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Faetec abre matrículas abre matrículas para Unidades de Ensino Técnico

A Faetec (Fundação de Apoio à Escola Técnica), vinculada à Secretaria de Ciência e Tecnologia, iniciou, ontem, o período de matrículas para o Ensino Técnico da rede. O prazo se encerra no dia 21 de janeiro. A instituição ofereceu mais de 7 mil vagas no processo seletivo para os cursos Técnicos.

O candidato aprovado deve acessar o site da Faetec (www.faetec.rj.gov.br), imprimir a ficha de matrícula e ir à unidade para a qual fez a inscrição com as originas e cópias dos seguintes documentos: certidão de nascimento ou casamento, identidade, CPF, três retratos 3×4 recentes, título de eleitor, certificado de reservista e comprovante de residência.

No caso de menores de 18 anos, os responsáveis também devem apresentar documento de identidade e CPF. Já os selecionados na forma Subsequente, além da documentação descrita, devem levar o histórico escolar do Ensino Médio e o certificado de conclusão.

Oportunidade de conciliar os estudos

As oportunidades oferecidas pela Faetec são no seguinte formato: Subsequente, para quem concluiu o Ensino Médio e deseja somente o Técnico; Integrado, para quem se formou no Ensino Fundamental e fará o Técnico junto com o Ensino Médio em três anos; Concomitância Externa para os que desejam fazer somente o Técnico na Faetec e o Ensino Médio em outra instituição; Concomitância Interna, apenas no curso de Agropecuária, na Escola Técnica Estadual (ETE) Agrícola Antônio Sarlo, em Campos do Goytacazes; Especialização, para quem escolheu a área de Enfermagem; e o curso em Arte Dramática, na ETE Martins Pena.

O resultado do processo seletivo para vagas no Ensino Técnico da Faetec foi divulgado no site da instituição no dia 8 de janeiro.

 

Justiça do Rio decreta prisão de PMs envolvidos na morte da estudante Haissa

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O juiz Glauber Bitencourt Soares da Costa, da 1ª Vara Criminal de Nilópolis, Baixada Fluminense, decretou hoje (14) a prisão, para imediato cumprimento, dos policiais militares Márcio José Watterlor Alves e Delviro Anderson Moreira Ferreira, envolvidos na morte da estudante Haissa Vargas Motta, em agosto do ano passado, naquela cidade. Na decisão o juiz informou que, apesar de os PMs terem sido afastados pela corporação das funções de policiamento ostensivo, ele considerou a medida insuficiente para assegurar a livre colheita de provas.

“Na espécie, somente a prisão cautelar é que poderá afastar qualquer temor por parte das testemunhas arroladas pelo órgão acusador. Também por garantia da ordem pública, a prisão preventiva fez-se necessária, acautelando-se o meio social”, definiu o magistrado. Com a decisão, o juiz aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). “Defiro integralmente as diligências requeridas pelo Ministério Público”, disse o juiz.

Para Costa, as imagens do que ocorreu naquela madrugada de agosto de 2014 estarreceram o país. “As imagens, em juízo preliminar de valor, denotam que inúmeros disparos de arma de grosso calibre foram efetuados na direção de um veículo com cinco jovens, conduta que ceifou a vida da jovem Haissa Vargas Motta e enlutou uma família inteira.”

As imagens descritas pelo magistrado foram gravadas pelo equipamento instalado no veículo da Polícia Militar, usado pelos policiais acusados no momento do crime e mostram toda a ação deles na abordagem aos ocupantes do carro onde estava a jovem. Os veículos de policiamento ostensivo da PM contam com equipamentos semelhantes.

Ainda na decisão, o juiz determinou que os acusados deverão responder à acusação por escrito, no prazo de dez dias, podendo arguir preliminares e alegar tudo o que interessa às suas defesas. “Oferecer documentos e justificações, especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas, qualificando-as e requerendo sua intimação, quando necessário. Deverá o oficial de Justiça certificar se os réus têm advogado. Em caso negativo, deverão os autos ser encaminhados à Defensoria Pública para os fins do Artigo 396, do Código de Processo Penal“, completou.

 

(Agência Brasil)

Canabidiol sai da lista de substâncias de uso proibido no Brasil pela Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta quarta-feira (14/01) retirar o canabidiol da lista de substâncias de uso proscrito.

A medida foi aprovada pela Diretoria Colegiada da agência durante reunião em Brasília. Com ela, abre-se o caminho para que a comercialização de medicamentos com a substância seja facilitada no país. Antes, a venda do produto com a substância classificada como proibida era vetada.

Agora, as empresas interessadas poderão produzir e vender derivados de canabidiol após a obtenção de um registro da Anvisa. Há menos de um mês, uma empresa europeia entrou com um pedido para vender medicamentos com a substância, mas ele ainda está em análise e não há prazo para ser concluído. A aquisição do produto deverá ocorer de forma controlada, com a exigência de receita médica de duas vias.

A agência também vai criar uma ordem de serviço em regime especial para regulamentar a importação dos remédios com a substância, que continuará pecisando de autorização para ser feita. A resolução ainda não está pronta. Com ela, deve haver uma flexibilização da importação. Segundo Jaime Oliveira, medicamentos já conhecidos pela Anvisa que contêm a substância serão autorizados mais rapidamente do que medicamentos desconhecidos, que precisarão de uma maior análise.

O canabidiol é uma substância química encontrada na maconha e que, segundo estudos científicos, tem utilidade médica para tratar diversas doenças, entre elas, neurológicas.

O diretor-presidente da Anvisa, Jaime Oliveira, votou pela liberação do uso do canabidiol, mas com controle e com a permanência da necessidade de autorização de importação pela Anvisa. “A reclassificação, por si só, em nada altera o quadro de necessidade excepcional de autorização da Anvisa. Os produtos importados não são só compostos de canabidiol”, disse.

De acordo com o diretor-presidente, estudos científicos mostraram que o canabidiol não traz dependência. “Portanto não há razões para que ela [a substância] permaneça proibida. Apesar dos relatos bibliográficos, a avaliação nao teve objetivo de comprovar a eficácia do canabidiol e sim o risco de desvios e seu potencial para causar dependência.”

Ivo Bucaresky, membro da diretoria colegiada, disse que, em curto prazo, pode parecer que a decisão não mudará muita coisa, mas há um efeito simbólico e prático. “Além de mostrar que não é algo ilegal que está sendo feito, que o médico não está impedido de prescrever, vai permitir que saia essa tarja de ilegalidade, que está sendo feito algo proibido”, afirmou.

Segundo Bucaresky, a decisão também será importante para as pesquisas científicas no Brasil. “O efeito prático primeiro é na academia. Vai facilitar as pesquisas e os debates na academia. Outro ponto que vi muito é o acesso. Hoje consegue trazer [o remédio] quem tem estrutura econômica e muitas famílias têm dificuldades de ter acesso.”

De acordo com a Anvisa, o órgão recebeu até esta terça-feira 374 pedidos de importação da substância para uso pessoal, por meio do pedido excepcional de importação de medicamentos de controle especial e sem registro no Brasil. Desse total, 336 foram autorizados, 20 aguardam o cumprimento de exigência pelos interessados e 11 estão em análise pela área técnica.

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) divulgou uma nota na qual elogiou a decisão da Anvisa, considerando-a como um “reconhecimento ao pedido de inúmeras famílias que buscaram na Justiça o direito ao tratamento”.

Apelo de pais
Durante a reunião, Katiele Fischer e Norberto Fischer, pais de Anny, de 6 anos, portadora da rara síndrome CDKL5, fizeram um apelo aos membros da diretoria colegiada. Anny tem uma doença genética que provoca deficiência neurológica grave e grande quantidade de convulsões. Em 3 de abril do ano passado, o casal obteve, na Justiça, autorização para importar o canabidiol.

“A reclassificação é fruto de um apelo social. Não é uma decisão política. Isso é uma decisão técnica da equipe da Anvisa com esse apoio popular”, afirmou Norberto Fischer. “Com a reclassificação o aspecto sociológico da sociedade vai mudar. A sociedade começa a acreditar que essa substância não é algo ruim.”

Conselho Federal de Medicina
Em dezembro do ano passado, o Conselho Federal de Medicina autorizou o uso do canabidiol no tratamento de crianças e adolescentes que sejam resistentes aos tratamentos convencionais. A prescrição é restrita a neurologistas, neurocirurgiões e psiquiatras.

Segundo a entidade, os médicos autorizados a prescrever a substância deverão ser previamente cadastrados em uma plataforma online. Já os pacientes serão acompanhados por meio de relatórios frequentes feitos pelos profissionais.

Pela norma, pacientes ou os responsáveis legais deverão ser informados sobre os riscos e benefícios do uso do canabidiol e, então, assinar o termo de consentimento. Além disso, a decisão do conselho deverá ser revista no prazo de dois anos.

O canabidiol deve ser prescrito a pacientes de epilepsia ou que sofram de convulsões que não tiveram melhoras no quadro clínico após passar por tratamentos convencionais.

De acordo com o conselho, o uso da substância deve ser restrito a crianças e adolescentes menores de 18 anos – mas quem eventualmente use o medicamento antes dessa idade pode continuar o tratamento mesmo após ficar maior de idade.

As doses variam de 2,5 miligramas diários por quilo de peso do paciente a até 25 miligramas, dependendo do caso. A estimativa do conselho é que o limite diário total fique entre 200 miligramas e 300 miligramas por paciente.

Calendário dos 456 blocos do carnaval de rua do Rio é divulgado

A Riotur divulgou nesta quarta-feira (14/01) o calendário completo dos 456 blocos autorizados a desfilar nas ruas da cidade. A partir deste sábado até o dia 22 de fevereiro, erão 141 blocos na Zona Sul, 94 no Centro, 78 na Zona Norte, 58 na Tijuca, 36 na Barra/Jacarepaguá, 27 na Ilha do Governador e 22 na Zona Oeste.

Apesar de liderar a lista, a Zona Sul tem sete blocos a menos – eram 148 em 2013. O primeiro a desfilar é o Eles que Digam, no Santo Cristo, neste sábado, às 16h, saindo da Travessa São Diogo. Os últimos saem no domingo seguinte aos quatro dias oficiais de carnaval.

Outra novidade é a localização de alguns grandes blocos, como o Bloco da Preta e do Monobloco, que com o fechamento da Avenida Rio Branco vão desfilar na Avenida Presidente Vargas. Em um primeiro momento, foi anunciado que ambos seriam alocados na Avenida Presidente Antonio Carlos, onde ficará o palco do Cordão da Bola Preta.

O carnaval de rua deste ano tem uma nova marca, símbolo das comemorações dos 450 anos da cidade. O número de posições de banheiro foi ampliado para 24.525 posições disponíveis. Em 2009, eram apenas 900. Também subiu de cinco para sete mil o número de vendedores ambulantes credenciados para atender aos foliões no comércio de bebidas.

Policiais acusados de matar jovem têm prisão decretada

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A Justiça do Rio aceitou nesta quarta-feira (14/01) a denúncia do Ministério Público e decretou a prisão dos policiais militares Marcio José Watterlor Alves e Delviro Anderson Moreira Ferreira, pela morte da jovem Haíssa Vargas Motta, em agosto de 2014. Eles são acusados pelo crime de homicídio duplamente qualificado – motivo fútil e recurso que dificulta ou impossibilita a defesa da vítima. A informação foi dada com exclusividade pela GloboNews.

Os mandados de prisão foram expedidos pelos juiz Glauber Bittencourt. Os PMs devem ser presos ainda nesta quarta. O principal argumento para a prisão é preservar a segurança de testemunhas do processo, segundo a Justiça.

Até as 19h30 a assessoria de imprensa da PM não havia sido notificada oficialmente da decisão da Justiça da prisão dos dois policiais.

Haíssa foi morta durante uma abordagem policial em Nilópolis, na Baixada Fluminense, quando voltava de uma festa com amigos. Um vídeo divulgado neste sábado (10) pela revista “Veja” mostrou a ação que terminou com o homicídio.

Na gravação, os dois policiais em uma viatura mandaram um carro onde estavam um rapaz e três amigas parar. O veículo não parou e o PM Márcio José Watterlor posicionou o fuzil para fora do carro e efetuou cerca de 10 tiros na direção do veículo. A jovem foi atingida nas costas.

Quando o veículo para, os policiais descem e uma das jovens implora: “Ajuda ela aqui. Pelo amor de Deus. Ajuda ela aqui, moço”, suplica uma delas. As amigas, que não foram feridas, entram no carro dos policiais e seguem o carro onde está a jovem ferida até o hospital, onde Haíssa morreu.

No caminho, os policiais conversam com as amigas e um deles questiona o motivo de o grupo não ter parado. “Não, não justifica, tá. Não justifica ter dado o tiro, tá bom?”, alega o PM. Ao ligar o rádio para comunicar o que ocorreu, um dos policiais diz: “Não sei nem o que eu falo aí”.

Ao relatar o que ocorreu, o policial ainda admite: “Dá um auxílio aqui também que a gente tá meio barata voa”. O relógio da câmera da viatura policial mostra que eram quase 6h do dia 2 de agosto do ano passado.

Polícia realiza operação contra venda ilegal de sepulturas no Cemitério Jardim da Saudade

 

Policiais da Delegacia Fazendária (DELFAZ) realizaram, na manhã da última terça-feira (13/01), a operação Naemia como objetivo de cumprir 10 mandados de busca e apreensão no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, nas residências de pessoas envolvidas e empresas que vendiam jazigos superfaturados. Dezesseis pessoas da quadrilha foram identificadas, entre elas o administrador do Jardim da Saudade, e o ex-coordenador de fiscalização do cemitérioque também teve envolvimento no caso da Santa Casa.

Segundo a delegada Tatiana Queiroz, as investigações começaram em novembro por denúncia anônima. A especializada recebeu informações de como funcionavam os cemitérios do Rio, e descobriu que muitas empresas trabalhavam irregularmente. No caso do Cemitério Parque Jardim da Saudade, foram criadas duas outras empresas com nomes parecidos, para confundir os clientes.

“A Prefeitura tabelava o aluguel de jazigo em R$ 194 e as empresas superfaturavam os valores e repassavam ao município o valor regulamentado. Fraudavam no imposto e no valor que deveria ser repassado”, disse a delegada, ressaltando que a quadrilha retirava os ossos dos jazigos antes do prazo, para repassar o espaço para outros clientes.

Somente na locação dos jazigos superfaturados, a quadrilha movimentava cerca de R$ 60 mil por dia. Outra fraude detectada pela especializada foi no uso dos espaços reservados do cemitério. A Prefeitura determina que 10% da área do cemitério seja para enterro de indigentes e locação de jazigos.

“A quadrilha não seguia essa regra e usava esses espaços para vendas e superfaturas. Também descobrimos que todos os envolvidos ganhavam comissão das funerárias”, afirmou Tatiana Queiroz, acrescentando que outras funerárias ainda não identificadas estão envolvidas, além da Santa Casa de Copacabana.

Os envolvidos poderão responder por apropriação indébita, formação de quadrilha, falsidade de documento, ideológica e fraude contra a fazenda pública.

Detro realiza operação para combater ônibus piratas

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A Secretaria de Transportes, por meio do Detro (Departamento de Transportes Rodoviários), realizou, no início da manhã desta quarta-feira (14/01), uma operação de combate a ônibus piratas, veículos que fazem transporte irregular de passageiros sem qualquer autorização. Durante a ação, que teve o objetivo de garantir a qualidade e a segurança no transporte de passageiros, 32 veículos foram retirados das ruas.

A equipe de 25 fiscais esteve em sete pontos do município do Rio de Janeiro: próximo ao Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into), às avenidas Borges de Medeiros, Epitácio Pessoa, Ayrton Senna, Brasil e Francisco Bicalho, e à Rodoviária Novo Rio.

A operação do Detro contou com o apoio da Polícia Militar. Os ônibus flagrados foram multados por transporte irregular e encaminhados ao depósito público. O valor da multa é de R$ 2.547,30, mais os custos com reboque.

Motorista de ônibus é preso por bater, ameaçar e injuriar sua ex companheira em D. Caxias

Policiais da DEAM-Duque de Caxias, comandados pela delegada Débora Ferreira Rodrigues prenderam em flagrante, na manhã da última terça-feira (13/o1), o motorista de ônibus José Renato Silva Celestino, 38 anos, pelos crimes de lesão corporal, ameaça e injúria contra a sua ex-companheira.

Segundo a delegada Débora Ferreira, José foi preso próximo à delegacia após ter seguidoex-companheira, que foi à unidade policial denunciar suas agressões. Depois de serem acionados pela vítima, José, que tinha dois registros nesta delegacia, além de ter violado medidas protetivas, foi preso em flagrante

 

Defensoria Pública do Rio propõe acordo de indenizações às vítimas dos acidentes na BRT

Representantes das empresas Jabour e Pégaso e do Consórcio BRT – responsável pela operação do sistema de corredor expresso, exclusivo para ônibus, no Rio de Janeiro – estiveram  reunidos hoje (14) na Defensoria Pública-Geral do Estado do Rio de Janeiro.

Eles ouviram da coordenadora do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon), Patrícia Cardoso, e do coordenador de Tutela Coletiva do Nudecon, Eduardo Chow, uma proposta de acordo para adesão ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com o objetivo de definir indenizações às vítimas de dois acidentes que envolveram ônibus das empresas.

Segundo o defensor Eduardo Chow, os representantes das empresas se comprometeram a informar amanhã (15) se aceitam assinar o acordo, o que deve acontecer até as 15h. Ele disse estar esperançoso com a adesão ao TAC, pois “eles deram sinal positivo, mas teriam que conversar com as outras diretorias antes de dar uma resposta definitiva. Mas foi boa a reunião. Eles receberam bem a proposta”, disse à Agência Brasil.

Os dois acidentes ocorreram na manhã de ontem (13), na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio. No primeiro, por volta das 7h30, 120 pessoas ficaram feridas na colisão de dois ônibus. No segundo acidente, meia hora depois, de acordo com o Corpo de Bombeiros, 30 pessoas ficaram feridas.

Já o Procon estadual instaurou hoje (14) processo administrativo contra o Consórcio BRT, por causa dos dois acidentes no Corredor Transoeste. O consórcio foi intimado a apresentar sua defesa e poderá ser multado.

De acordo com o Procon, ligado à Secretaria de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor, a decisão é baseada no Código de Defesa do Consumidor (CDC), cujo Artigo 6° determina que o consumidor possui o direito básico de adequada prestação dos serviços públicos em geral. Ainda no código, o Artigo 22 define que órgãos públicos ou suas concessionárias são obrigados a fornecerem serviços eficientes e seguros.

Despoluição da Baía de Guanabara é prioridade na agenda ambiental do Brasil

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A despoluição da Baía de Guanabara é um trabalho estratégico na agenda ambiental do Brasil, disse hoje (14), no Rio de Janeiro, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Ela ressaltou, entretanto, que a despoluição ambiental da baía não ocorrerá “da noite para o dia”.

A baía vem sofrendo impactos bastante expressivos, disse ela, particularmente nos últimos 80/100 anos, com o “adensamento da população, o processo de industrialização e a ocupação da chamada bacia contribuinte da Baía de Guanabara”.  Por isso, disse que é preciso ter uma visão estratégica  de recuperação, que tem de ser pactuada com a sociedade – como tem ocorrido em todo o mundo -, acompanhada por processos de fiscalização e monitoramento.

“Nós, do Ministério do Meio Ambiente, temos defendido uma discussão mais ampliada sobre a recuperação dos grandes passivos ambientais em relação à poluição”. A ministra acredita que sob a gestão do secretário estadual do Ambiente, André Corrêa, o tema terá prioridade dentro de um trabalho que deve ser feito em parceria com  a população.

A ministra salientou que a consequência da relação íntima da qualidade de vida no estado com o meio ambiente é a integração das várias camadas da sociedade com um ambiente “que tem que ser limpo. Qualidade de vida é também qualidade ambiental”. Ela afiançou que o ministério vai trabalhar de maneira articulada com os governos fluminense e do município do Rio de Janeiro para avançar nessa pauta.

Segundo ela, a despoluição da baía passa pela resolução do problema de saneamento básico, melhorando também a relação dos municípios situados no entorno da baía. O fato de os Jogos Olímpicos ocorrerem na capital fluminense, em 2016, é uma motivação estratégica, de natureza política, para que o país “assuma uma postura de limpar a Baía de Guanabara, pactuando com a sociedade como isso vai acontecer”.

Izabella acredita que é factível cumprir a meta do governo do estado, de entregar 80% da Baía de Guanabara despoluída até as Olimpíadas. “Do ponto de  vista do espelho d’água, tem soluções para isso. Agora, limpar a baía toda, como foi feito no [Rio] Tâmisa, na Inglaterra, ou mesmo no Lago Paranoá, em Brasília, que tem tratamento terciário de esgoto, leva tempo. Nós temos que considerar tudo que foi feito e discutir o que significa essa limpeza efetiva nos próximos anos”. A ministra insistiu que as  Olimpíadas devem ser aproveitadas para consolidar um modelo em que a sociedade estará engajada no debate, monitorando os resultados obtidos.

 

 

(Agência Brasil)