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Juiz federal afastado do caso Eike vai responder a procedimentos administrativos

O juiz federal Flávio Roberto de Souza, afastado do processo que envolve o empresário Eike Batista, responderá a cinco procedimentos administrativos disciplinares no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF). A decisão do Órgão Especial do TRF, em sessão ocorrida hoje (26), foi baseada nas sindicâncias conduzidas pela Corregedoria Regional da Justiça Federal e na correição extraordinária feita na vara em que ele era titular.

O primeiro procedimento é referente ao uso do carro e do piano de Eike. O segundo, sobre declarações do magistrado de que o uso de bens apreendidos por juízes seria prática normal. O terceiro, julgará o desvio de US$ 150 mil e de 108 mil euros apreendidos de um réu. O quarto, é relativo à acusação de apropriação de valores pertencentes a Eike. O quinto procedimento é referente ao desvio de dinheiro da venda antecipada de bens apreendidos em outra ação penal.

O Órgão Especial também confirmou o afastamento do juiz de suas atividades, sem prazo definido. O advogado do magistrado sustentou, durante a sessão, que Flávio Roberto faria jus à aposentadoria por invalidez, devido a problemas psiquiátricos. As informações foram divulgadas em nota pela assessoria de comunicação do TRF.

 

(Agência Brasil)

Câmara aprova projeto que torna crime hediondo o assassinato de policial

Projeto de lei que torna crime hediondo e homicídio qualificado assassinar policial, bombeiro militar, agentes penitenciários e integrantes das Forças Armadas e da Força de Segurança Nacional, quando estiverem em serviço, foi aprovado hoje (26) pela Câmara dos Deputados. Originário do Senado, o projeto retorna aos senadores para nova apreciação por ter sido modificado pelos deputados.

O projeto prevê ainda que o agravamento da pena se estende em caso de assassinato do cônjuge, companheiro ou parente até o terceiro grau do agente público de segurança. Em tais casos, a pena será de reclusão de 12 a 30 anos, enquanto, no caso de homicídios simples, a pena de reclusão varia de seis a 20 anos. O texto dos senadores não tratava de penas no caso dos parentes dos agentes públicos.

O projeto aprovado altera o Código Penal e a Lei de Crimes Hediondos e estabelece que a lesão corporal cometida contra agentes de segurança em serviço e seus parentes será aumentada de um terço a dois terços.

São classificados atualmente como crimes hediondos o genocídio, a tortura, o estupro, o latrocínio e o sequestro, entre outros. Esses delitos não recebem indulto, anistia ou graça e não podem ser objeto de fiança.

 

(EBC)

Fernando Collor investiga Ministério Público

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Investigado na Operação Lava Jato, o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) protocolou nesta quinta-feira, 26, dois pedidos para que o Ministério Público envie informações ao Senado. Num dos requerimentos, Collor pede para ter acesso aos nomes dos membros do Ministério Púbico que não residem no Distrito Federal. No outro, solicita uma relação dos gastos com passagens e diárias do órgão desde 2011. Desde que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, divulgou que Collor seria investigado como um dos políticos beneficiados pelo esquema de pagamento de propinas na Petrobras, o senador e ex-presidente da República tem feito reiteradas críticas ao órgão. Nos requerimentos protocolados nesta quinta, o senador não apresentou uma justificativa para os pedidos, mas, nos bastidores, a iniciativa foi entendida como mais um passo na batalha que ele tem travado com o Poder Judiciário. Em discurso na tribuna do Senado essa semana, Collor acusou Janot de não ter “estatura moral” para estar no cargo e atuar como “justiceiro”. Ele também questionou o “empoderamento” que o Ministério Público vem sofrendo nas últimas décadas, chamou os procuradores de “grupelho” e acusou o órgão de querer se “tornar um Poder acima dos Poderes”.

(Estadão)

Apresentador do Balanço Geral faz comentários que ofende atrizes de “Babilônia”: “Velhas sem-vergonha”;

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Claudio Luiz, apresentador da edição sergipana do “Balanço Geral”, exibido na TV Atalaia – afiliada da Record em Aracaju -, fez declarações para lá de polêmicas sobre “Babilônia” – trama das 21h da TV Globo. Aparentemente irritado, o profissional ainda detonou Nathália Timberg e Fernanda Montenegro, que protagonizaram um beijo gay no folhetim. “Daqui a pouco vou falar de novo sobre um comentário que fiz na semana passada, sobre duas velhas sem-vergonha, que estavam se beijando na boca em rede nacional!”, disparou ao vivo. O ‘desabafo’ aconteceu depois que o jornalista mostrou uma matéria em que duas meninas se beijavam em frente a um shopping. “Olha o que a televisão brasileira está fazendo com os nossos jovens”, disse. O âncora ainda destacou: “Não tenho nada contra. Falei e volto a repetir: tenho amigos homossexuais, trabalham comigo, podem frequentar minha mesa, mas eu não concordo com isso”. Nas redes sociais, os comentários do jornalista foram duramente criticados. Os internautas chegaram a pedir a demissão de Claudio e um posicionamento da TV Atalaia acerca das declarações homofóbicas.

Revista britânica afirma que Dilma venceu eleições vendendo mentiras

 

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A revista britânica The Economist publicou um novo editorial sobre o Brasil na edição que chega às bancas neste final de semana. Intitulada “Lidando com Dilma”, a publicação aponta os motivos que deixam brasileiros “fartos” da presidente. Para a Economist, Dilma mentiu na campanha e os eleitores estão percebendo que foram vítimas de um “estelionato eleitoral”. “Mas um impeachment seria uma má ideia”, diz a revista. “Não é difícil ver por que os eleitores estão com raiva”, afirma a publicação. “Ela presidiu o conselho da Petrobras de 2003 a 2010, quando os promotores dizem acreditar que mais de 800 milhões de dólares foram roubados em propinas e canalizados para os políticos do PT e aliados”, diz. Além disso, a revista afirma que Dilma venceu as eleições presidenciais de outubro “vendendo uma mentira”. “De fato, como muitos eleitores estão percebendo agora, Dilma vendeu uma mentira”, diz o texto. A revista diz que os erros cometidos no primeiro mandato de Dilma levaram o Brasil à situação de crise atual, que exige corte de gastos públicos e aumento de impostos e juros. “Some-se a isso o fato de que a campanha de reeleição pode ter sido parcialmente financiada pelo dinheiro roubado da Petrobras. Os brasileiros têm todos os motivos para sentirem que eles foram vítimas de um equivalente político do estelionato”, diz o texto. Apesar das palavras duras, o editorial da The Economist afirma que o impeachment pode ser “um exagero emocional”. “A legislação brasileira considera que presidentes podem ser acusados apenas por atos cometidos durante o atual mandato”, diz o texto. “E, ainda que muitos políticos brasileiros achem que a presidente é dogmática ou incompetente, ninguém acredita seriamente que ela enriqueceu. Contraste com Fernando Collor que embolsou o dinheiro.” O editorial também afirma que as instituições estão trabalhando para punir os criminosos. “Um impeachment iria se transformar em uma caça às bruxas que enfraqueceria as instituições, que ficariam politizadas”, diz o texto, que pede que Dilma e o PT assumam as responsabilidades “pela confusão que ela fez no primeiro mandato, em vez de se tornarem mártires do impeachment”. “Ter Dilma no gabinete fará com que os brasileiros estejam mais propensos a entender que as velhas políticas é que são as culpadas, não as novas.”

Empresa alemã admite ter pago propina a funcionários públicos na copa de 2014

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A propina paga por uma empresa alemã a funcionários públicos brasileiros para obter contratos para a Copa do Mundo de 2014 foi de “menos de 1 milhão de euros” (pouco mais de 3,4 milhões de reais). A declaração foi dada pela Bilfinger, empresa de engenharia e serviços que confirmou a existência dos pagamentos suspeitos. A empresa também anunciou nesta quarta-feira estar colaborando com a Justiça brasileira no caso. No último fim de semana, o diário alemão Bild denunciou o esquema, mas informou que o valor da propina teria chegado a 20 milhões de euros (quase 70 milhões de reais). Em comunicado, a Bilfinger revelou que as investigações internas sobre possíveis violações estão sendo finalizadas. “Depois de revisar todas as transações dos últimos anos, informações indicam que o potencial pagamento inadequado exista no valor inferior a 1 milhão de euros no total.” Um porta-voz da empresa disse que a investigação englobou transações de até oito anos atrás. A companhia também confirmou que está fornecendo informações à Controladoria-Geral da União. A suspeita é de que funcionários públicos brasileiros de um órgão do governo e de estatais teriam cobrado propina para fechar contratos com a empresa durante a Copa do Mundo. A Fifa negou participação no caso e disse que apenas o governo brasileiro conduziu as negociações. No total, a Bilfinger fechou contratos com o governo brasileiro avaliados em 21,2 milhões de reais em 2014 – do total, 13 milhões de reais apenas pelo fornecimento de 1.500 monitores e software para o Centro Integrado de Comando e Controle da Copa do Mundo. O sistema era considerado um dos principais legados do Mundial e permitia a centralização da operação de segurança. Além da Copa, a Bilfinger presta serviços no Brasil para Petrobras, Agência Nacional do Petróleo, Senado Federal e Anatel. A Bilfinger contratou as auditorias Ernst & Young e Deloitte e um escritório de direito no Brasil para ajudar na investigação, segundo a empresa. O Ministério da Justiça determinou no domingo a instauração de análise interna “imediata” de licitações envolvendo a subsidiária da empresa alemã no Brasil.

Trabalhadores do Rio ainda estão confusos com novas regras do seguro-desemprego

Seguro-desemprego

Perto de completar um mês, as novas regras do seguro-desemprego ainda não estão claras para os trabalhadores que precisam recorrer ao benefício. Na manhã de hoje (26), a fila era grande no posto da Secretaria de Estado de Trabalho e Renda (Setrab), na Avenida General Justo, no centro do Rio. Demitido antes de março, Adriano Pereira da Silva, de 45 anos, aguardava ser atendido após passar a segunda noite sem dormir.

“Eu estou há dois dias sem dormir, cheguei aqui três horas da manhã. O rapaz ali chegou às 23 h. Eu fui o sexto a chegar. Vim na quarta-feira e vim hoje também. Tem uma moça ali que tá fazendo o trabalho de três funcionários”.

A auxiliar de serviços gerais Vanessa Melo, de 25 anos, foi demitida do primeiro emprego após ter trabalhado dez meses. Como não se informou sobre a nova lei de concessão do benefício, perdeu tempo na fila. “Não me informei sobre nada disso ainda, o rapaz da firma falou que eu ia saber aqui se ia ter direito ou não. Eu cheguei era 4h25 e só tem uma pessoa atendendo, isso aqui está um caos”.

Pela nova regra, Vanessa não tem direito ao benefício porque foi demitida após o dia 28 de fevereiro de 2015 e não completou 18 meses de emprego. O mecânico em refrigeração Rogério Quintanilha, de 37 anos, cobrou mais esclarecimento no posto de atendimento. “Não me informei, estou meio por fora, mas ninguém me explicou nada até agora. De repente a pessoa fica parada aí só perdendo tempo. Deveria ter uma coisa mais concreta, um atendimento melhor”.

A Setrab informa que todos os atendimentos estão sendo feitos normalmente nos 62 postos. Quanto ao posto da Avenida General Justo, o órgão diz que o local tem assento para receber o trabalhador e “não existe registro de que as pessoas precisem chegar de madrugada para serem atendidas”. Também informa que “todos os esclarecimentos são fornecidos previamente no local”. Quanto ao atendimento de hoje, a Setrab informa que “todas as pessoas que se dirigiram ao posto foram atendidas” totalizando 55 pedidos de Intermediação de Mão de Obra, 82 requerimentos de Seguro-Desemprego e oito emissões de Carteira de Trabalho de CTPS, “sem qualquer reclamação”.

Para melhor informar o trabalhador sobre as mudanças, a Setrab publicou ontem (25) em seu site, na seção de serviços, informações práticas sobre as mudanças no seguro-desemprego.

Na primeira solicitação, o trabalhador pode receber quatro parcelas se tiver trabalhado entre 18 e 23 meses nos últimos três anos, e cinco parcelas se tiver trabalhado mais de 24 meses nos últimos três anos. Na segunda solicitação, recebe quatro parcelas quem trabalhou entre 12 e 24 meses em três anos.

A partir da terceira solicitação, recebe três parcelas quem trabalhou entre seis e 11 meses, quatro parcelas quem trabalhou entre 12 e 23 meses e para receber cinco parcelas é preciso ter trabalhado pelo menos 24 meses nos últimos três anos.

O Seguro-Desemprego é mais um serviço oferecido pela secretaria Estadual e Trabalho e Renda. O Seguro-Desemprego, desde que atendidos os requisitos legais, pode ser requerido por todo trabalhador dispensado sem justa causa; por aqueles cujo contrato de trabalho foi suspenso em virtude de participação em curso ou programa de qualificação oferecido pelo empregador; por pescadores profissionais durante o período em que a pesca é proibida devido à procriação das espécies; e por trabalhadores resgatados da condição análoga a de escravidão. Esse benefício permite uma assistência financeira temporária e pode ser requirido em uma das agências da Secretaria.

 

(Agência Brasil)

Guido Mantega renunciou à presidência do Conselho de Administração da Petrobras

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O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega renunciou hoje (26) à presidência do Conselho de Administração da Petrobras e a uma cadeira como membro do colegiado. Para o lugar de Mantega , foi aprovado pelos conselheiros o nome do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. A informação é da assessoria de imprensa da Petrobras.

Coutinho é membro do Conselho de Administração da estatal desde abril de 2008. Ele faz parte também do Conselho de Administração da Petrobras Distribuidora (BR Distribuidora). Conforme estabelece a Lei das Sociedades Anônimas e o estatuto social da Petrobras, a eleição de Luciano Coutinho tem validade até a próxima assembleia geral de acionistas, cuja data não foi divulgada.

 

(Agência Brasil)

Instituições financeiras e conselheiros do Carf são alvo da Policia Federal

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A Polícia Federal já apreendeu mais de R$ 1,3 milhão, em espécie, como parte da Operação Zelotes, deflagrada na manhã de hoje (26) no Distrito Federal, em São Paulo e no Ceará, em parceria com a Receita Federal, o Ministério Público Federal e a Corregedoria do Ministério da Fazenda. Em apenas um dos 41 locais onde foram cumpridos os mandados de busca e apreensão, foram encontrados R$ 800 mil em espécie.

Como o inquérito está sob segredo de Justiça, a Polícia Federal e a Receita Federal não revelaram os nomes das empresas nem das pessoas envolvidas na fraude. Informou-se apenas que estão sendo investigadas instituições financeiras, como grandes bancos, empresas do ramo automobilístico, da indústria, da siderurgia e da agricultura, além de dez integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) – o antigo Conselho de Contribuintes da Receita, vinculado ao Ministério da Fazenda – e escritórios de advocacia e de contabilidade.

A quadrilha, segundo a PF, fazia um “levantamento” dos grandes processos no Carf, procurava empresas com altos débitos junto ao Fisco e oferecia “facilidades”, como anulação de multas. “[A organização criminosa] valendo-se da proximidade com alguns conselheiros nessa defesa de interesse privado, algumas vezes, precisava de algum [pedido de] vista para trancar a pauta, segurar um tempo para conseguir alguma outra medida judicial, e eles vendiam esse pedido de vista”, explicou o delegado da Polícia Federal Marlon Cajado, responsável pelo caso.

Segundo ele, os valores cobrados pela quadrilha variavam de acordo com a ação em questão. “Em um caso específico que identificamos, estava em torno de R$ 300 mil para fazer o exame de admissibilidade. Também observamos o pagamento de R$ 30 mil, R$ 50 mil para um pedido de vista”, exemplificou.

De acordo com as investigações, iniciadas em 2013, estima-se que o esquema criminoso que atuava no Carf tenha tentado fraudar, desde 2005, mais de 70 processos tributários, que podem acarretar prejuízo superior a R$ 19 bilhões aos cofres públicos.

O delegado afirmou que, até o momento, foram identificados “indícios veementes” da manipulação de cinco julgamentos já finalizados em que o Estado foi lesado em quase R$ 6 bilhões.  “Esta é uma das maiores, se não a maior, organização especializada em crimes de sonegação do país”, ressaltou o diretor de Combate ao Crime Organizado da PF, Oslain Santana.

A corregedora-geral do Ministério da Fazenda, Fabiana Lima, disse que, se comprovada a existência de fraude nos processos já julgados, mesmo que eles tenham caráter definitivo por se tratar da última instância recursal da esfera tributária, eles poderão ser anulados. “Constatado o vício de legalidade, será solicitada a revisão dos processos e serão submetidos a novo julgamento”, disse.

Os envolvidos responderão pelos crimes de advocacia administrativa fazendária, tráfico de influência, corrupção passiva, corrupção ativa, associação criminosa, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O termo Zelotes, que dá nome à Operação, tem como significado o falso zelo ou cuidado fingido. Refere-se a alguns conselheiros julgadores do Carf que não estariam atuando com o zelo e a imparcialidades necessários.

Adiada análise de proposta que reduz maioridade penal

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara dos Deputados, adiou a análise da admissibilidade da emenda à Constituição que reduz a maioridade penal dos atuais 18 para 16 anos, prevista para hoje (26). Após encerrar a reunião sem colocar a proposta em votação, o presidente da CCJ, deputado Arthur Lira (PP-AL), informou que pautará o tema como item único das sessões extraordinárias até que o colegiado delibere sobre a admissibilidade do texto.

A reunião foi encerrada em função da ordem do dia no plenário da Câmara. Pelo regimento, as comissões não podem deliberar quando houver votação em plenário. A próxima sessão extraordinária ficou marcada para segunda-feira (30). Lira disse que convocará sempre uma reunião ordinária e uma extraordinária. Segundo ele, o tema está atrapalhando o andamento dos demais processos da CCJ.

A emenda à Constituição era o segundo item da pauta, mas deputados discordaram da ata da última reunião e não foi possível avançar na discussão da Proposta de Emenda à Constituição 171/93. Alguns deputados disseram que havia manobra de colegas para atrasar a discussão até começar a ordem do dia, para que a reunião fosse encerrada sem a votação da matéria.

O deputado Alessandro Molon (PT-RJ) disse que o assunto é complexo e não deve ser tratado com pressa pela comissão. Ele defendeu que seja realizada nova audiência pública em substituição à que foi interrompida na última terça-feira (24), após tumulto. “Esse não é um debate simples. Fiz pedido para que respeitássemos a audiência pública aprovada nessa comissão e que não foi realizada. Não entendo como os membros dessa comissão não querem ouvir promotores, defensores públicos, advogados que atuam com essa questão. Quem imagina que votar uma PEC dessa importância com pressa valoriza a CCJ, não sabe o que está falando”, disse.

O presidente Arthur Lira argumentou que haverá tempo suficiente para o debate após a votação na CCJ. “Essa matéria, por importante que seja, vai ter tempo na comissão especial – se por acaso for aprovada – de discutir, de debater, mais duas votações na Câmara, mais uma comissão especial no Senado, mais duas votações no Senado. Acho que isso vai dar dois, três, quatro anos de discussão. E esse tema está atrapalhando o andamento dos processos da CCJ”, avaliou.

Integrantes de movimentos sociais que são contra a redução da maioridade penal acompanharam a sessão com faixas. Após o fim da reunião, gritaram palavras de ordem contra a redução e houve um princípio de discussão. Um pequeno grupo a favor da redução também marcou presença com uma faixa.

 

 

(EBC)