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Governo sanciona lei para garantir parto humanizado

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, sancionou lei que estabelece regras para garantir o parto humanizado na rede pública do estado. O objetivo da lei é evitar a violência obstétrica. A lei foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (26/03) e já começou a valer.

Entre os princípios do parto humanizado, previstos na lei, estão a mínima interferência do médico durante o parto; a preferência pela utilização dos métodos menos invasivos e naturais e o direito de elaborar um plano individual do parto que prevê, entre outras coisas, “as rotinas e procedimentos eletivos de assistência ao parto pelos quais a gestante fizer opção”.

Os médicos terão que justificar, por escrito, procedimentos adotados, como a episiotomia, corte no períneo para supostamente facilitar a passagem da cabeça do bebê e a administração de ocitocina, para acelerar o trabalho de parto, procedimentos questionados por alguns especialistas.

No plano individual de parto, a gestante informa se quer a presença de um acompanhante, a sua livre escolha; se quer utilização de medicação para alívio da dor e anestesia peridural ou raquidiana. A gestante também poderá escolher como serão monitorados os batimentos cardíacos fetais.

O texto também prevê que a mulher tenha liberdade para se movimentar durante o trabalho de parto, escolher a posição que lhe pareça mais confortável e tomar líquidos e comer alimentos leves. Atualmente, alguns locais proíbem que as gestantes se alimentem. Além disso, o contato físico precoce entre mãe e recém-nascido após o nascimento será favorecido para que a amamentação seja facilitada.

Um parágrafo da lei indica que em caso de risco à saúde da grávida ou do bebê, o médico responsável poderá “restringir” as opções de que trata este artigo.

Os detalhes da lei serão informados a todos os médicos, enfermeiros, demais funcionários de hospitais do SUS no estado e alunos de universidades.

Governador do Rio diz que os investimentos não vai parar

O governador Luiz Fernando Pezão declarou, nesta quinta-feira (26/3), que a estratégia do Governo do Rio para honrar o pagamento de débitos com fornecedores não prevê interrupção do desenvolvimento do Estado.

– Não vamos parar com os investimentos. Estamos, por exemplo, admitindo mais seis mil policiais militares. Fizemos o nosso dever de casa para continuarmos a investir e desenvolver o Rio. Tenho que fazer um ajuste nas minhas despesas e cobrar meus devedores para manter a chama do emprego, da renda e da prosperidade – afirmou Pezão.

O governador declarou que está negociando débitos com os fornecedores do Estado. As prestadoras de serviço terão, em breve, uma definição sobre o cronograma de quitação. Diversas providências estão sendo tomadas para equacionar o caixa, como a redução de despesas, além de iniciativas como a de aumento da arrecadação e negociações com grandes devedores.

– Estamos tomando diversas providências. Conseguimos, por exemplo, aprovar no Tribunal de Justiça o uso dos depósitos judiciais para garantir o pagamento de servidores aposentados e pensionistas. Cortamos quase 50% do custeio de várias secretarias e 35% das gratificações especiais. Também congelamos os salários de governador, vice-governador e secretários – detalhou Pezão.

O déficit de R$ 700 milhões com os fornecedores reflete a delicada situação econômica do País. A queda no preço do barril do petróleo, a desaceleração do crescimento do Brasil e a crise da Petrobras representam uma deterioração muito rápida do cenário econômico. É importante observar que 80% das atividades da Petrobras estão localizadas no Estado do Rio de Janeiro, gerando efeitos diretos e indiretos sobre a economia fluminense.

– Estamos negociando permanentemente com os nossos devedores. Já me reuni com um grupo de 20 empresários e todos propuseram uma negociação. Tenho certeza de que vamos resolver este déficit. Também temos mais de R$ 8 bilhões para receber. Só esta semana fizemos uma negociação onde vamos receber R$ 1,5 bilhão – adiantou o governador.

 

Governador do Rio diz que “Estado está em dia com a União

O Estado do Rio de Janeiro está em dia com União. O governador Luiz Fernando Pezão afirmou, nesta quinta-feira (26/3), que, se aprovado, o novo indexador das dívidas dos estados e municípios não vai impactar, no curto prazo, os pagamentos do Governo do Estado com a União. Pezão explicou ainda que as novas regras permitiriam que o Estado antecipasse a quitação do débito em cerca de dez anos.

– Temos uma dívida com a União de R$ 64 bilhões, que são financiados por 20 anos. A possível mudança do indexador não impactará o que eu tenho que pagar por mês ao governo federal. Impactaria, sim, na diminuição do estoque final da dívida. Isso significa que, se a mudança for aprovada, quitaremos esse débito antes do prazo previsto – detalhou Pezão.

Do total de R$ 64 bilhões da dívida do Estado do Rio de Janeiro com a União, R$ 51,6 bilhões, negociados em 1999, serão impactados pelas novas regras, caso sejam aprovadas. Neste caso, o estoque da dívida passível de benefício com a lei será reduzido imediatamente em R$ 3 bilhões, ou seja, passará de R$ 51,6 bi para R$ 48,6 bilhões. No entanto, só terão efeito nos pagamentos mensais da dívida efetuados pelo Estado dentro de 10 anos. Até lá, os pagamentos mensais efetuados pelo governo do Rio permanecerão inalterados.

O novo indexador das dívidas dos estados e municípios deverá ser votado no Senado na próxima terça-feira.

Histórico

A dívida do Estado do Rio com a União é fruto de uma coletânea de empréstimos renegociados em 1999.

– A dívida com a União é histórica, refere-se a empréstimos feitos pelo Estado e que foram renegociados no passado – explicou o governador.​

Ministério da Saúde anuncia 28 hospitais selecionados ao projeto Parto Adequado

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O Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e o Hospital Israelita Albert Einstein anunciaram hoje (27) as 28 instituições selecionadas para participar de projeto piloto de incentivo ao parto normal. Foram selecionados inicialmente 23 hospitais privados e cinco maternidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Institute for Healthcare Improvement (IHI) e denominada Parto Adequado, tem por objetivo incentivar o parto normal a partir de modelos inovadores de atenção ao parto, que possam reduzir a ocorrência de cesarianas desnecessárias na saúde suplementar e no sistema único de saúde, melhorando a qualidade do atendimento e a segurança da mulher e do bebê.

Entre as instituições privadas selecionadas, oito estão entre as 30 maiores em volume de partos do país e 11 entre as 100 maiores, o que, na avaliação do ministro da Saúde, Arthur Chioro, demonstra o compromisso social com a melhoria da qualidade da atenção ao parto e nascimento.

Esses hospitais possuem taxa de cesarianas de 88,7% – superior à identificada na saúde suplementar (84%) e na rede pública (40%). Já os estabelecimentos do SUS foram escolhidos por apresentarem percentual de cesarianas acima de 60% e por realizarem mais de mil partos por ano.

Durante a solenidade em que foram anunciados os hospitais selecionados, o ministro da Saúde admitiu que os números são alarmantes e que o país vive “uma verdadeira epidemia de cesáreas”. O ministro reconheceu a importância do parto cirúrgico, mas destacou a importância de reduzir o “número alarmante” dessas intervenções.

“É fundamental que se compreenda que a cesariana, quando bem indicada, salva vidas. É fundamental e é uma conquista da medicina e da ciência. Mas a epidemia de cesariana traz mais mortalidade materna e infantil, mais prematuridade e todo um conjunto de consequências deletérias à saúde do bebê e da mulher, decorrentes de uma indicação mal feita”.

Segundo o Ministério da Saúde, a estratégia de ação desenvolvida para os participantes do projeto envolve adequação de recursos humanos para a incorporação de equipe multiprofissional nos hospitais e maternidades; capacitação profissional para ampliar a segurança na realização do parto normal; engajamento do corpo clínico, da equipe e das próprias gestantes; e revisão das práticas relacionadas ao atendimento das gestantes e bebês, desde o pré-natal até o pós-parto.

“Nós estamos agora em um movimento de retomar um caminho que é o caminho centrado nas evidências científicas, nas melhoras práticas de cuidados obstétrico e em sintonia com o resto do mundo, porque a verdade é que o Brasil virou um ponto fora da curva no que diz respeito ao número de partos por cesariana”.

A diretora-presidenta interina de Desenvolvimento Setorial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Martha Oliveira, disse que a iniciativa não visa a criminalização da prática da cesariana, mas sim a de procurar uma solução para o grave problema enfrentado pelo país.

Para vencer o que ela considera “um grande desafio”, estão sendo apresentadas aos hospitais participantes do projeto três propostas de modelos assistenciais alternativos como ponto de partida: no primeiro modelo, o parto é realizado pelo plantonista do hospital; o segundo propõe que o parto seja realizado pelo médico pré-natalista do corpo clínico, com suporte da equipe multidisciplinar de plantão, que vai fazer o acompanhamento inicial da parturiente até a chegada de seu médico; já no terceiro modelo, o parto é assistido por um dos membros de uma equipe de profissionais, composta por três ou mais médicos e enfermeiras obstetras. Neste caso, a parturiente se vinculará à equipe que terá sempre um médico e uma enfermeira obstetra de sobreaviso para realizar a assistência do trabalho de parto e parto.

As mudanças sugeridas no âmbito do projeto Parto Adequado poderão ser feitas em todos os atendimentos ou em uma parcela da população atendida pelos hospitais. O hospital deverá seguir integralmente as recomendações e diretrizes propostas, testando o conjunto completo de mudanças. Além dos 28 hospitais selecionados, outros 16 estabelecimentos inscritos formarão um grupo de seguidores.

Dados do Ministério da Saúde indicam que quando não há indicação clínica, a cesariana ocasiona riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê: aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe. Cerca de 25% dos óbitos neonatais e 16% dos óbitos infantis no Brasil estão relacionados à prematuridade.

Além do projeto-piloto que está em andamento, em julho entrará em vigor a Resolução Normativa nº 368, com medidas que garantem o acesso de beneficiárias de planos de saúde aos percentuais de cirurgias cesáreas (por operadora, por hospital e por médico) e a utilização do partograma e do cartão da gestante.

 

(Agência Brasil)

Apresentação de emendas à MP do Salário Mínimo vai até terça-feira

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A comissão mista de deputados e senadores receberá emendas à Medida Provisória (MP) 672/2015, até terça-feira (31). A MP trata da política de reajuste do salário mínimo de 2016 a 2019.

A correção é feita com base na variação da inflação registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos 12 meses anteriores ao mês do reajuste. Ao valor também é acrescido o percentual equivalente à taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no país, de dois anos atrás. Na prática, a medida repete o que vinha sendo feito desde o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para o cálculo do salário mínimo em 2016, por exemplo, será aplicado o percentual equivalente a taxa de crescimento real do PIB, apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, para o ano de 2014. Em 2017, a referência de PIB será a taxa de crescimento real de 2015. Somente em 2018, o orçamento deverá prever o impacto fiscal de R$ 41,1 bilhões.

No Congresso, a expectativa é de que o texto chegue à Câmara até 21 de abril e ao Senado até 5 de maio. Se não for aprovada até o dia 9 de maio, a MP passará a impedir outras votações da Casa onde estiver tramitando.

 

(Agência Brasil)

Sindicato dos Pilotos Franceses critica divulgação de investigação sobre acidente

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O Sindicato Nacional dos Pilotos Franceses anunciou hoje (27) que vai apresentar queixa pela divulgação de dados da investigação sobre o acidente com o avião da Germanwings, que caiu terça-feira (24) nos Alpes franceses com 150 pessoas a bordo.

Para o Sindicato Nacional dos Pilotos de Linha (SNPL), a divulgação do conteúdo de uma das caixas-pretas viola as normas fundamentais de investigação de acidentes mundialmente aceitas.

O presidente do SNPL, Erick Derivry, disse à televisão francesa BFM TV que vai ser apresentada uma queixa contra desconhecidos por violação do segredo profissional.

A Procuradoria de Marselha apresentou nessa quinta-feira as conclusões da análise da gravação dos registros de voz da cabine do avião, que indicam que o copiloto Andreas Lubitz provocou deliberadamente o acidente.

Antes da entrevista coletiva do procurador Brice Robin, a informação já tinha sido divulgada pelos jornais Le Monde e The New York Times, que citaram fontes da investigação feita pelo Gabinete de Investigações e Análises (BEA), autoridade de aviação civil da França.

A queixa do sindicato, explicou Derivry, visa sobretudo a uma reforma do BEA que, na sua opinião, “não é completamente independente” na forma como funciona, na sua constituição e na nomeação do diretor.

A divulgação das conclusões tiradas da gravação recuperada de uma das caixas pretas do avião – a segunda, que regista parâmetros técnicos, ainda não foi encontrada – foi também criticada por outras organizações de pilotos.

A Associação Europeia de Pilotos emitiu nessa quinta-feira comunicado em que afirma estar profundamente perturbada com as conclusões da investigação do acidente. A entidade acrescenta que, embora “muitos fatos apontem para uma teoria em particular, muitas questões ainda estão por responder”.

“Os investigadores – e procuradores – têm de reunir e analisar todos os dados, incluindo a informação técnica sobre o voo”, afirmam, lembrando que as investigações de acidentes são processos complexos e morosos, mas a única forma de compreender completamente o que ocorreu.

“Sublinhamos a necessidade de uma investigação imparcial e independente dos fatores que levaram ao acidente. A divulgação dos dados do gravador de voz da cabine  é uma violação grave das normas fundamentais de investigação de acidentes globalmente aceitos”, acrescentam.

A Associação de Pilotos de Linha Aérea alemã também considerou prematuro tirar conclusões antes da recuperação da segunda caixa-preta.

“Não devemos tirar conclusões precipitadas com base em dados limitados”, disse Ilja Schulz, presidente da associação, ao jornal The Independent.

“As razões que levaram a esse acidente trágico só vão ser determinadas depois de todas as fontes de informação serem examinadas profundamente”,

Depois de várias companhias aéreas terem anunciado a alteração das regras de segurança das cabines, impondo a presença de duas pessoas, a associação alertou sobre “medidas apressadas”.

 

(Agência Lusa)

Corte do governo federal no orçamento do IBGE afetará apenas Contagem Populacional

O diretor de Pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Roberto Olinto, disse hoje (27) que o corte do orçamento do instituto pelo governo federal afetará apenas a Contagem Populacional  prevista para começar neste ano. Segundo ele, as pesquisas rotineiras, como as Contas Nacionais e o cálculo da inflação oficial (IPCA), e outros estudos, como a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), não serão atingidas neste ano.

“Isto [esse corte de orçamento] é pontual e reflete uma operação estatística, que é a Contagem, mas o resto continua normalmente. Para esse ano, foi aprovado o orçamento para as pesquisas rotineiras do IBGE e uma parte extra para a POF”, disse Olinto.

O valor estimado para as operações iniciais da Contagem Populacional, neste ano, é R$ 194 milhões. Com o corte do orçamento, ainda não há previsão de quando ou se será iniciada a pesquisa, que é feita no meio do período entre os censos. Se a Contagem for adiada, ela poderá ficar muito em cima do próximo Censo, de 2020, e aí não valerá a pena executá-la.

“Um dos objetivos da Contagem é calibrar as estimativas populacionais [até o próximo Censo Demográfico]. Se não tiver a Contagem, o pessoal da área de demografia terá que usar outros métodos para tentar recalibrar [as estimativas]”, disse Olinto.

 

(Agência Brasil)

Corrupção no Carf causa prejuízo aos cofres da União de R$ 19 bilhões

Alvo de fraudes que podem superar em quase o dobro o montante investigado pela Polícia Federal (PF) na Operação Lava Jato, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) tem modelo de composição e atuação “suscetível à corrupção”, na avaliação do procurador da República que atua na Operação Zelotes, Frederico Paiva.

Deflagrada ontem pela PF, o Ministério Público Federal, a Receita Federal e Corregedoria do Ministério da Fazenda, a Operação Zelotes desarticulou uma organização que atuava manipulando o trâmite de processos e o resultado de julgamentos e que pode ter causado prejuízo aos cofres da União de R$ 19 bilhões.

Última instância da esfera administrativa tributária federal, antigo Conselho de Contribuintes da Receita, vinculado ao Ministério da Fazenda, o Carf é composto por 216 conselheiros, sendo 113 indicados pelo Ministério da Fazenda e 113 por confederações representativas de categorias econômicas de nível nacional e pelas centrais sindicais. O órgão é dividido em turmas, compostas por seis conselhos cada, divididos de forma paritária entre servidores públicos e representantes das empresas.

“O Carf é totalmente suscetível à corrupção. Esse modelo atualmente vigente propicia a corrupção. Para se ter uma ideia, o conselheiro do Carf não é remunerado. Seria um trabalho pro bono [voluntário]. Estamos falando de grandes advogados, experientes que, obviamente, não vão ficar três anos afastados sem remuneração. O próprio modelo de indicação pelo Sistema S permite direcionamentos”, disse o procurador Frederico Paiva.

“O sistema é naturalmente falho, tem que ser mudado e esperamos que o Ministério da Fazenda tome as providências. Neste momento de ajuste fiscal, em que se busca receitas, o Carf é um grande escoadouro de recursos públicos. Isso é de conhecimento público, pelo menos dos grandes escritórios de advocacia”, acrescentou o procurador que atua na Operação Zelotes.

O secretário adjunto da Receita Federal, Luiz Fernando Nunes, defendeu o modelo do Carf, mas ressaltou que o resultado das investigações poderá levar a mudanças no órgão. “O Carf é um órgão que tem mais de 80 anos de existência, com serviços relevantes prestados ao país. São mais de 200 conselheiros que têm mandato de três anos. Estamos falando de um pequeno grupo de pessoas [envolvidas em corrupção]”, afirmou Nunes.

“De fato, um caso como esse é um momento de reflexão. É importante que pensemos, enquanto administração, enquanto sociedade e Poder Legislativo, se esse é o melhor modelo, se funciona adequadamente, se é necessário mudar algum rito, algum tipo de procedimento porque, de fato, não podemos conviver com a possibilidade futura de ocorrências de coisas semelhantes. Ainda que saibamos que é relativa a determinadas pessoas”, acrescentou o secretário adjunto da Receita.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a atual estrutura do Carf foi instituída em 2009, após aprovação da Medida Provisória 449 e a edição da portaria assinada pelo então ministro Guido Mantega. Ainda segundo a Fazenda, o Carf resultou da unificação das estruturas administrativas do primeiro, segundo e terceiro Conselho de Contribuintes em um único órgão, mantendo a mesma natureza e finalidade dos conselhos.

De acordo com a PF, o grupo que atuava no Carf fazia um levantamento dos grandes processos em curso no órgão, procurava empresas com altos débitos no Fisco e oferecia facilidades, como a anulação de multas. Pelas investigações, iniciadas em 2013, mais de 70 processos tributários podem ter sido fraudados, acarretando prejuízo superior a R$ 19 bilhões aos cofres públicos.

O delegado da Polícia Federal Marlon Cajado, responsável pelas investigações, informou que até o momento foram identificados “indícios veementes” de manipulação de cinco julgamentos, já finalizados, em que o Estado foi lesado em quase R$ 6 bilhões.

 

(Agência Brasil)

Polícia Federal investiga fraude que desviou R$ 6 bilhões do Ministério da Fazenda

A Polícia Federal (PF) realizou nesta quinta-feira(26) uma operação contra quadrilhas que causaram prejuízo de pelo menos R$ 6 bilhões aos cofres públicos ao atuarem no Ministério da Fazenda. Segundo informações da Folha de S. Paulo, a PF indica que os desvios aconteciam no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão do Ministério que é responsável por julgar recursos administrativos contra autuações. Empresas dos ramos bancário, automobilístico, construção civil e siderurgia eram beneficiadas ao conseguir a anulação ou a diminuição dos valores dos autos de infração ao corromper conselheiros do Carf. As investigações começaram em 2013 e apontam que os servidores passavam informações privilegiadas a escritórios de advocacia, consultoria ou assessoria para facilitar o trabalho no Carf. Ainda de acordo com a Folha de S. Paulo, já foram apreendidos R$ 1,3 milhão em espécie e documentos, mas ninguém foi preso até o momento.

Camelô é preso vendendo alimentos roubados em Duque de Caxias

Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) prenderam, quarta-feira (25/3), na Rua José de Alvarenga, Centro de Duque de Caxias, o camelô Antônio Carlos Caetano Ribeiro, 44 anos. Ele foi flagrado vendendo em sua barraca, alimentos roubados da empresa Karapito da Beira Comércio de Alimentos.

Na delegacia, o acusado confessou que revendia mercadorias roubadas por seu comparsa Rosinaldo, o ‘IÁ’. Segundo Antonio, Rosinaldo teria um depósito para escoamento dos roubos localizado na Rua Frei Fidélis, Centro de Duque de Caxias.

Diante das informações, novamente a equipe diligenciou até o local e identificou um depósito, com as portas abertas, onde não foram encontrados materiais em seu interior. Contudo, Rosinaldo foi identificado e as investigações encontram-se avançadas. Antonio foi preso pelo crime de roubo.

O registro do roubo dos alimentos foi feito na DRFC no dia 17 de março deste ano. Os agentes comprovaram que a carga era roubada da Karapito por meio das notas fiscais.