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Aécio Neves apoia mais não participa de manifestações

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O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, afirmou neste domingo, 15, que optou por não participar das manifestações deste domingo contra o governo Dilma Rousseff para deixar claro que o povo brasileiro é o “grande protagonista” dos protestos. Em vídeo publicado no Facebook em que está vestido com uma camisa da seleção brasileira, o tucano avaliou que este domingo ficará lembrado “para sempre” como o “Dia da Democracia”. Aécio pediu ainda que a população não se “disperse”, pois o “caminho” ainda “está começando a ser trilhado”. “Depois de refletir muito, eu optei por não estar nas ruas neste domingo, para deixar muito claro quem é o grande protagonista destas manifestações. E ele é o povo brasileiro, o povo cansado de tantos desmandos, de tanta corrupção. Mas o caminho só está começando a ser trilhado. Por isso, não vamos nos dispersar!”, afirmou no vídeo. Apesar de não participar das passeatas nas ruas, Aécio foi visto falando ao telefone e acompanhando o protesto da janela de seu apartamento no bairro de Ipanema, Zona Sul da capital carioca. A postagem de Aécio no Facebook está dividindo os internautas. Enquanto alguns elogiam a fala do tucano, outros criticam o PSDB e o senador e cobram a presença dele na rua. “Sai do apartamento e vai para rua!!!”, disse a internauta Miliane Rocha. “Por que você não vai para a rua”, questionou Djane Amaral. “Lugar de mostrar insatisfação é na rua! #VaiPraRuaAécio”, disse Jarlene Costa Silva. Até às 16h30, a postagem já contava com quase 70 mil curtidas e mais de 10 mil compartilhamentos. Na última sexta-feira 13, o senador tinha divulgado um vídeo convocando a população para os protestos deste domingo. Na gravação, Aécio afirmou que “a rua é do povo, como o céu é do avião”. Apesar das críticas, Aécio afirma que, oficialmente, o PSDB é contra os pedidos de impeachment que têm sido feitos pela população. “Nós não proibimos e nem estamos proibidos de dizer a palavra impeachment, ela apenas não está na agenda do PSDB”, disse na semana passada.

“Esse 15 de março vai ficar lembrado para sempre como o Dia da Democracia. O dia em que os brasileiros se vestiram de verde e amarelo e foram para as ruas se reencontrar com as suas virtudes, seus valores, seus sonhos. Depois de refletir muito, eu optei por não estar nas ruas neste domingo, para deixar muito claro quem é o grande protagonista destas manifestações. E ele é o povo brasileiro, o povo cansado de tantos desmandos, de tanta corrupção. Mas o caminho só está começando a ser trilhado. Por isso, não vamos nos dispersar!” – Aécio Neves

Após as manifestações governo propõe medidas anticorrupção

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Os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, informaram neste domingo (15) que a presidente Dilma Rousseff anunciará uma séria de medidas de combate à corrupção e à impunidade nos próximos dias. Eles não detalharam quais ações serão tomadas, mas afirmaram que o governo está “aberto ao diálogo” para tratar das propostas. Cardozo e Rossetto concederam entrevista coletiva no Palácio do Planalto para comentar as manifestações que tomaram as ruas de cidades de todo o país neste domingo. Só em São Paulo, de acordo com a Polícia Militar, um milhão de pessoas se reuniram na Avenida Paulista. Em Brasilia, tambem segundo dados da PM, foram cerca de 45 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios. “O governo, que tem uma clara postura de combate a corrupção, que ao longo desse últimos tempos tem criado mecanismos que propiciam as investigações com autonomia, irá anunciar algo que já era uma promessa eleitoral: um conjunto de medidas de combate à corrupção e à impunidade. A postura do governo é que sua posição não se limite a essas medidas. Estamos abertos ao diálogo”, disse Cardozo. Na visão de Cardozo, há um “encontro de identidade” nas manifestações deste domingo que mostra o “desejo de todos braileiros de combate firme à corrupçãp e à impunidade”.

De acordo com o ministro, parte das propostas que serão anunciadas por Dilma já estão tramitando no Congresso e precisam ainda de aperfeiçoamento. “São textos legislativos, alguns complexos, que exigem análise jurídica. […] Existem textos legislativos que estão no Congresso que exigiam leitura muito clara para identificar o que era necessário para o aperfeiçoamento. Há questões que tratam de pactuações sobre os poderes distintos, uma vez que o Executivo não tem pode constitucional para tocar em alguns pontos”, completou. Cardozo também lembrou, conforme vem sendo apontado pelo governo, da necessidade da reforma política. “A atual conjuntura aponta para uma necessária mudança no nosso sistema político eleitoral. Na nossa avaliação é um sistema anacrônico, que ainda temos nos dias de hoje, que constitui a porta de entrada principal para a corrupção no país. Então, é preciso mudá-la por meio de uma ampla reforma politica”, declarou. Ao comentar as manifestações deste domingo, o ministro Miguel Rossetto disse que os protestos partiram de um setor que é crítico ao governo Dlma Rousseff e que não votou na presidente. Ele destacu, no entanto, que os protestos são “legitimos”. “As manifestações contrárias ao governo são legítimas. O que não é legítimo é o golpismo, a intolerância, o impeachment infundado que a agride a democracia”, destacou.

PT culpa Globo e PSDB por superfaturar público em manifestações

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O PT divulgou em seu site que Geraldo Alckmin (PSDB) e a  TV Globo tentou superestimar o público presente nas manifestações  em São Paulo neste domingo (15).

Segundo  o PT Coube ao Instituto Datafolha desmentir a informação. Segundo seu levantamento, o número de manifestantes presentes foi cinco vezes menor que o divulgado pelo governo do estado e ficou em cerca de  210 mil pessoas ao longo de todo o dia. os números oficiais, divulgados com ênfase pela imprensa e, principalmente, pela TV Globo, cerca de 1,5 milhão de pessoas teriam comparecido ao evento realizado na Avenida Paulista.

O PT  insiste que estudo afirma  que no auge da manifestação, o que aconteceu por volta das 16h, o público era de 188 mil pessoas.

O PT garante que na sexta-feira (13), a PM de Sao Paulo divulgou que cerca de 12 mil pessoas estiveram presentes ao ato, na tentativa de diminuir a manifestação promovida pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e movimentos sociais em favor da democracia .

E a  Datafolha demonstrou que 41 mil pessoas participaram da mobilização. Ou seja, o público foi mais de três vezes superior ao apontado pela PM.

O PT criticou o apoio da imprensa e  da TV Globo as manifestações ao decorrer do dia deste domingo (15), “a cobertura parcializada da TV Globo, com equipes mobilizadas em praticamente todas as capitais, incentivou a participação dos manifestantes no evento. Outros órgãos de imprensa tiveram o mesmo comportamento. O apresentador Joseval Peixoto, da Rádio Jovem Pan, convocou manifestantes por meio dos microfones da emissora.

(Agência PT de Notícias)

Governo reconhece que protestos são alerta e demonstram insatisfação real

Avaliação realista feita por integrantes no núcleo do palaciano neste momento é que a grande mobilização de hoje em todo o Brasil é um sinal de alerta para o governo Dilma Rousseff.

Logo mais, haverá uma reunião da presidente Dilma com alguns ministros no Palácio da Alvorada para tentar encontrar um discurso unificado sobre a onda de protestos.

“Não há como não admitir que há uma grande insatisfação. É algo um pouco difuso. Mas é uma insatisfação que serve de alerta. Afinal, o governo só está começando”, admitiu um interlocutor da presidente ao Blog.

Independentemente do número dos populares nas ruas, já que há divergências entre estatísticas oficiais e dos organizadores, o governo reconhece que as imagens das manifestações mostram uma grande adesão popular que não pode ser desprezada.

O governo demonstra alívio com o caráter pacífico das manifestações até o momento. Havia uma preocupação com a infiltração de grupos radicais de esquerda e de direita nos protestos de hoje.

Outra constatação é de que há grupos divergentes nessas manifestações: os que pedem o impeachment de Dilma, os que defendem a volta dos militares (uma minoria) e os que criticam a corrupção e o ajuste fiscal (a maioria). “Mas fica claro que há uma insatisfação. Temos que entender esse recado.”

Também há o reconhecimento de que existe uma grande diferença entre os atos de sexta-feira – encabeçados por movimentos sociais como MST, CUT e UNE – e os protestos de hoje. “Há uma mobilização espontânea. É mais fácil mobilizar atos contra do que a favor.

Vasco vence Nova Iguaçu de 5 a 1 e segue líder do Carioca

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Com show do novo ataque cruz-maltino que até rima: Gilberto e Dagoberto. Cada um deixou o seu, e o Vasco atropelou o lanterna Nova Iguaçu por 5 a 1, na tarde deste domingo (16/03), em São januário. Luan, Serginho e Thalles completaram a goleada, enquanto Marlon descontou em dia de festa da torcida para o estreante Dagol, principal contratação do clube para a temporada.

Incêndio atinge cinema do shopping Downtown

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Um incêndio atingiu o shopping Downtown, na Barra da Tijuca, no fim da tarde deste domingo (15/03). As chamas atingiram um gerador na parte externa do prédio, perto das salas de cinema do shopping. O começo das chamas foi avistado pelo tenente-coronel Emerson Leão, comandante do Batalhão do Corpo de Bombeiros de Vila Isabel, que passeava pelo local e planejava ir ao cinema com a mulher, a também coronel Maria Lúcia Fecha, e o filho do casal.

Enquanto Maria Lúcia acionava os bombeiros, Emerson foi até as 12 salas de cinema, que estavam lotadas, e ajudou a tirar todos os espectadores com a colaboração das equipes de segurança do shopping.

“Eu abria as salas de cinema, me apresentava e dizia que o cinema estava pegando fogo. Mas as pessoas não acreditavam,” contou Emerson.

Ele disse que só conseguia convencer as pessoas que lá estavam quando mostrava um vídeo gravado em seu celular.

De acordo com os bombeiros que participam do trabalho de rescaldo, ninguém ficou ferido no acidente, que foi rapidamente controlado.

A Rede Cinemark confirmou que o incêndio começou na área do gerador – que fica fora da área de circulação do público – e foi rapidamente controlado. Informou ainda que o público foi evacuado com toda a segurança, sem danos, e que o complexo deve ser reaberto em breve.

Segundo informações de frequentadores do shopping, todas as pessoas foram retiradas pela brigada de incêndio.

Os seguranças do shopping informaram que o incêndio começou às 17h30. Os bombeiros chegaram em 10 minutos ao local, de acordo com o tenente-coronel Luciano Sarmento, comandante do Grupamento de Busca e Salvamento da Barra da Tijuca, que afirma que o trabalho de controle das chamas transcorreu sem problemas.

“O incêndio foi totalmente controlado em 10 minutos. A importância do socorro ter sido chamado cedo ajudou a não termos vítimas e as chamas serem contidas rápido,” disse ele, afirmando ainda que 60 homens trabalharam na operação.

Segundo clientes do shopping, a praça de alimentação, que fica embaixo dos cinemas, está interditada. Arnaldo Szpiro, dono de um restaurante que funciona na praça de alimentação, sentiu um cheiro forte de queimado e disse que ficou com medo das faíscas atingirem as lojas e os clientes.

Os blocos 17 e 21, mais próximos de onde ficam os cinemas, estão interditados.

Irã e Estados Unidos iniciam negociações nucleares antes do fim do prazo

Irã e Estados Unidos iniciaram neste domingo (15/03), na Suíça, uma nova rodada de negociações para buscar um acordo político sobre o programa nuclear de Teerã, à medida que se aproxima o prazo-limite estabelecido para o diálogo após 18 meses de difíceis discussões.

“Durante os próximos dias, devemos alcançar todas as soluções possíveis e começar a redigir um acordo de maneira precisa e detalhada”, afirmou o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif.

O chanceler iraniano já está com sua equipe em Lausanne, junto com a delegação liderada pelo secretário de Estado americano, John Kerry.

Os dois se reuniriam neste domingo, mas o encontro foi adiado para segunda-feira para permitir um primeiro contato entre as equipes de negociadores.

Depois de 12 anos de tensões internacionais e 18 meses de negociações entre a República Islâmica e as potências do grupo 5+1 (Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, França, China e Alemanha), estabeleceu-se a data de 31 de março como último prazo para um acordo político que garanta que o Irã não construirá uma bomba atômica.

A partir de então, deve ser alcançado um acordo completo que inclua os detalhes técnicos, antes de 1º de julho.

Com o acordo, seriam suspensas as sanções internacionais impostas a Teerã pelo enriquecimento de urânio, um processo que pode resultar na fabricação da bomba atômica.

O Guia Supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, criticou o grupo de potências e fará um aguardado discurso no Ano Novo iraniano, em 21 de março.

Já o secretário John Kerry afirmou no sábado que as negociações sobre o programa nuclear do Irã registraram alguns avanços, mas ainda existem “algumas lacunas importantes” que devem ser resolvidas.

“O objetivo das negociações não é simplesmente chegar a um acordo, e sim conseguir o acordo adequado”, frisou Kerry, que participa de uma conferência internacional de investidores no Egito, no balneário de Sharm el-Sheikh.

“Conseguimos alguns avanços, mas ainda restam lacunas importantes”, declarou Kerry.

A Casa Branca confirmou, por sua vez, que qualquer acordo sobre o programa nuclear iraniano entre o grupo 5+1 e Teerã será objeto de uma votação de apoio no Conselho de Segurança da ONU.

“O Conselho de Segurança das Nações Unidas também desempenhará um papel em qualquer acordo com o Irã”, escreveu o secretário-geral da Casa Branca, Denis McDonough, em uma resposta enviada no sábado ao presidente da Comissão das Relações Exteriores do Senado americano, o republicano Bob Corker.

“Assim como é verdade que apenas o Congresso pode acabar com as leis que impõem sanções ao Irã, apenas o Conselho de Segurança pode acabar com as sanções do Conselho de Segurança contra o Irã”, escreveu o braço direito do presidente Barack Obama.

“Como os principais negociadores de um acordo com o Irã são os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, prevemos que o Conselho de Segurança aprovará uma resolução para demonstrar seu apoio a qualquer acordo e fortalecer sua legitimidade internacional”, completou.

A administração de Barack Obama mantém uma disputa com o Congresso, dominado pela oposição republicana em ambas as Casas, para convencer os legisladores a não aprovarem a chamada lei Corker-Menendez. Se for aprovada, a legislação obrigará o presidente a submeter ao Congresso qualquer acordo sobre o Irã.

Durante 60 dias, o Congresso teria a poder de submeter o acordo a uma votação para impedir sua entrada em vigor.

Sede do PT em Jundiaí sofre atentado a bomba

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O PT confirmou, em nota, que a sede do partido em Jundiaí, São Paulo, sofreu um atentado a bomba, provavelmente tipo molotov, que causou estragos em uma sala, queimando documentos, cortinas, mesas e cadeiras. De acordo com a polícia, atearam fogo no imóvel após o fim das manifestações contra o governo federal na cidade.

O presidente municipal da legenda, Arthur Augusto, disse não acreditar que tenha sido uma ação orquestrada por adversários políticos. “Lamentável este tipo de ação, que espero que tenho sido de vândalos e não de adversários políticos, que durante esta semana estiveram ocupando as redes sociais de maneira oportunista”, afirmou.

Arthur Augusto disse que aguarda as investigações. ”Vamos aguardar a PM [Polícia Militar] e a perícia investigarem o que houve e punirem os culpados pelo ataque.”

Leia a nota do partido na íntegra:

“Bomba foi jogada na sede do PT de Jundiaí neste domingo

Neste domingo (15/3), o Diretório do Partido dos Trabalhadores de Jundiaí, que fica na rua Prudente de Moraes, região central de Jundiaí, sofreu um atentado. Uma bomba, provavelmente do tipo molotov, foi jogada dentro da sede do Diretório, causando sérios estragos em uma das salas do prédio do partido.

O presidente municipal, Arthur Augusto, informa que neste momento está recebendo oficiais da Polícia Militar e da perícia técnica. “Quero crer que não seja uma ação orquestrada por adversários políticos”, diz Arthur.

O presidente lamenta o ocorrido e aguarda as investigações. ”Vamos aguardar a PM e a perícia investigarem o que houve e punirem os culpados pelo ataque”. Arthur também ressalta o processo de incitação ao ódio que tem sido amplamente deflagrado em todo o Brasil. “É preciso ter cuidado com o que se divulga porque todos nós podemos ser vítimas desse processo que induz à desinformação, ao desserviço da democracia e, consequentemente, ao ódio que tem se instalado em nosso país”.”

 

(Agência Brasil)

Manifestação no Brasil ocorrem em todas as regiões

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As manifestações contra a corrupção e contra o governo da presidenta Dilma Rousseff ocorreram em todas as regiões do país e reuniram milhares de pessoas. Não houve registro de confrontos e os protestos foram pacíficos.

Em Goiânia, 60 mil pessoas caminharam entre a Praça Tamandaré e o Parque do Areião, num percurso de cerca de 4 quilômetros. Segundo a Polícia Militar de Goiás, não foram registradas ocorrências de violência e os manifestantes se dispersaram por volta das 16h.

Em Campinas (SP), 5 mil pessoas se reuniram pela manhã e mais de 10 mil na parte da tarde para os protestos. Os manifestantes também já se dispersaram sem que episódios de violência ou enfrentamento fossem registrados pela polícia. Na capital paulista, a Polícia Militar informa que pelo menos 1 milhão de pessoas se reuniram na Avenida Paulista.

Na Região Norte manifestantes também foram para as ruas. Em Manaus, 22 mil pessoas se juntaram aos protestos, de acordo com a PM estadual. A passeata começou na Praça do Congresso e seguiu pelas principais avenidas do centro da capital amazonense. Em Belém, os manifestantes caminharam pelo centro da cidade até o Theatro da Paz, um dos símbolos da capital paraense, também vestidos de verde e amarelo e levando faixas com críticas ao governo Dilma e pedidos de impeachment da presidenta.

Em Porto Alegre, houve dois pontos principais de concentração de manifestantes, o Parcão, no bairro Moinhos de Vento, e o Parque da Redenção. De acordo com a Brigada Militar do Rio Grande do Sul, até as 17h, cerca de 100 mil pessoas haviam participado dos protestos na capital gaúcha. A polícia não registrou incidentes. Ainda na Região Sul, 80 mil pessoas se reuniram na Praça Santa Andrade, em Curitiba, e seguiram para o Centro Cívico, onde o protesto deve se encerrar. Assim como nas outras cidades, a manifestação não tem registro de violência.

No Nordeste, foram registrados protestos no Recife, em Salvador, em Aracaju e em outras capitais.

Em Fortaleza, a manifestação se concentrou na Praça Portugal, na Aldeota, bairro nobre da capital. A PM contabilizou 15 mil pessoas no protesto. Já a organização do ato estimou em 20 mil pessoas. Assim como em outros locais do país, a maioria dos participantes vestia roupas com as cores da bandeira brasileira e levantavam faixas com frases de rejeição ao PT e à presidenta Dilma. O ato seguiu pela Avenida Beira Mar, na Praia de Iracema, e terminou no Jardim Japonês, na Avenida Beira-Mar, onde os participantes cantaram o Hino Nacional e trechos da música Pra dizer que não falei das flores, de Geraldo Vandré, considerada símbolo da resistência contra a ditadura militar.

No Rio de Janeiro, a primeira grande manifestação do dia ocorreu na orla da Praia de Copacabana. A polícia não informou os números oficiais, mas, segundo estimativa de organizadores, 15 mil pessoas participaram do ato. As duas pistas da Avenida Atlântica chegaram a ser fechadas no meio da manhã e a passeata recebeu apoio de moradores dos prédios da orla.

À tarde, o local escolhido para a concentração do protesto foi a Igreja da Candelária, no centro do Rio. Duas pistas centrais da Avenida Presidente Vargas e a confluência com a Avenida Rio Branco foram fechadas. Acompanhados por carros de som, os manifestantes criticavam o governo e a corrupção. Também havia grupos que defendem a volta dos militares ao poder e marchavam cantando hinos do Exército Brasileiro.

Em parte do país, as manifestações ocorreram pela manhã, como em Brasília, onde o protesto juntou 45 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios, segundo estimativa oficial. Com faixas pedindo desde o fim da corrupção ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff, os manifestantes caminharam pela avenida e se posicionaram em frente ao Congresso Nacional. Uma enorme bandeira do Brasil foi estendida e os manifestantes cantaram o Hino Nacional. Algumas pessoas chegaram a entrar no espelho d’água do prédio.

Em Belo Horizonte cerca de 24 mil pessoas se reuniram na Praça da Liberdade. A manifestação seguiu até por volta das 13h, quando os manifestantes se dispersaram sem ocorrências que merecessem registro da Polícia Militar.

 

(Agência Brasil*)

Manifestações no Rio foram pacíficas

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A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que não houve registro de ocorrências de casos de violência ou de necessidade de intervenção policial na manifestação na orla da Praia de Copacabana, que durou cerca de 4 horas, embaixo de sol forte com temperatura em torno de 30 graus Celsius (30°C), com sensação térmica de até 39ºC.

Ainda de acordo com a PM, até por volta das 17h14, a manifestação na Candelária, no centro do Rio, ocorre de forma pacífica.

No começo da manifestação da manhã, o presidente da Federação dos Metalúrgicos e da Força Sindical do Rio de Janeiro, Francisco Dal Prá, calculou em 15 mil pessoas a concentração em Copacabana. Após o início da passeata era possível ver a chegada de muitos manifestantes que ocupavam as ruas próximas à Avenida Atlântica. Muitos utilizaram o Metrô, para seguir ao local. A PM não quis dar estimativa de participantes na manifestação.

Durante o ato, a aposentada Ione Moezia de Lima, de 80 anos, defendeu uma proposta. Para ela, deveria ser criada uma conta-corrente com o nome de Lava Jato, em referência à operação que identificou os desvios de recursos da Petrobras. A aposentada indicou que a conta seria usada para receber todos os recursos que forem repatriados ou devolvidos pelos acusados dos desvios. “Todo o dinheiro deveria ir para esta conta para depois que estivesse ali, poderia até ir rendendo juros, e se pensar o que fazer. Na minha opinião, apesar da roubalheira, eu tenho orgulho da Petrobras e gostaria de ver a sua recuperação”, disse.

 

(Agência Brasil)