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Prefeito alega que reajuste vai pagar ar condicionado na frota de ônibus do Rio

Oe0070958091e9e2eac2ed1e95b66a01e51d6c4ce prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse hoje (6) que a promessa de dotar toda a frota de ônibus municipais de refrigeração foi feita por ele em 2012 e fixava o prazo de quatro anos para ser efetivada, mas já está sendo posta em prática e o custo dessa melhoria justifica o aumento das tarifas autorizado hoje (6), no Diário Oficial da prefeitura do Rio de Janeiro.

Paes garante que a renovação da frota deve ser feita com ar condicionado, obrigatoriamente, desde 2014.  “Ou seja, a cidade do Rio não receberá mais nenhum ônibus que não tenha ar condicionado. Isso ia demorar dez anos. Então, se queremos antecipar investimento e é mais caro comprar ônibus com ar condicionado, significa um custo e esse custo é que foi repassado”. Para acelerar o processo de substituição da frota,   de acordo com o prefeito, há um custo maior e, ao contrário de outras cidades que aumentaram as passagens, há benefícios para os usuários no caso do Rio de Janeiro.

Em relação à gratuidade para os estudantes, ele ressaltou que houve uma recomendação do Tribunal de Contas do Município (TCM) de que não se fizesse o pagamento. “Ao receber essa recomendação, deixamos de retirar esse recurso da educação do município, que era o que acontecia. Era dinheiro da educação”.

Na revisão tarifária que ocorrerá em outubro próximo, que é um estudo sobre planilha de custos, o prefeito disse que pretende mudar a parte relativa à tarifa, feita a partir do custo da empresa: “Se a empresa for ineficiente, incompetente, não operar bem o consórcio, a população acabará pagando essa deficiência. Quero mudar esse modelo”.

O prefeito do Rio disse ainda que não se pode esperar a revisão tarifária para atingir a meta  de 100% da frota com ar condicionado. “Nós vamos deixar perto de 100%, se não 100%, ao mesmo preço do bilhete único e isso é custo. E esse custo alguém tem que pagar”, garantiu.

(Agência Brasil)

Elevado do Joá começa a ser duplicado

ÍndiceA obra de duplicação do Elevado do Joá, na ligação entre São Conrado e a Barra da Tijuca, no Rio, começou hoje (6) com a primeira detonação para escavação no local. Quando pronta, a obra permitirá que o elevado, que faz parte da Autoestrada Lagoa-Barra, receba um fluxo maior de veículos.

“Talvez essa seja uma das obras mais vinculadas aos Jogos Olímpicos. Ela é  importante para a mobilidade da família olímpica entre a Barra da Tijuca e a zona sul e, obviamente, beneficia esse corredor”, disse o prefeito Eduardo Paes. Ele destacou que o volume de carros é muito grande na região. “Isso vai melhorar muito. É um gargalo permanente.”

A perspectiva é concluir a obra, que começou em junho do ano passado, até o primeiro semestre de 2016. Paes admitiu que  os transtornos provocados pela interrupção do trânsito poderão causar irritação aos motoristas que passam pela via. “Pedimos a compreensão das pessoas, porque há muito tempo a cidade não tinha investimento nenhum.”

No próximo sábado (10), segundo o prefeito, começa a construção da Transbrasil, corredor exclusivo de ônibus articulados que ligará o bairro de Deodoro, na zona oeste, ao centro da cidade. “São todas obras que mexem com a mobilidade da cidade.”

Paes recomendou que as pessoas evitem o uso de carros e usem mais  o transporte público. “Isso  já facilita muito a circulação na cidade. Temos que tirar carros das ruas. A cidade passa por um processo de transformação, estamos aumentando o número de transportes públicos na cidade, qualificando o transporte público, mas isso demora algum tempo e exige sacrifício de todos nós”, disse.

O presidente da Fundação Instituto de Geotécnica (GeoRio), Márcio Mendonça, informou que o projeto é dividido em cinco trechos e que a duplicação do elevado já tem 32% das obras prontos.

De acordo com a prefeitura, a obra será feita sem a interrupção total do tráfego, já que serão escavados túneis paralelos aos existentes hoje na via elevada. Haverá apenas duas interdições diárias para as detonações, no período da tarde, das 14h às 14h30, e à noite, das 21h30 às 22h.

 

(Agência Brasil)

Piso dos professores passa para R$ 1.917,78

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O Ministério da Educação (MEC) informou, há pouco, que o piso salarial do magistério terá aumento de 13,01%. Com o reajuste, o salário inicial passará para R$ 1.917,78 a partir deste mês. O cálculo está previsto na Lei do Piso (Lei 11.738/2008), que vincula o aumento ao percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno, referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano.

O novo montante é relativo ao salário inicial dos professores de escola pública, com formação de nível médio e jornada de trabalho de 40 horas semanais.

Segundo o MEC, nos últimos dias, o ministro da Educação, Cid Gomes, reuniu-se com representantes do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

De acordo com a lei, a correção do piso reflete a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno, definido nacionalmente pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

O piso salarial subiu de R$ 950, em 2009, para R$ 1.024,67, em 2010, e R$ 1.187,14, em 2011, conforme números incluídos no site do MEC. Em 2012, o valor vigente era R$ 1.451. Em 2013, o piso passou para R$ 1.567 e em 2014 foi reajustado para R$ 1.697. O maior reajuste foi registrado em 2012, com 22,22%.

Para Roberto Leão, presidente da CNTE, o reajuste cumpre a lei, embora ainda não seja o “que consideramos melhor para os trabalhadores”. Segundo ele, a Lei do Piso é “importantíssima para o cumprimento do PNE [Plano Nacional de Educação]”. Uma das metas previstas no plano estabelece prazo de seis anos para equiparação do salário dos professores ao dos demais profissionais com escolaridade equivalente. Conforme Leão, o rendimento médio dos docentes representa aproximadamente 60% dos salários médios dos demais profissionais.

Para a Confederação Nacional de Municípios (CNM), o aumento, que tem sido praticado acima da inflação, representará custo maior com a folha e menos investimentos em reformas e infraestrutura das escolas, além de outros itens fundamentais à qualidade do ensino.

“Com certeza, teremos municípios e estados com dificuldade”, disse Cleuza Repulho, presidenta da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). “Precisaremos da regulmentação dos royalties do petróleo e do PNE em funcionamento para garantir novos recusos. A arrecadação dos estados e municípios foi menor que a esperada”, acrescentou.

Segundo Cleuza, a entidade voltará a se reunir com o ministro até o fim do mês para cobrar maior participação da União nos gastos dos entes federativos com educação. Também pedirá a retomada do grupo de trabalho para revisão do reajuste do piso.

A proposta da entidade é que o reajuste leve em consideração a variação do Fundeb e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), estabelecendo novos salários intermediários às duas variações. “Entendemos que não é o que o professor precisa ganhar, mas agora não tem como ser um valor superior à inflação”, concluiu Cleuza.

(Agência Brasil)

Vigilância Sanitária interdita o Supermercado Guanabara de Vila Isabel

A Vigilância Sanitária municipal interditou, nesta terça-feira (06/01), o supermercado Guanabara de Vila Isabel/Andaraí, localizado na Rua Maxwell, 520. Os técnicos chegaram ao local após denúncias feitas pela central de atendimento 1746.

Foi constatada a presença em excesso de baratas, espalhadas por todos os setores do supermercado, e esgoto a céu aberto, sem a proteção adequada. O local permanecerá totalmente fechado até que se cumpram as determinações da equipe do órgão municipal de limpar o local e deixá-lo em condições higiênico-sanitárias satisfatórias.

A Vigilância Sanitária orienta os consumidores a ficarem atentos às irregularidades que podem ser encontradas em qualquer estabelecimento que comercializa alimentos, principalmente os de grande porte, e denunciá-las à central 1746 ou pelo site www.1746.rio.gov.br.

Secretaria Municipal de Transporte do Rio reforça fiscalização sobre novas tabelas de tarifas para táxis

A Secretaria Municipal de Transporte (SMTR) informa que apura denúncia recebida sobre venda de tabelas que, de forma regular, só podem ser retiradas gratuitamente nos 11 postos da secretaria. A SMTR afirma ainda que, identificada qualquer prova de que o fato esteja ocorrendo, o caso será encaminhado à esfera policial, a quem caberá investigar e punir envolvidos na possível falsificação ou desvio.

É importante ressaltar que, entretanto, até o momento, a secretaria continua fazendo a distribuição das tabelas de tarifas e não há registro de que estas tenham sido desviadas, bem como não há provas de que as mesmas estejam sendo falsificadas.

A SMTR esclarece que o uso de tabelas que não tenham sido entregues em postos autorizados configura-se contrariedade ao disposto no Artigos 13 e 14, itens a, do Código Disciplinar do Taxista, criado pelo Decreto 38.242, de 26 de dezembro de 2013, podendo causar o reboque do veículo e a cassação do Cartão de Identificação do Autorizatário/ Auxiliar (CIAT) por “cobrança de tarifa indevida ou não autorizada”.

A secretaria, no momento da distribuição da tabela nos postos, efetua o registro no Certificado de Vistoria do veículo como garantia de que o documento foi recebido de forma regular. A inexistência do carimbo no Certificado remete à situação citada acima e está enquadra do Artigo 13 do Decreto 38.242.

A fiscalização da SMTR está atenta e atuará conforme o Código Disciplinar para resguardar o direito dos taxistas regulares e dos usuários. No início da tarde de hoje cerca de 25 mil tabelas já haviam sido distribuídas de um total de 31 mil disponíveis. Todos os postos foram reabastecidos e os funcionários preparados para orientar os taxistas.

Após mobilização na internet, pai encontra filha de 2 anos em Macaé

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Após 24 horas de buscas pela filha de dois anos, o estudante de engenharia elétrica Rafael Rueb, de 28 anos, conseguiu encontrar a menina, na tarde de segunda-feira (05/01), no Centro de Macaé, interior do Rio. A menina estava com a mãe que a via a cada 15 dias, depois da separação do casal. No último sábado (03/01), Daniela Azevedo Lima Rueb deveria ter sido entregue ao pai. Foi aí que a agonia de Rafael começou. 

Ele resolveu postar a foto da filha e o relato do que havia acontecido na internet, em sua página em uma rede social. Vinte mil pessoas compartilharam a postagem e comentaram apoiando o estudante em sua busca. Até que na tarde de segunda-feira uma pessoa reconheceu a menina e a mãe dela, tirou uma foto das duas e enviou para Rafael. 

O universitário então foi ao encontro das duas no ponto de referência enviado pelo internauta e comprovou que se tratava delas. O reencontro foi tumutuado e os dois acabaram parando na 123ª Delegacia de Polícia de Macaé, onde prestaram depoimentos e foram liberados. 

Segundo Filipe Poeys, delegado titular da DP de Macaé, a mãe contou em depoimento que estava passeando com a filha e teria passado por Carapebus, Quissamã, Rio das Ostras e Macaé. A família é de Niterói, cidade em que o caso será avaliado pela delegacia local. 

Confira o que muda com o novo salário mínimo de R$ 788

O reajuste do salário mínimo, que passou de R$ 724 para R$ 788 no primeiro dia do ano, também aumenta o valor de benefícios e serviços que usam o piso como referência. Veja onde o aumento de R$ 64 (ou 8,8%) reflete. 

Seguro-desemprego:
O aumento do salário mínimo reajustou o valor do seguro-desemprego – cuja parcela mínima passa de R$ 724 para R$ 788. O benefício foi instituído em 1990 e é concedido ao trabalhador desempregado sem justa causa.

Abono salarial:
O benefício equivale a um salário mínimo vigente, ou seja, subiu de R$ 724 para 788. O abono é pago anualmente aos trabalhadores que recebem remuneração mensal de até dois salários mínimos. Atualmente o dinheiro é pago a quem tenha exercido atividade remunerada por, no mínimo, 30 dias consecutivos ou não, no ano.

Contribuições ao INSS:
Para as empregadas domésticas que recebem salário mínimo, e que recolhem 8%, a contribuição passa de R$ 57,92 para R$ 63,04. A parte do patrão, que contribui com 12% do salário, sobe de R$ 86,88 para R$ 94,56. Se recolher as duas partes, pagará R$ 157,60.

No caso de quem aderiu ao plano de contribuição simplificada (para donas de casa e estudantes, por exemplo), o recolhimento ao INSS, que era de é de R$ 79,64 (11% sobre o mínimo), passa para R$ 86,68.

Seguro-defeso:
O seguro-defeso é um benefício de um salário mínimo pago para os pescadores que exercem atividade exclusiva e de forma artesanal. O valor é concedido nos períodos em que a pesca é proibida para permitir a reprodução da espécie. O benefício passa de R$ 724 para R$ 788.

Ações nos juizados:
O reajuste do mínimo ainda afeta o teto permitido para se ajuizar uma ação. No Juizado Especial Federal, por exemplo, pode entrar com ação, sem advogado, quem tem valor a receber de até 60 salários mínimos. De R$ 43.440, o limite passa a ser de R$ 47.280.

No Juizado Especial Cível, o valor das ações também é calculado com base no mínimo. Quem quiser entrar com ação que envolva até R$ 15.760 (ou 20 salários mínimos), sem advogado, está liberado. Em 2014, o teto era de R$ 14.480.

Secretário de Transportes do Rio diz que Supervia será multada

O secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório, afirmou que a Supervia será multada após o acidente que feriu pelo 229 pessoas na noite desta segunda-feira (05/01). A informação foi dada no Bom Dia Rio.

“O acidente é gravíssimo e a falha é inadmissível. Não pode acontecer. Técnicos da Agetransp foram ao local para recolher materiais e investigar de forma independente o que aconteceu”, afirmou Osório. Segundo ele, é necessário investigar exatamente o que causou o acidente. Um trem que vinha no sentido Baixada bateu em outro que estava parado em uma estação de Mesquita.

“Temos que ver se foi uma falha individual, coletiva ou uma soma de fatores. Temos dados que registram toda a viagem, assim como a sinalização e o funcionamento da torre de controle da supervia. Vamos ouvir o maquinista e o passageiro”, prometeu Osório.

Osório reconheceu que os trens envolvidos no acidente são muito antigos: o que vinha no sentido Baixada havia sido reformado há três anos. O secretário prometeu renovar a frota. “53 novos trens chegarão até o final de 2015”, finalizou.

O acidente aconteceu por volta das 20h20, da segunda-feira (05/01). Inicialmente os bombeiros informaram que atenderam 140 pessoas, mas posteriormente o hospital que recebeu o maior número de feridos, o Hospital Geral de Nova Iguaçu, relatou que atendeu 158 pessoas. Às 11h40 desta terça, a Secretaria Estadual de Saúde informou que suas unidades atenderam 71 pacientes, totalizando 229 feridos.

 Segundo a Supervia, uma composição bateu na traseira de outra que estava parada na altura da estação Presidente Juscelino, em Mesquita, na Baixada Fluminense. A circulação foi suspensa no ramal.

Soldados do Corpo de Bombeiros do Catete, na Zona Sul do Rio, de Parada de Lucas, no Subúrbio, e de Nova Iguaçu, Nilópolis e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, atuaram no socorro às vítimas.

Os feridos foram levados para quatro principais unidades de saúde: Hospital da Posse, em Nova Iguaçu; Albert Schweitzer, em Realengo; Getúlio Vargas, na Penha; e Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, Duque de Caxias. Segundo o secretário de Transportes, Carlos Osório, uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região também prestou apoio no socorro às vítimas.

Tráfego normalizado de manhã
Após o acidente entre dois trens no ramal Japeri da Supervia na noite da segunda-feira (05/01), a circulação das composições, que ocorria de forma parcial no início da manhã desta terça-feira (06/01), foi normalizada por volta das 7h. No começo da manhã, passageiros aguardavam os trens na estação de Presidente Juscelino, em Mesquita, na Baixada Fluminense, onde ocorreu o acidente.

De acordo com o Hospital Geral de Nova Iguaçu, dos 129 feridos que deram entrada na unidade na noite desta segunda (06/01), 47 tinham sido liberados por volta das 2h da madrugada, cerca de 60 aguardavam liberação e os demais passavam por exames.

Ainda nesta manhã, técnicos da SuperVia trabalhavam para liberar um dos trilhos, já que apenas um estava operando por volta do mesmo horário. Para que os trens circulassem em ambas as direções, os técnicos precisavam parar as composições próximo da estação onde ocorreu o acidente para passar uma composição de cada vez pelo trilho que está operando.

Passageiros relatam assalto
Passageiros que ficaram feridos na colisão entre dois trens em Mesquita, Baixada Fluminense, na noite de segunda-feira (05/01), relataram roubos dos pertences logo após o acidente. Como mostrou o Bom Dia Rio nesta terça-feira (06/01), uma das vítimas contou que criminosos pularam grades e roubaram os acidentados antes mesmo da chegada das equipes de resgate ao local.

Teste da linguinha para todas as Maternidades Estaduais do Rio

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A partir deste mês, todos os bebês que nascerem nas maternidades estaduais do Rio de Janeiro vão fazer o Teste da Linguinha, em cumprimento a Lei 13.002/14, que obriga as maternidades no país a realizarem o procedimento. Realizado em apenas poucos minutos e indolor, o exame é um grande aliado para o desenvolvimento das crianças, pois através dele é possível detectar eventuais problemas de fala como a “língua presa”, e problemas na amamentação. O Teste da Linguinha é feito por um fonoaudiólogo, que examina a língua e a boca do bebê.

Os problemas da língua presa vão além da dificuldade na fala. No caso dos recém-nascidos, ela pode prejudicar a alimentação, já que afeta a sucção, podendo gerar desmame precoce e, posteriormente, dificuldade de deglutição e problemas no processo mastigatório.

Como é feito

O exame é simples e rápido. Enquanto o bebê está mamando, o fonoaudiólogo faz a avaliação anatômica e da força de sucção, além da análise dos batimentos cardíacos, da respiração e da saturação do oxigênio.

Pioneiro

O Hospital Estadual da Mãe, em Mesquita, foi pioneiro na implementação deste teste na rede estadual de saúde, em setembro de 2014. Até novembro, já foram realizados cerca de 1.336 exames na unidade.
 

 

Passageiros de trens que colidiram relatam momentos de tensão durante colisão

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Sete feridos no acidente de trem ocorrido na noite de ontem (5), na Baixada Fluminense, continuam internados no Hospital da Posse, em Nova Iguaçu. Os pacientes estão estáveis e serão submetidos a novos exames. De acordo com o hospital, 158 pacientes deram entrada na unidade com ferimentos da colisão entre dois trens na Estação Juscelino, no município vizinho de Mesquita.

Pâmela de Oliveira, de 24 anos, deu entrada por volta de meia noite e só deixou o hospital às 9h30 de hoje (6). Ela estava na composição que se chocou com a outra, parada na estação. “O trem estava lotado e estava tudo escuro. Quando houve a batida, foi uma gritaria sem fim. Bati com a cabeça e apaguei. Quando acordei, minha perna estava presa embaixo do banco e tinha uma mulher protegendo minha cabeça, porque as pessoas estavam pisando umas nas outras”, relata.

Já José Francisco da Silva, de 30 anos, estava no penúltimo vagão do trem parado na estação antes da colisão. Ele machucou o peito e procurou uma unidade de pronto-atendimento. “O trem vinha parando de cinco em cinco minutos. Quando chegou na estação de Juscelino, ficou muito tempo parado. Um rapaz então gritou: ‘está vindo outro trem’. Então, veio o impacto e todo mundo caiu um por cima do outro. O pessoal gritou que estava pegando fogo, então pulei pela janela”, conta.

Segundo ele, o socorro foi feito inicialmente pelos próprios passageiros e só cerca de 20 minutos depois chegaram as primeiras ambulâncias.

O servente de pedreiro Luiz Cláudio Queiroz, de 49 anos, também tentou fugir do local depois da batida, mas caiu no vão entre o trem e a plataforma. “Eu tentei sair correndo, mas caí do vagão e machuquei meu braço. Um rapaz me puxou e eu saí de lá cheio de dor. No meio do tumulto, vi um monte de gente roubando celulares de outras pessoas”, conta o passageiro que inicialmente foi para casa, mas resolveu buscar o hospital pela manhã, por causa da dor.

Um dos feridos que relatou ter sido roubado foi o aposentado Feliciano Reis, de 70 anos. Com o impacto, ele sofreu uma entorse no joelho. O passageiro, que sofre com problemas cardíacos, diz que perdeu a mochila com o celular e três remédios. “As pessoas gritavam. Tinha muita gente ensanguentada e ferida. Era triste ver as pessoas se contorcendo de dor, enquanto outras pulavam as grades [da estação] para roubar”, conta.

A diarista Maria Aparecida Irineu, de 51 anos, que também contou ter visto roubos depois do acidente, espera superar a dor para voltar a trabalhar. “Machuquei minha perna e minha mão. Fui para casa, porque estava nervosa, mas hoje voltei para procurar atendimento aqui no hospital. O médico disse que foi só luxação. Vou tentar trabalhar”, disse.

(Agência Brasil)