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IBGE disponibiliza informações sobre a vegetação do Brasil

 

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está disponibilizando a partir de hoje (20), em formato digital, um conjunto de informações históricas sobre a vegetal do país, produzido nas décadas de 1970 e 1980, elaborado a partir dos projetos Radar da Amazônia (Radam) e Radambrasil, fruto da expansão do projeto original estendido para todo o território nacional em 1975.

Segundo o IBGE, a iniciativa possibilita que as informações disponíveis nas duas décadas, agora em formato digital,  possam ser comparadas com dados mais atuais.

Para o IBGE a obtenção do mapa da vegetação nas décadas de 1970 e 1980, na escala 1:5.000.000 – em que 1 centímetro é igual a 50 quilômetros – permitirá a modelagem das informações para as atuais estatísticas ambientais dos estados; a aferição da quantidade de vegetação e do que se preservou, distribuída por tipos de vegetação, e a comparação dos níveis de desmatamento, comparando as áreas desmatadas na época do antigo mapeamento e as da atualidade.

O IBGE ressalta o fato de que os projetos Radam e Radambrasil levantaram dados sobre geologia, solos, vegetação, relevo, uso da terra e cartografia nas décadas de 1970 e 1980. “O Radam é considerado o maior projeto de conhecimento da cobertura de recursos naturais do território brasileiro, efetuado com imagens obtidas por radar aerotransportado (embarcado em aeronave). Além do potencial de análise e integração das informações apresentadas, o produto se destaca como um referencial histórico da vegetação brasileira para estudos e pesquisas atuais e futuros”, avalia o instituto.

Os técnicos do instittuto destacaram que o trabalho é de interesse direto para as atividades de geociências e ciências afins em todas as suas áreas (geografia, cartografia, geodésia, recursos naturais, por exemplo). “É importante também para a estatística, particularmente pela preservação do valioso material produzido na época dos projetos Radam e Radambrasil e uma contribuição à memória do desenvolvimento da cartografia temática e do sensoriamento remoto no país e, em especial, no IBGE”.

Criado em 1970, o projeto Radam foi pioneiro no mapeamento da vegetação no Brasil, ao iniciar, em 1971, o aerolevantamento e o levantamento de dados sobre geologia, solos, vegetação, relevo, uso da terra e cartografia em parte do território brasileiro. A partir de 1975, o projeto foi expandido para todo território nacional, passando a ser denominado Projeto Radambrasil.

Para obter  as informações, o Radam utilizou radares capazes de superar as dificuldades de conseguir imagens homogêneas e de boa qualidade na região amazônica, onde a incidência de nuvens e as chuvas intermitentes restringiam a obtenção de fotografias aéreas convencionais. Pelo sucesso do método utilizado e a qualidade das respostas obtidas, a área original do Radam foi sendo gradativamente ampliada para toda a Amazônia Legal, numa primeira etapa, até atingir a totalidade do território brasileiro em 1975, explicou o IBGE.

Além do mapeamento integrado de recursos naturais de todo o território nacional, o projeto gerou também produtos como os mapeamentos Metalogenético Previsional, levantamento que integra dados geológicos, geoquímicos, geofísicos e das características das mineralizações, com objetivo de definir áreas com diferentes potencialidades e exploração sustentável para a mineração e do Potencial dos Recursos Hídricos de grande parte da Região Nordeste.

 

 

 

(Fonte Agência Brasil)

Pátria Educadora é proposta preliminar e deve ser debatida , diz Mangabeira Unger

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O governo pretende fazer uma reforma em toda a educação básica brasileira. A proposta inclui a formação de professores, a criação de escolas experimentais e o maior uso de tecnologias, de acordo com o documento Pátria Educadora: A qualificação do ensino básico. Para o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, Mangabeira Unger, responsável pelo estudo, a participação da sociedade civil será fundamental para que as mudanças se consolidem.

Ao ser apresentado a especialistas e parlamentares, o Pátria Educadora recebeu diversas críticas. Entre elas a de que o documento não inclui as metas previstas no Plano Nacional de Educação (PNE) e não contou com a participação do Ministério da Educação (MEC). Além disso, na avaliação de especialistas, o documento propõe uma ação direta nas escolas, o que foi considerado intervenção federal.

Outros pontos controversos tratados no documento são: o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) digital, a capacitação de diretores e o afastamento daqueles que obtiverem, de forma consecutiva, baixos rendimentos na escola onde trabalham. Há ainda a intenção de oferecer um ensino diferenciado tanto aos alunos que apresentarem maiores aptidões às disciplinas quanto àqueles que apresentarem pior rendimento.

Em meio às polêmicas com a divulgação do documento, o ministro Mangabeira Unger recebeu a equipe de reportagem da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Durante a entrevista, ele ressaltou que a “realidade do ensino básico no Brasil é calamitosa” e que o país precisa encontrar uma solução de forma urgente. Para ele, discussões sobre as diferenças entre o PNE e o Pátria Educadora não devem ser o ponto central da discussão. Ele defendeu a união de forças em prol do “enfrentamento da realidade”. O ministro destacou que o documento está em fase de elaboração e que quer contar com a ajuda de especialistas e da sociedade civil para aprimorá-lo.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista:

EBC: O documento foi criticado por se distanciar do Plano Nacional de Educação (PNE) e dar prioridade a questões que não foram debatidas amplamente pela sociedade em quase quatro anos de tramitação.

Mangabeira Unger: O que está nessa proposta não é o único caminho, é um caminho, é uma interpretação do que está no Plano Nacional de Educação. Mas não tenhamos a ilusão de supor que o PNE já é um projeto de transformação, claramente não é. É um conjunto de metas, de processos e de abstrações. Tratemos da realidade. O elemento mais importante não é o contraste de propostas [entre o PNE e o Pátria Educadora] é o enfrentamento da realidade. A realidade do ensino básico no Brasil é calamitosa. No final do ensino médio, metade dos alunos não consegue ler um texto e a outra metade que consegue ler um texto tem dificuldade em entendê-lo. Se ficarmos nisto, com uma população que não consegue lidar com a palavra escrita, que não consegue destrinchar o pensamento analiticamente, vamos ficar condenados a exportar soja e minério de ferro por toda a vida. É esta a realidade, é este o problema. Não sou eu que estou trazendo esse problema ao propor soluções controvertidas, o problema está diante de nós.

EBC: O PNE estabelece a regulamentação do Custo Aluno Qualidade (CAQ), verifica quais são as necessidades da escola, incluindo salários, infraestrutura e outros aspectos, e estabelece quanto é necessário de investimento para garantir isso. No documento [Pátria Educadora] nada vai diretamente ao encontro do CAQ. O governo pretende acelerar a regulmentação do CAQ para que o PNE funcione?
Mangabeira: O CAQ é um critério muito útil, mas talvez não deva ser o único. Talvez, devemos levar em conta critérios múltiplos. Estamos abertos. Esse documento preliminar tem o objetivo de provocar uma discussão nacional.

EBC: O documento trata da cooperação federativa, como será essa cooperação?
Mangabeira: A cooperação federativa é a primeira preocupação dessa proposta. Precisamos de mecanismos de redistribuição dentro da federação. Redistribuição de recursos, de lugares mais ricos para os lugares mais pobres. O Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação] é levemente redistribuído porque assegura o mínimo, ele procura levantar os estados mais carentes àquele mínimo. A proposta sugere que há diferentes maneiras de alcançar esse objetivo. Uma maneira seria aumentar o sentido redistribuidor do Fundeb. Outra maneira seria financiar medidas de redistribuição com base no FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação]. E a terceira maneira seria criar um terceiro fundo. Todas essas opções estão abertas.

EBC: Pátria Educadora fala de uma Prova Nacional Docente. Do que se trata essa avaliação? Há o risco de se criar uma espécie de Enem para os professores e fazer com que as faculdades corram atrás apenas do que é cobrado nessa avaliação?
Mangabeira: Não há isso no documento. Há a ideia de uma prova como há em outras profissões, advogados, médicos. Uma prova que inclusive ajudaria a facilitar a mobilidade dos professores dentro da federação. Mas uma coisa deve ficar clara, o Estado não deve financiar a formação de professores em instituições privadas com o objetivo de lucro indefinidamente. Aquele financiamento tem que estar condicionado a critérios de desempenho e de qualidade. [A avaliação] Não é para os docentes é para as instituições que formam esses docentes. Essa prova é um instrumento poderoso para influenciar na formação do professores.

EBC: Após o debate com especialistas e parlamentares, o que a SAE considera que pode mudar no documento?
Mangabeira: Estamos apenas nas etapas iniciais desse debate. Há muitos mal entendidos que já ficaram patentes nesse primeiro momento de discussão. Vou dar um exemplo. Na cooperação federativa, um dos pontos cruciais é: o que fazer quando uma rede escolar local caia repetidamente abaixo do patamar mínimo aceitável de qualidade? A qualidade da educação que uma criança recebe não pode depender do atraso do lugar onde ela nasce. Se a educação numa escola não alcança o patamar mínimo, precisamos consertar. Consertar como? Juntando recursos dos três níveis da federação para apoiar aquela rede, mas se o apoio não é suficiente tem  que haver no final um resgate. Os três níveis se juntam em órgãos conjuntos que assumiriam aquela escola temporariamente, mobilizariam recursos adicionais, consertariam o que é defeituoso e no final devolveriam aquela escola para a rede.  Isso não é intervenção federal. Isso é uma ação transfederal, ação cooperativa dentro da federação para assegurar o direito da criança. O direito da criança se sobrepõe às prerrogativas do diretor local.

EBC: Por que a presidenta fez essa solicitação à SAE e não ao MEC?
Mangabeira: Em cada momento eu trabalhei com o Ministério da Educação conjuntamente. Isso é uma construção comum. Eu creio que a razão mais importante para a presidenta ter atribuído essa função a Assuntos Estratégicos é que ela que quer conduzir o processo. Assuntos Estratégicos é sempre assessoria e braço da presidência. Formalmente faz parte da presidência.

EBC: O governo pretende aplicar o que foi apresentado no Pátria Educadora?
Mangabeira: Nós não estamos comprometidos com essas ideias preliminares. A Pátria Educadora é o projeto prioritário do governo, o seu conteúdo é que está sendo debatido e esse documento propõe um debate do conteúdo ao apresentar ideias preliminares.

 

(Fonte EBC)

Vacinação contra a gripe no Rio só atingiu 30% da meta

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A 17ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe termina na próxima sexta-feira (22) e, no Rio de Janeiro, a Secretaria Estadual de Saúde alerta que até hoje (19) só foi alcançado 30% do público-alvo. A meta estipulada pelo Ministério da Saúde é de vacinar 80% da população. Fazem parte do grupo prioritário idosos maiores de 60 anos, crianças até 5 anos, gestantes, mulheres com até 45 dias do parto, prisioneiros, profissionais de saúde e que atuam no sistema prisional, além de doentes crônicos.

Segundo  levantamento da secretaria, a região do Médio Paraíba, formada pelos municípios de Barra do Piraí, Barra Mansa, Itatiaia, Pinheiral, Piraí, Porto Real, Quatis, Resende, Rio Claro, Rio das Flores, Valença e Volta Redonda, tem a menor cobertura para gripe: menos de 19,7% do público-alvo foi imunizado.

Para o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe, a vacina é a melhor forma de proteção contra a doença que, em casos mais graves pode levar à morte. “Nos períodos de alta transmissão, como no inverno, são comuns os casos graves da doença, como a pneumonia e eventualmente o óbito. Nos anos anteriores nós observamos um aumento importante no número de óbitos em crianças menores de 5 anos, idosos maiores de 60 anos e em gestantes, por isso a decisão de priorizar esses grupos nessa campanha de vacinação”, afirmou Chieppe.

O superintendente destaciu ainda o foco da campanha, que é reduzir os impactos da doença e não impedir que o vírus circule. “A vacinação não tem por objetivo impedir a circulação do vírus na sociedade, isso só seria possível se vacinasse toda a população, não é esse o objetivo. O objetivo específico é proteger esse público de maior risco da evolução das formas graves da gripe através do vírus morto, que não é capaz de causar a gripe”, disse.

 

 

(Fonte Agência Brasil)

Deputados Federais aprovam alta de tributos Pis/Pasep e Cofins sobre importados

A Câmara aprovou há pouco, por 323 votos a favor, 125 contra e 5 abstenções, a Medida Provisória (MP) 668/15, que aumenta as alíquotas das contribuições PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre as importações. Pela MP, essas contribuições sobem de 1,65% e 7,6% para 2,1% e 9.65% respectivamente.

Ainda hoje devem ser votados nominalmente quatro dos 16 destaques que visam a modificar o texto da medida provisória. Os demais destaques e mendas serão votados amanhã (20), conforme acordo feito pelas lideranças partidárias e anunciado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Antes, os líderes partidários tinham acordado que seriam votados nominalmente o texto principal da MP e todos os destaques. O líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), disse que seu partido não iria obstruir a votação, mas que votaria contra a medida provisória “porque ela significa no seu bojo o aumento da carga tributária”.

Na fase que precedeu a discussão e votação da MP, os deputados aprovaram requerimentos para reincluir no texto da matéria os artigos e dispositivos que tinham sido retirados da proposta, por ofício, pelo presidente da Câmara, que entendeu que esses dispositivos eram estranhos ao texto original da MP.

Com a aprovação dos requerimentos, foram reinseridos no texto da MP dispositivos como o que estabelece que o PIS/Pasep e a Cofins importação terão aumento para algumas bebidas frias; o que estabelece que vários municípios do Nordeste deverão obrigatoriamente fazer parte do Semiárido para efeitos de aplicação de recursos do Fundo Constitucional do Nordeste e o que define que os oficiais de registro e notários de cartórios, temporários ou permanentes, responderão pelos direitos e encargos trabalhistas dos cartórios.

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Presidenta Dilma estuda abrir novos contratos do Fies no segundo semestre

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A presidenta Dilma Rousseff estuda a possibilidade de abrir novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) este ano. A intenção foi manifestada à presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Vic Barros, durante encontro com Dilma esta noite no Palácio do Planalto. Segundo Vic, a presidenta afirmou que “o governo está estudando a possibilidade de abrir novos contratos” no segundo semestre de 2015.

Nós colocamos que não aceitamos nenhum tipo de restrição ao Fies e que a diminuição dos novos contratos este ano em relação ao ano passado precisa ser algo superado pelo governo. Queremos aprimorar o programa de fato, porque carece de aprimoramentos, mas não aceitamos nenhuma restrição no número de bolsas oferecidas em relação aos anos anteriores”, afirmou.

No início do mês, o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, disse que não há dinheiro para a assinatura de novos contratos este semestre. Este ano, as normas do programa foram alteradas no sentido de aumentar o rigor da seleção dos candidatos e das universidades escolhidas pelo MEC. De acordo com a presidenta da UNE, a organização estudantil concorda com as medidas que o governo federal vem implementando quanto ao controle das mensalidades e da qualidade dos cursos.

“Achamos que o Fies precisa ser ampliado no nosso país e que no segundo semestre possam ser abertos novos contratos. Além disso, [o governo precisa] assegurar neste semestre que todos os estudantes que já têm Fies tenham seu contrato auditado. É fundamental que ela [Dilma] siga essa política de expansão porque muita gente depende disso para continuar na universidade”, declarou.

 

(Fonte Agência Brasil)

Governo federal estuda aumentar impostos

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Após se reunir com o vice-presidente da República, Michel Temer, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, confirmou que o corte do Orçamento deve ficar entre R$ 70 bilhões e R$ 80 bilhões, graduação que dependerá do resultado das medidas do ajuste fiscal pelo Congresso. Quanto mais forem alteradas as propostas originais, maior será o corte.

Para compensar a perda de arrecadação, a área econômica também estuda a elevação de um conjunto de impostos, a maioria por meio de decreto. Estão no radar ajustes no PIS-Cofins, com o fim dos regimes especiais; elevação da alíquota da contribuição sobre lucro líquido (CSLL) cobrada dos bancos e aumento do IOF.

Levy disse que quanto antes o Congresso aprovar as medidas do ajuste fiscal mais rapidamente o governo poderá tocar os projetos de concessão de estradas e ampliação de portos e aeroportos. E admitiu que o corte no Orçamento deve ficar entre R$ 70 bilhões e R$ 80 bilhões.

Levy voltou a falar em aumento de impostos, argumentando que é preciso garantir o equilíbrio fiscal: “A lei diz que se verificarmos que a receita não comporta o crescimento da meta, a gente tem que tomar rapidamente medidas. A gente tem que avaliar se é uma questão de aumentar mais os cortes ou que outra medida que tem que fazer. Isso é muito tranquilo. É o que a lei manda”.

Ciente de que o projeto que elevou as alíquotas da contribuição previdenciária para as empresas não será aprovado no Congresso sem alterações, o governo decidiu aceitar a elevação escalonada até 2017, como quer o relator da proposta, Leonardo Picciani (PMDB-RJ).

No começo da noite, Picciani disse estar “inclinado” a aceitar o apelo feito por Temer para que as novas alíquotas passem a valer a partir de dezembro.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, confirmou que deve prevalecer o aumento escalonado até 2017. A ideia é que os reajustes na contribuição impostos pelo Executivo — de 1% para 2,5% e de 2% para 4,5% — sejam diluídos em dois anos. Dessa forma, quem paga 1%, passará a recolher 1,75% no primeiro ano e 2,5% no seguinte.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), disse que não é conveniente pautar o debate sobre o aumento de impostos no Congresso. Segundo ele, é natural que a equipe econômica, diante das modificações que alteram o ajuste fiscal, pense em mecanismos para cobrir o rombo nas contas, mas que ele não discutiu isso com a presidente Dilma Rousseff. Para Guimarães, ressalvando que falava como deputado e não como líder do governo, se o Congresso mantiver a espinha dorsal dos projetos do ajuste, não há risco de aumentar impostos:

Em jantar no Palácio do Jaburu com os líderes da base aliada na Câmara, Levy disse que a situação econômica do país ainda é “delicada”, mas que o ambiente melhorou do fim de 2014 até agora. Afirmou que até há poucas semanas se falava diariamente em rebaixamento do rating do Brasil, o que mudou.

Deputados presentes à reunião manifestaram preocupação com a possibilidade do aumento das alíquotas para as empresas resultar em aumento de preços, especificamente nas tarifas de transporte público. O ministro Joaquim Levy, no entanto, refutou o impacto da medida, afirmando que o aumento seria “mínimo”, de “apenas alguns centavos”, e que isso não preocupava o governo.

Segundo relatos, Joaquim Levy teria dito que, no início do ano, quando o governo anunciou o aumento das tarifas de energia elétrica, não teria havido reações negativas por parte da população. O ministro foi prontamente corrigido pelos deputados, que lembraram dos panelaços pelo Brasil e destacaram que o estopim para as manifestações de junho de 2013 foi justamente o aumento no preço do transporte.

Para garantir a votação do projeto que aumenta os impostos sobre a folha de pagamentos, Dilma deve enviar até amanhã o pedido de retirada do regime de urgência do pacote anticorrupção.

Nesta terça-feira (19), ao meio-dia, está marcada nova reunião dos ministros Joaquim Levy, Carlos Gabas (Previdência), Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Nelson Barbosa (Planejamento) com os partidos da base aliada, desta vez para tratar da MP 668, que aumenta alíquotas de PIS e Cofins sobre importados.

Antes de se reunir com os deputados aliados, Temer disse que a conversa com os senadores governistas foi positiva. acho que as coisas foram bem.

Após a reunião com Temer, o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), afirmou que um corte no Orçamento da União na faixa de R$ 80 bilhões, como está sendo cogitado pela equipe econômico é “duro”.

Trio de criminosos são presos ao tentarem extorquir R$ 100 mil

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Policiais da Divisão Antissequestro (DAS) prenderam Andrei Iago Oliveira Ambrósio, 23 anos, Gabriela Lopes Soares, 20 anos, e Anderson Luiz Santana Vieira, 33 anos. Eles tentavam extorquir o ex-marido de uma vítima, exigindo dinheiro para que ela fosse libertada.

De acordo com os policiais da especializada, os três exigiram R$ 100 mil reais como condição para libertação da vítima, que foi abordada na última sexta-feira (15/05) por eles. O ex-marido comunicou a especializada e marcou para entregar o resgate, em Olaria. No momento em que os criminosos ligavam para ele para cobrar o dinheiro, os agentes os abordaram.

Os três irão responder por extorsão e privação de liberdade.

 

Pai confessa ter espancado e matado filho de 1 ano na favela Três Irmãos

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Um jovem de 22 anos confessou ter matado o filho de 1 ano e sete meses no último sábado (15) e escondido o corpo da criança no armário de casa,na Favela Três Irmãos, em Jardim Ideal, Belford Roxo, na Baixada Fluminense. De acordo com o delegado Fábio Salvadoretti, o pai de Éder Moraes de Lima encontrou o jovem andando pela cidade e o encaminhou à delegacia. “Ele confessou o crime. Apesar de a ex-namorada ter afirmado que ele batia na criança, ele disse que dava apenas palmadas para educar. Porém, nesse dia, a criança começou a chorar enquanto ele fazia comida”. “Ele deu vários socos nas costas do filho e ao constatar que o bebê não estava respirando o envolveu num lençol e o guardou no armário. Em depoimento, ele se disse arrependido, mas admitiu que não gostava muito da criança e não o considerava seu filho”. Na segunda-feira (18), a ex-namorada do suspeito, uma adolescente de 17 anos – que não é a mãe da criança -, contou que terminou o relacionamento um dia antes do crime. A jovem afirmou que Éder tinha ciúmes dela com a criança. A mãe do menino, uma deficiente auditiva, ainda não foi localizada pela polícia. O jovem deve responder por homicídio triplamente qualificado e pode pegar até 30 anos de prisão.

Fundos dos Estados Unidos abrem novo processo contra a Petrobras

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Mais um grupo de fundos dos Estados Unidos entrou com processo contra a Petrobras na corte de Nova York, alegando que o esquema de corrupção na empresa provocou prejuízos de milhões de dólares. Por isso, pedem uma indenização da companhia para compensar as perdas. Desta vez, os grupos financeiros John Hancock Investiments e Transamerica, além de vários de seus fundos e subsidiárias, resolveram abrir em conjunto sua própria ação judicial contra a empresa brasileira.

O novo processo, que tem 136 páginas, é a terceira ação individual de investidores contra a estatal a entrar na Justiça americana, que já recebeu desde dezembro cinco ações coletivas – em março, elas foram unificadas em um único caso. Os fundos preferiram abrir a própria ação, em vez de entrar nos processos coletivos.

“Este caso gira em torno de um esquema de corrupção e pagamento de propinas prolongado, multibilionário e ramificado que envolveu altos executivos da Petrobras, os principais prestadores de serviços e funcionários corruptos do governo brasileiro”, afirma o processo do John Hancock Investiments e da Transamérica.

Além da Petrobras, o novo processo tem como réus uma série de executivos da petroleira, incluindo seus ex-presidentes Graça Foster e José Sergio Gabrielli, o ex-diretor financeiro, Almir Barbassa, e bancos que cuidaram de emissões da companhia, como Itaú BBA, BB Securities, JP Morgan, HSBC e Citigroup.

A acusação dos fundos no novo processo é semelhante à das outras ações judiciais: que a Petrobras teria divulgado uma série de comunicados enganosos, omitindo o escândalo de corrupção, que, quando se tornou público, provocou forte queda do valor de mercado da empresa, prejudicando os investidores. O esquema de pagamento de propinas e lavagem de dinheiro teria começado em 2005, de acordo com o processo.

A ação cita ainda o balanço auditado da Petrobras, publicado no dia 22 de abril, após o prazo obrigatório de divulgação, como um exemplo das consequências do esquema de corrupção. “É claro que os valores dos ativos chave da Petrobras foram maciçamente inflados”, afirma o texto entregue à Corte de Nova York. Não está claro, contudo, se esse ajuste publicado no balanço captura de forma precisa toda a extensão dos ativos inflados, afirma o documento, citando que nem todos os membros do Conselho aprovaram o informe de resultados.

O processo alega ainda que executivos, como Graça Foster, sabiam do esquema de pagamento de propinas e ativos inflados, mas nada fizeram para informar o mercado. Ainda aparecem como réus duas subsidiárias da Petrobras no exterior, a Petrobras Global Finance BV e a Petrobras International Finance Company, com sede em Luxemburgo. As duas foram responsáveis por emissões de títulos de dívida da petroleira no mercado internacional. A primeira, por exemplo, vendeu 11 bilhões de dólares em 2013 e 8,5 bilhões de dólares em 2014 de bônus por meio de emissões dos papeis nos Estados Unidos.

 

 

 

UFRJ anuncia volta às aulas após acordo para pagamento de terceirizados

A Universidade Federal do Rio de Janeiro anunciou que retomará as aulas normalmente amanhã (20), contando com o compromisso da empresa Qualitécnica de que os funcionários terceirizados recebam o salário hoje (19). O pagamento, no entanto, não foi pago pela manhã, segundo a Associação dos Trabalhadores Terceirizados da UFRJ.

A empresa firmou o compromisso de pagar os salários referentes ao mês de abril em uma reunião, na manhã de ontem (18), com a universidade e o Ministério Público do Trabalho.

Segundo a vice-presidenta da Associação dos Trabalhadores Terceirizados, Terezinha da Costa, o pagamento não foi feito. “Até agora, não entrou nada”, disse ela, acrescentando que só foram quitadas as férias que estavam programadas para este mês e que, ontem, a empresa depositou parte do vale-transporte e do vale-refeição.

Membro do Diretório Central Estudantil da UFRJ e participante da ocupação, Raphael de Almeida contou que os estudantes decidiram na assembleia realizada ontem que a ocupação permanecerá na reitoria até a próxima quinta, quando haverá uma nova votação.

Os alunos ocupam dependências do prédio desde a semana passada, e cobram a normalização do pagamento aos terceirizados, que sofrem com atrasos e salários incompletos desde o início do ano.

A empresa Qualitécnica foi procurada pela Agência Brasil, mas não respondeu sobre o pagamento dos terceirizados até o início da tarde de hoje. Segundo a associação, a empresa não é a única que está com os salários atrasados. A UFRJ deve se posicionar sobre um possível não pagamento dos terceirizados após o fechamento do expediente bancário, no fim da tarde de hoje.

Além de exigirem o pagamento dos funcionários terceirizados, os estudantes cobram investimentos em assistência estudantil, como a manutenção do número de bolsas-auxílio e o funcionamento de bandejões fora do Campus Fundão.

Os alunos também pedem que a universidade reforme e amplie a moradia estudantil. As questões relativas à assistência, segundo a página do movimento Ocupa UFRJ, serão objeto de uma reunião do conselho universitário na quinta-feira.

No Colégio de Aplicação da UFRJ, as aulas voltaram na semana passada, e uma reunião do Conselho Pedagógico será realizada na tarde de hoje para avaliar as condições de funcionamento da escola. Segundo o presidente da Associação de Pais e Amigos do CAP, Cássio Kuchpil, os alunos têm relatado que as condições de limpeza na escola estão praticamente normais.

 

 

 

 

 

(Fonte:Agência Brasil)