios deixam milhões de brasileiros desamparados

CTPSA Força Sindical avaliou que as mudanças nas regras de concessão de benefícios trabalhistas e previdenciários, anunciadas pelo governo federal, ontem (29), vão deixar milhares de brasileiros “ao deus-dará”. Por meio de nota, a entidade destacou que o país vive a expectativa de aumento de desemprego, de inflação e dos juros: “O governo deveria ampliar o debate com o Congresso Nacional no lugar de anunciar mudanças que vão prejudicar a população”.

“Em vez de agir com rigor para acabar com as fraudes e punir os responsáveis pelos desvios, o governo pratica a política Robin Hood ao contrário: tira exclusivamente dos pobres e os pune na hora em que eles mais precisam dos benefícios. Para onde irão os R$ 18 bilhões a serem economizados?”, indaga a entidade no texto.

O comunicado critica ainda que as centrais sindicais tenham sido chamadas pelo governo apenas para serem informadas das novas medidas e não para discutir e buscar opções. Por fim, a Força Sindical prometeu ir às ruas para pressionar o Congresso Nacional a derrubar as medidas provisórias “impostas à sociedade, como se ela não tivesse voz nem vez”.

As normas de acesso a cinco benefícios trabalhistas e previdenciários – abono salarial, seguro-desemprego, seguro-defeso, pensão por morte e auxílio-doença – foram anunciadas após encontro dos ministros da Previdência, do Trabalho, do Planejamento e do representante do Ministério da Fazenda com representantes de centrais sindicais.

 

(Agência Brasil)

Operação Lava Jato da Polícia Federal provocou fortes impactos políticos no Brasil em 2014

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A Operação Lava Jato, da Polícia Federal, provocou fortes impactos políticos no país e pode ainda atingir novos agentes públicos em 2015. Até o momento, o desdobramento mais impactante da operação se deu nas denúncias de corrupção envolvendo ex-diretores da Petrobras e dois deputados federais. Os desdobramentos resultaram na instalação de duas comissões parlamentares de inquérito, pelo Congresso Nacional, e na prisão de diversos executivos das maiores empresas de engenharia do país, acusados de corrupção, fraude a licitações e crimes financeiros, pelo Ministério Público Federal (MPF).

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A primeira etapa da Lava Jato ocorreu em março, quando a PF executou 24 mandados de prisão, 15 conduções coercitivas e 81 buscas e apreensões para desmontar quatro quadrilhas diferentes que eventualmente se relacionavam para lavar dinheiro de crimes diversos como tráfico de drogas e de diamantes, corrupção de agentes públicos e câmbio paralelo. Em comum, os quatro grupos usavam doleiros e empresas off shore para mandar o dinheiro ilegal para o exterior, bem como lavanderias e postos de combustíveis para legalizar os recursos que ficavam no país ou retornavam do exterior. Cerca de US$ 10 bilhões foram movimentados pelos criminosos, em três anos.

Em um segundo momento, depois de examinar documentos e contratos de empresas de fachadas apreendidos na operação, os investigadores chegaram a diversos contratos fraudulentos firmados com a administração pública e à corrupção de agentes públicos, entre eles, dos diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa e Renato Duque. No Congresso, em abril, a oposição apresentou requerimento de criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) no Senado e outra idêntica, porém com a participação de deputados (CPMI), para investigar as denúncias na maior empresa do país.

No escopo da investigação parlamentar, os oposicionistas propuseram, também, que fossem analisados os indícios de irregularidades na compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, e na construção da Refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, também chamada Rnest.

À época, a base do governo usou o argumento de que a oposição usava o assunto como campanha eleitoral. Os governistas propuseram também a criação de duas comissões parlamentares de inquérito, uma no Senado e outra mista, para investigar os mesmos fatos acrescidos de outros contratos públicos sob suspeita de corrupção em estados e municípios governados por membros da oposição.

A chamada guerra de CPIs foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu que todos os requerimentos tinham validade, mas os que tivessem sido apresentados primeiro teriam prioridade. Assim, foram instaladas, em maio, a CPI da Petrobras no Senado e a CPMI da Petrobras no Congresso. A primeira foi abandonada pelos oposicionistas, que preferiram focar as atividades na comissão mais ampla, com a participação dos deputados. A primeira a depor foi a presidenta da empresa, Graça Foster, que se disse “envergonhada” pelos indícios de que diretores estavam envolvidos em casos de corrupção.

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Em julho, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou relatório que pediu a condenação de 11 diretores da petroleira e a devolução de US$ 792 milhões pelos prejuízos provocados na compra da refinaria americana. Apesar disso, a oposição criticou a decisão por não condenar a presidenta Dilma Rousseff, que na época da compra de Pasadena presidia o Conselho de Administração da Petrobras, responsável pela decisão.

Em setembro, ainda no âmbito da CPMI da Petrobras, os parlamentares tentaram ouvir o ex-diretor preso Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, considerados peças centrais nas investigadores da Lava Jato. Na comissão, ambos permaneceram calados sob a justificativa de que tinham feito acordos de delação premiada com a Justiça e suas informações deveriam permanecer em sigilo.

Em outubro, no entanto, Costa e Youssef prestaram depoimentos à Justiça, fora do processo de delação premiada. Neles, os dois relataram que o dinheiro da Petrobras foi desviado durante os governos do ex-presidente Luiz Inácio da Silva e de Dilma e abasteceram os caixas de partidos políticos. Segundo os delatores, os partidos indicavam diretores para a petroleira que negociavam propinas com as empreiteiras em troca de contratos. A propina variava entre 1% e 3% dos valores dos contratos.

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As novas denúncias não foram suficientes para movimentar a CPMI no mês das eleições e os requerimentos de convocação dos tesoureiros de partidos e agentes políticos citados como beneficiados pela corrupção não foram aprovados. Em dezembro, Paulo Roberto Costa foi novamente levado à CPMI para uma acareação com o também ex-diretor Nestor Cerveró, acusado de ter produzido o relatório que favoreceu a compra de Pasadena. Durante o embate, Costa declarou que o caso da Petrobras se repete em todos os outros setores públicos do Brasil – “nos portos, nos aeroportos, nas rodovias, nas ferrovias e nas hidrelétricas” – e disse que “ninguém chega à diretoria da Petrobras sem uma indicação política”.

Por fim, o relatório final da CPMI foi aprovado com o pedido de indiciamento de 52 pessoas, algumas já presas e processadas pelos crimes da Operação Lava Jato. O relator, deputado Marco Maia (PT-RS), pediu o aprofundamento de investigações nas empresas citadas e considerou que o prejuízo com a compra de Pasadena chegou a US$ 561,5 milhões – menor que os US$ 792 milhões apontados pelo TCU. Nenhum fato novo foi apontado pelo relatório em relação ao apurado pela Polícia Federal e o Ministério Público.

A CPMI da Petrobras não foi o único desdobramento da Lava Jato no Congresso. Devido ao vazamento de áudios e informações do inquérito da Polícia Federal, no início das apurações, foram identificadas as relações dos deputados André Vargas, então vice-presidente da Câmara e eleito pelo PT do Paraná, e Luiz Argôlo (SD-BA) com o doleiro Alberto Youssef.

Vargas admitiu ser amigo de Youssef há 20 anos e ter usado um jatinho do doleiro para viajar de férias com a família para João Pessoa, embora tenha garantido que pagou pelo combustível. No entanto, o deputado também foi acusado de intermediação de contratos de interesse do doleiro com o Ministério da Saúde e acabou cassado pelo plenário da Câmara dos Deputados por quebra de decoro parlamentar. Antes disso, ele renunciou à vice-presidência da Câmara e saiu do PT, que tentou pedir seu mandato na Justiça, mas ainda não teve o caso julgado. Com a cassação, o ex-deputado se tornou inelegível pelos próximos oito anos, de acordo com a Lei da Ficha Limpa.

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Mensagens de telefone e gravações entre Argôlo e Youssef também levaram à abertura de processo contra o deputado no Conselho de Ética da Câmara. Em depoimento aos membros do conselho, a contadora do doleiro, Meire Poza, disse que Argôlo era sócio de Youssef e recebia dinheiro dele com frequência. Em uma das conversas deles vazadas à imprensa, o deputado consulta o doleiro sobre a possibilidade de assumir uma vice-liderança na Câmara ou a presidência de uma comissão. Apesar das denúncias e de ter tido a cassação aprovada pelo conselho, o ano terminou sem que a perda de mandato de Argôlo fosse votada no plenário. Como não se reelegeu deputado, ele pode ter o processo arquivado e os direitos políticos mantidos.

(Agência Brasil)

Confira a Operação de Réveillon na Ilha, Piscinão de Ramos e Parque de Madureira

A Prefeitura do Rio, por meio da SMTR e da CET-Rio, informa que, devido as festas de Réveillon, serão feitas alterações de tráfego na Praia da Bica, Piscinão de Ramos e próximo ao Parque de Madureira.

Na Praia da Bica, a partir das 20h, do dia 31/12, todo o trafego será desviado para as vias Rua Cambaúba e Estrada da Bica, ficando o acesso a praia totalmente proibido inclusive à moradores. Os acessos a via pelas Ruas Francisco Alves, Rua Henrique Lacombe e Rua Ipiru serão fechados e o tráfego de ônibus será desviado para a Estrada do Galeão.

Para manter o nível de atendimento das linhas de ônibus no local será permitido o acesso de coletivos à Praça Jerusalém pela Rua Cambaúba e o retorno, pela mesma via, estabelecendo uma ligação entre o evento e a Estrada do Galeão. A abertura será feita a partir das 6hs da manhã, após a limpeza da via.

Em Ramos, haverá fechamento da via interna do Piscinão de Ramos a partir das 16h. A via lateral da Av. Brasil em frente ao piscinão, será fechada por questão de segurança viária, às 20h e reaberta às 4h. Não haverá desvio de tráfego no local. O estacionamento veículos será proibido na pista lateral da Avenida Brasil, após a abertura da pista.

Os que permanecerem no local serão removidos para o depósito.

Não haverá desvio de tráfego próximo ao Parque de Madureira, pois o evento ocorrerá dentro da área do parque.

No entanto, das 20h às 3h, haverá mudança temporária dos pontos de ônibus situados nas ruas Soares Caldeira, Antonio de Abreu e Guarapari que durante o evento terão sua condição alterada de ponto final para PONTO CIRCULAR sendo proibida a espera no local. Todas as demais vias da área terão seus regimes mantidos sem
alteração.

Cerca de meia tonelada de maconha é apreendida em Irajá

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Cerca de meia tonelada de maconha foi apreendida, nesta segunda-feira, por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC). O material foi apreendido no forro de um telhado, durante operação na comunidade do Amarelinho, em Irajá. Leandro de Paiva Zefirino, 31 anos, dono da residência, foi preso em flagrante.

De acordo com os agentes da especializada, a ação contou com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e foi desencadeada a partir de investigações sobre a facção criminosa que atua na região. Traficantes da quadrilha estão identificados e as diligências continuam para identificar mais criminosos.

Agentes da Operação Lapa Presente apreendem granadas, munições e drogas

Agentes da Operação Lapa Presente (OLP), da Secretaria de Estado de Governo do Rio de Janeiro, apreenderam, na noite deste domingo (28/12), granadas artesanais, munições e grande quantidade de drogas.

Durante patrulhamento na Rua do Lavradio, os agentes abordaram dois homens em uma moto. Eles conseguiram fugir, mas deixaram cair na rua uma mochila com duas granadas, cinco projéteis calibre 38 e dois projéteis calibre 7.62. Dentro dela também havia 18 trouxinhas de maconha, seis cápsulas de cocaína e um sacolé com pedras de crack.O material foi levado para a 5ª DP (Mem de Sá), onde o caso foi registrado.

Lançada pela Secretaria de Estado de Governo com o objetivo de garantir a segurança e o direito de ir e vir dos moradores e frequentadores da região do Rio Antigo, a Operação Lapa Presente deu início às suas ações de fiscalização no dia 1º de janeiro de 2014. Desde então, até a madrugada de 29/12, os agentes cumpriram 200 mandados de prisão – sendo sete por homicídio, 87 por roubo, 47 por furto, 26 por tráfico de drogas e 33 por outros crimes. 

Além disso, 1.609 pessoas foram detidas por porte de entorpecentes, sendo 1.541 detidas por posse para consumo e 68 presas por tráfico de drogas. Também foram conduzidas à delegacia 25 pessoas por porte de arma branca, 14 por portar arma de fogo, 131 por roubo e furto e 398 por outros delitos. Foram aprendidos também aproximadamente 7,7 kg de drogas (maconha, cocaína, crack e ecstasy).

Em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social foram realizadas 11.523 ações de acolhimento a moradores de rua. Foram realizadas ainda ações de fiscalização em conjunto com a Secretaria Municipal de Transportes, onde 145 veículos foram rebocados por apresentarem alguma irregularidade.
 

Serviço de Tomógrafo móvel chega a Mesquita

O equipamento móvel de tomografia computadorizada do Estado ficará no município de Mesquita entre os dias 30 de dezembro e 17 de janeiro de 2015. Além dos moradores da cidade, o serviço oferecido pela Secretaria de Saúde beneficiará ainda os pacientes de Nova Iguaçu, Japeri, Queimados, Nilópolis, São João do Meriti e Belford Roxo. Todos os atendimentos já foram agendados com antecedência, tendo os pacientes sido informados sobre dia e horário do exame pelas secretarias municipais de Saúde, que ficam também responsáveis pela entrega dos resultados, em um prazo de 15 dias.

A carreta com o tomógrafo ficará na Rua Arthur Oliveira Vecchi, número 120, no centro de Mesquita, em frente à prefeitura. Ela vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h, e aos sábados, das 7h30 às 15h. Nestas quarta e quinta-feiras (dias 31/12 e 01/01), devido ao feriado de Ano Novo, não haverá atendimento.

Fruto Alucinógeno ajuda combater dependência de crack

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Uma mulher afirma ter revivido todas as overdoses que teve na vida, um homem diz ter visualizado a própria morte, outras pessoas relatam reviver traumas de infância esquecidos. Esses são depoimentos de pacientes com problema de dependência química, que experimentaram ibogaína. A maioria descreve a experiência como assustadora, mas também transformadora. Entre os 75 pacientes com dependência de diferentes drogas, como cocaína, crack e álcool, 55% dos homens e 100% das mulheres ficaram livres do vício por um ano ou mais. Conduzido pela Unifesp (Universidade Federal de S. Paulo), o estudo inédito fez uso da ibogaína, substância alucinógena, extraída de uma planta africana. A pesquisa chegou a ser noticiada pela Royal Pharmaceutical Society, do Reino Unido e publicada pelo britânico The Journal of Psychopharmacology. Entre 2005 e 2013, os pesquisadores administraram o cloridrato de ibogaína, importado do Canadá, e ministrado em cápsulas. No total, 62% permaneceram abstinentes. “É um resultado extraordinário neste campo”, diz Eduardo Schenberg, doutor em Neurociências (USP), que participou do estudo, juntamente com o psiquiatra Dartiu Xavier. Segundo ele, a maioria dos tratamentos convencionais não chega a 30% de sucesso. “Alguns ficam abaixo dos 10%”, diz. Dados mostraram que 72% dos pacientes eram “poliusuários”, ou seja, faziam uso de álcool, cigarros, maconha, cocaína e crack. “Este é um dos pontos mais inovadores, pois revela eficiência e segurança do uso clínico, médico e hospitalar da ibogaína no tratamento de usuários abusivos destas substâncias”, comenta Schemberg. Parte dos pacientes tomaram ibogaína há mais de dois anos, outros há poucos meses. De acordo com o neurocientista, 25% dos pacientes tomaram ibogaína apenas uma vez, 44% tomaram duas vezes, 19% tomaram 3 vezes e uma parcela muito pequena tomou mais de três vezes. Os intervalos entre as sessões foram, sempre, de ao menos um mês, sendo frequentemente mais longos que isso. “Dez pacientes procuraram, depois da ibogaína, outros tratamentos psicológicos”, afirma Schemberg.