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BBC anuncia por engano morte da rainha da Inglaterra no Twitter

ELI

A BBC abriu nesta quarta-feira (3) um inquérito interno e pediu desculpas após o anúncio da morte de Elizabeth II na conta de Twitter de um dos seus jornalistas, durante um exercício de simulação do falecimento da rainha, de 89 anos. “URGENTE: a rainha Elizabeth recebe cuidados no King Edward VII Hospital de Londres. Comunicado seguirá em breve @BBCWorld”, dizia às 9h30 local (5h30de Brasília), a conta do Twitter de Ahmen Khawaja, uma jornalista do serviço em urdu. Enquanto a informação era rapidamente reproduzida pela CNN e pelo jornal alemão Bild, um segundo tuíte da mesma jornalista da BBC anunciava: “Rainha Elizabeth está morta”. Diante da tempestade midiática, Ahmen Khawaja apagou suas duas mensagens. Então, ela escreveu: “Alarme falso, eu deletei os tuítes anteriores”, sugerindo que seu telefone foi usado por uma outra pessoa. “Eu deixei meu telefone sem supervisão em casa. Foi uma piada de mau gosto. Minhas desculpas”, disse ela no Twitter antes de, mais uma vez, excluir a mensagem. Este anúncio falso foi dado ao mesmo tempo em que a rainha passava por seu exame anual de saúde. Para parar os rumores, um porta-voz do Palácio de Buckingham, excepcionalmente, emitiu um comunicado ressaltando se tratar de um “exame de rotina” e que a rainha já havia deixado o hospital. A BBC explicou, por sua vez, que o incidente ocorreu “no âmbito de um teste técnico relacionado com um obituário”. “Tuítes indicando que um membro da família real adoeceu foram enviados por engano a partir da conta de uma pessoa jornalista da BBC. Os tuítes foram rapidamente apagados, e pedimos desculpas pelo mal entendido”, indicou em um comunicado. A BBC, respeitada e valorizada em todo o mundo, assegurou que uma “investigação” estava sendo conduzida como parte de um “processo disciplinar” para esclarecer o incidente.

Guardas Municipais do Rio agridem moradores que resistem à demolições

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Moradores da Vila Autódromo resistiram hoje (3) a uma tentativa da prefeitura do Rio de demolir uma casa onde moram cinco pessoas e entraram em confronto com guardas municipais que faziam a segurança do oficial de Justiça, o que resultou em várias pessoas da comunidade feridas, a cacetete e balas de borracha disparadas pelos agentes. Segundo a prefeitura, quatro guardas também ficaram feridos.

A Vila Autódromo fica em Jacarepaguá, vizinha à futura Vila Olímpica, onde serão disputadas competições das Olimpíadas de 2016. A situação ficou tensa a partir das 8h da manhã, quando equipes da prefeitura chegaram ao local, com um trator, para demolir a casa onde mora a família do motorista Ocimar da Silva Miranda. Além dele, outras quatro pessoas dividem a casa, de 60 metros quadrados: o sogro, a esposa e duas filhas pequenas. A prefeitura ofereceu R$ 122 mil pelo imóvel, valor que Ocimar considera baixo, pois dificilmente poderá comprar outra moradia, em lugar próximo, pelo mesmo preço.

“A violência veio do lado da prefeitura, que queria nos tirar à força. Não teve nenhuma negociação, não teve aviso prévio. Vieram automaticamente. É assim que funciona a democracia no país? É assim que o prefeito [Eduardo Paes] diz que e está fazendo negociação transparente. Eu quero uma indenização justa”, desabafou Ocimar, ainda bastante nervoso.

O sogro de Ocimar acabou machucado na cabeça, por um golpe de cassetete dos guardas municipais. O presidente da associação de moradores, Altair Antunes Guimarães, mostrava na palma das mãos diversas balas de borracha disparadas pelos guardas. “Isto aqui foi o que recebemos da Guarda Municipal”.

O padre Fábio Guimarães, da paróquia local, estava atuando como mediador do conflito e disse que a violência partiu dos guardas municipais. “A partir do momento em que você avança com escudos empurrando o morador, não tem como esperar que não venha uma resposta de violência. O que eu posso dizer é que a primeira pedra foi lançada depois da primeira pancada de cassetete”, relatou o padre, que está na comunidade há dois anos e meio.

A Anistia Internacional divulgou nota condenando a atuação da Guarda Municipal na Vila Autódromo. Segundo a entidade, “a ação foi marcada pela violência contra os residentes e membros da associação de moradores, com uso desnecessário da força e de armas menos letais, como balas de borracha e gás pimenta”. Em 2013, a Anistia lançou campanha contra as remoções forçadas no Rio na preparação para os megaeventos esportivos, como a Copa de 2014 e as Olimpíadas.

A prefeitura do Rio sustentou, em nota, que a Guarda Municipal agiu para proteger o oficial de Justiça de objetos lançados pelos moradores: “A Secretaria da Ordem Pública (Seop) deu apoio à decisão judicial de imissão de posse favorável à prefeitura, que previa demolição de duas casas na Vila Autódromo, situadas à rua Francisco Landy 39 e rua Beira Rio 4. A operação começou pela manhã (9h), na presença de um oficial de justiça. No momento em que o oficial de Justiça autorizou a demolição, moradores começaram a lançar pedras, paus e tijolos contra os servidores. A Guarda Municipal atuou para dispersar o tumulto e proteger os trabalhadores da prefeitura. Quatro guardas ficaram feridos.”

Das 450 famílias originais da Vila Autódromo, segundo o presidente da associação, atualmente permanecem 150. A maioria aceita sair, desde que por uma quantia maior ou em troca de outro lugar para morar. Algumas, no entanto, não têm interesse em deixar o lugar, onde, segundo alegam, moram há décadas.

 

 

(Fonte Agência Brasil)

Paes diz que não vai cumprir determinação do Tribunal de Contas de reduzir valor das passagens

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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse que não vai cumprir a determinação do Tribunal de Contas do Município (TCM), de reduzir em R$ 0,131 o valor das passagens municipais dos ônibus, que atualmente é de R$ 3,40. Para o prefeito, o tribunal quer passagem mais barata, com a diferença paga pelo Fundo da Educação.

Apesar de acreditar que não há erro nem ilegalidade em usar estes recursos para pagar às empresas de ônibus, Eduardo Paes informou que neste momento isso não se aplica, porque o dinheiro está sendo usado para a construção de escolas.

“Nós estamos fazendo a fábrica de escolas e eu não vou pegar dinheiro da educação e pagar empresários de ônibus. O que a gente vai fazer sempre é permitir que a administração, que o Poder Executivo possa escolher, no seu poder discricionário. A gente insistiu muito com o Tribunal de Contas que a prefeitura poderia, sim, passar dinheiro da educação para empresas de ônibus, como fez no ano passado, mas neste momento não vamos passar”, garantiu.

O prefeito estranhou a interpretação do TCM quanto à fonte dos recursos porque, segundo ele, o próprio tribunal tinha entendimento diferente. “É legal, é permitido, e eu sempre disse que era permitido. Quem dizia que não podia era o tribunal. Agora, o TCM, depois de três/quatro anos dizendo que não podia, resolveu dizer que pode. É verdade, pode; mas compete ao prefeito, ao Poder Executivo decidir se vai usar o dinheiro na educação, ou se vai incluir no preço da passagem. E minha decisão foi incluir no preço da passagem. Aliás, decisão transparente e pública”, completou.

De acordo com Paes, a prefeitura sempre dava as explicações, desde quando pagava gratuidade de estudantes da rede municipal com recursos da educação, e o mesmo aconteceu quando resolveu incluir no preço da passagem, autorizando o reajuste que elevou a tarifa para R$ 3,40. “Então, as opiniões que foram mudando não foram as da prefeitura”, acrescentou.

O prefeito informou ainda que o custo da prefeitura, por ano, era de R$ 60 milhões a R$ 70 milhões, e destacou que esse volume de recursos agora já tem aplicação. “Tudo comprometido com a fábrica de escolas. Eu não vou gastar dinheiro da educação dando dinheiro para empresário de ônibus. Vou continuar fazendo escola na cidade do Rio de Janeiro. É muito mais importante construir escola. Se tivesse sobrando dinheiro da educação, como lá atrás, a gente teria condições de fazer, eu desonero quem está usando ônibus. Agora, não está sobrando, estamos fazendo um programa para chegar a 35%, 40% das nossas crianças”, analisou.

Ontem (2), o Tribunal de Contas do Município, seguindo o voto do conselheiro Ivan Moreira, determinou que a prefeitura do Rio reduza em R$ 0,131 o valor das passagens, que passaria para R$ 3,27, mas como o valor tem que ser arredondado, chegaria a R$ 3,25.

 

(Fonte Agência Brasil)

Interpol emite alerta para prisão de um brasileiro e 5 estrangeiros ligados a Fifa

FIFI

A pedido da Justiça dos Estados Unidos, a Interpol emitiu um alerta internacional para a prisão de dois ex-dirigentes da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e quatro executivos acusados de extorsão, conspiração e corrupção. Entre os procurados está o brasileiro José Margulies, dirigente da empresa Valente Corp. e Somerton.

Os dois ex-dirigentes da Fifa na lista são o ex-vice-presidente, Jack Warner, de Trinidad & Tobago, e o ex-membro do Comitê Executivo da entidade, Nicolás Leoz, do Paraguai. O argentino Alejandro Buzarco, dirigente da empresa de marketing esportivo Torneos y Competencias, também está na lista, que inclui ainda seus compatriotas Hugo Jinkis e Mariano Jinkis, dirigentes da empresa Full Play Group S.A, do mesmo ramo.

O alerta serve para avisar aos países membros da Interpol que as pessoas listadas são procuradas pela justiça de algum país e devem ser extraditadas. No comunicado, a Interpol informa que seu papel é o de ajudar na identificação e localização dos procurados e que não pode obrigar os países a efetuar as prisões.

Chamado de Red Notice (alerta vermelho), o alerta não tem força de mandado de prisão internacional.

 

(Fonte Agência Brasil)

BNDES libera informações sobre empréstimos feitos por Cuba, Angola e outros países

BNDS

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior informou hoje (2) que retirou a classificação de secretas para as operações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com Cuba e Angola. A liberação dos dados é parte da ampliação do programa BNDES Transparente, anunciada hoje (2) pelo banco, vinculado à pasta do Desenvolvimento. Como parte do programa, as informações sobre contratos com esses e outros países estão disponíveis online em uma plataforma de fácil manuseio, segundo o BNDES.

A decisão do ministério ocorre após veto da presidenta Dilma Rousseff, no último dia 22 de maio, a texto aprovado pelo Congresso prevendo o fim do sigilo nas operações do BNDES. Segundo o ministro Armando Monteiro, a desclassificação do caráter secreto das operações preserva as informações mais sigilosas das empresas envolvidas nos contratos. “[Entendemos que] seria próprio desclassificar documentos que traziam uma informação mais restritiva, particularmente sobre as operações de Cuba e Angola”, disse.

De acordo com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, a página do programa na internet traz resumo do objeto do contrato, o valor financiado, taxas de juros e garantias. Entre as informações resguardadas estão, segundo ele, as que pertencem “à intimidade da empresa” e que, se divulgadas, poderiam revelar estratégia de negócios e situação financeira, por exemplo.

Coutinho informou que já estão disponíveis na internet contratos de comércio exterior no período de 2007 a 2015 no valor de US$ 11,9 bilhões. Também estão acessíveis 1.753 contratos domésticos no período de 2012 a 2015, no valor de R$ 320 bilhões. A expectativa do banco é, no futuro, retroagir a anos anteriores a 2012 para divulgação dos contratos domésticos. Luciano Coutinho disse que a nova versão do BNDES Transparente é “amigável” e fácil de manusear.

O banco de desenvolvimento também assinou nesta terça-feira um memorando de entendimento com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). De acordo com o presidente do BNDES, o objetivo é que o banco se submeta ao “crivo” do Pnud e observe todas as práticas de transparência e controle recomendadas pela instância das Nações Unidas. “O banco está disponível e desejoso de prestar informações ao Congresso, a órgãos de controle e principalmente à sociedade”, ressaltou.

Luciano Coutinho comentou ainda decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinando que o BNDES libere para o Tribunal de Contas da União (TCU) informações sobre o grupo JBS Friboi. “Nós havíamos disponibilizado todas as informações para o tribunal, com exceção do rating de crédito e as relativas à intimidade financeira da empresa. Com a decisão do Supremo, nós vamos poder fornecer [esses dados] em segurança”, afirmou.

STF manda BNDES liberar dados de contratos com o grupo JBS/Friboi

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (26) que o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) forneça ao Tribunal de Contas da União (TCU) dados financeiros completos sobre contratos assinados com o Grupo JBS/Friboi. Por maioria, a turma rejeitou um mandado de segurança impetrado pelo BNDES contra decisão do TCU que determinou o repasse integral dos dados dos contratos firmados com o grupo.

Os ministros Marco Aurélio e Rosa Weber seguiram voto do relator, Luiz Fux. De acordo com Fux, no caso concreto do Grupo JBS/Friboi, a requisição das informações não caracteriza quebra de sigilo bancário, porque o banco foi obrigado a fornecer dados sobre seus contratos e não de terceiros.

Para o ministro relator, o direito ao sigilo bancário é relativizado quando envolve recursos públicos. “Quem contrata com o Poder Público não pode ter segredos, especialmente se a revelação for necessária para o controle da legitimidade do emprego dos recursos públicos”, disse.

A pedido da Comissão de Fiscalização da Câmara dos Deputados, o TCU iniciou uma auditoria nos contatos, mas o banco repassou parte das informações solicitadas, omitindo o saldo devedor das operações, rating (classificação de risco) de crédito, a situação cadastral, a estratégia de hedge (proteção) do grupo Friboi, por entender que as informações estão sob sigilo bancário. Segundo o BNDES, é dever da instituição zelar pela proteção do sigilo empresarial.

O voto divergente foi do ministro Luís Roberto Barroso. De acordo com ele, o grupo Friboi deveria entregar todos os dados ao TCU, exceto informações sobre rating de crédito e a estratégia de hedge, que só poderiam ser acessadas pelo tribunal por meio de uma decisão judicial.

(Fonte Agência Brasil)

Governador do Rio de Janeiro quer sancionar lei que proíbe porte de faca

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O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, declarou nesta terça-feira (2) que, se aprovado, pretende sancionar o projeto de lei que proíbe o porte de armas brancas no Estado. O assunto começa a ser debatido hoje na Assembleia Legislativa do Estado depois de uma série de assaltos com facas na capital fluminense. Pezão também disse ser a favor de uma consulta popular sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Também nesta terça, a Polícia Civil prendeu o suspeito de assaltar e esfaquear um jovem de 19 anos dentro de um trem, entre as estações de Quintino e Piedade, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Em duas semanas, 12 pessoas foram esfaqueadas em assaltos na capital fluminense.

Pastor Silas Malafaia pede para boicotar “O Boticário” após anúncio com gays

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O Pastor Silas Malafaia publicou nesta terça-feira um vídeo no qual convoca os brasileiros a promoverem um boicote contra a marca de cosméticos O Boticário. A empresa se viu no meio de uma polêmica desde que começou a veicular na TV um comercial no qual vários casais – incluindo casais gays – trocam presentes entre si, para o Dia dos Namorados. No vídeo, Malafaia diz que “homossexualismo é comportamento, e não condição”. “Eu tenho o direito de preservar macho e fêmea, porque essa é a história da civilização humana. E tenho o direito, no estado democrático, de fazer campanha contra qualquer um que venha levantar isso, tentando colocar um novo paradigma na sociedade”, diz. O pastor afirma que se sente no direito de “conclamar” o boicote por fazer parte de uma “maioria”. Para ele, o anúncio da Boticário “é uma tentativa de querer ensinar crianças e jovens o homossexualismo”. “Então eu quero conclamar – porque nós somos a maioria – as pessoas de bem que não concordam com essa promoção de homossexualismo, através de propaganda, de televisão e de revista, para boicotarem os produtos dessas empresas, como agora o Boticário”, diz Malafaia. “Vai vender perfume para gay”, provoca

Presidente da Nigéria aprova lei que criminaliza a mutilação genital feminina

Em sua última semana na presidência da Nigéria, Goodluck Jonathan assinou uma lei que criminaliza a mutilação genital feminina. A medida já havia sido aprovada pelo senado do país em maio. Além da mutilação genital, a lei também proíbe o abandono de dependentes – mulher, filhos e outros – sem condições de sustento.

Estima-se que cerca de 25% das mulheres entre 15 e 49 anos tenham sido submetidas à prática no país. No entanto, por se tratar do país mais populoso do continente, os números absolutos da Nigéria estão entre os mais altos do planeta.

Segundo o International Business Times, especialistas afirmam que a lei pode impactar a criação de outros dispositivos legais em outras 26 nações africanas, onde a prática ainda ocorre.

Ainda segundo analistas ouvidos pelo IBT, a aprovação da lei nos últimos dias de mandato de Jonathan não é uma coincidência: ele não precisará encarar seu eleitorado, pois deixa o poder nesta sexta-feira (29). Muhammadu Buhari, que assume a presidência após uma eleição histórica, já pega o assunto, que envolve delicadas questões religiosas e culturais.

O próximo passo é o país conciliar a lei com práticas que façam com que os casos de mutilação genital sejam, de fato, reduzidos. “O fim da violência contra mulheres e meninas demanda investimentos, não apenas leis escritas em livros”, escreveu Stella Mukasa no jornal britânico ‘The Guardian’.

Considerada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma violação dos direitos humanos , a prática consiste em remover – parcial ou totalmente – os genitais femininos, com a intenção de impedir que a mulher sinta prazer sexual. Não há nenhuma justificativa médica para esse tipo de intervenção, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

Geralmente a operação é feita de forma rudimentar, sem anestesia e em condições de higiene “catastróficas”, de acordo com a Desert Flower Foundation. Facas, tesouras, lâminas e até cacos de vidro podem ser usados nos procedimentos, geralmente feitos até os 15 anos da vítima.

Dados da Unicef mostram que a prática se alastra principalmente na Somália e na Guiné, onde 98% e 97% da população feminina foi mutilada, respectivamente. Caso a prática não seja inibida, 30 milhões de mulheres podem sofrer mutilação genital na próxima década.

A Unicef, no entanto, afirma que a situação está melhorando, ainda que em um ritmo muito abaixo do ideal. A chance de uma menina ser cortada hoje em dia é um terço menor do que era há 30 anos.

A OMS afirma que a mutilação causa sérios riscos como hemorragia, tétano, infertilidade e a necessidade de outras cirurgias para reparar o estrago.

Servidores do Judiciário no Rio param por reposição salarial

Servidores do Judiciário Federal no Rio de Janeiro paralisaram suas atividades por 48 horas, nesta terça-feira (2) e amanhã (3), pela aprovação do projeto de lei da Câmara Federal (PLC 28/2015), que trata da reposição salarial da classe. Cerca de 6 mil servidores aderiram ao movimento, o que representa 60% da categoria. A mobilização atinge a Justiça Federal, Eleitoral, Militar e do Trabalho.

A reivindicação única é a aprovação do PLC, que busca reequilibrar os salários. O reajuste reivindicado é de 56%. O presidente do Sindicato dos Servidores do Judiciário Federal no Estado do Rio de Janeiro (Sisejufe), Valter Nogueira Alves, explicou que mesmo com este aumento, ainda ocorreria uma perda de 3%, dado o período de cerca de quatro anos sem reajuste salarial.

Ele disse que o último reajuste salarial foi em 2006, com reestruturação das carreiras, de forma parcelada, até 2008. “Desde então, foram quatro anos sem nada. Nem meio, nem um por cento de reajuste.” Em 2012, o governo federal aprovou aumento de 15%, parcelados em três anos, valendo a partir de janeiro do ano seguinte, informou Alves.

O presidente do sindicato da categoria no Rio disse que o governo não respeita o orçamento do Judiciário, com previsão de reajuste dentro do limite de 5% da receita líquida com pessoal. O último encaminhamento passado pelo Judiciário ao Executivo foi de 2,8%. “O Orçamento não fere a Lei de Responsabilidade Fiscal e não ultrapassa os limites. O Executivo só poderia cortar se o Orçamento encaminhado estivesse acima dos valores estipulados por lei”, manifestou.

O PLC ficou parado por cerca de cinco anos na Comissão de Finanças e Tributação (CFT). No ano passado, foi para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e depois para a CCJ do Senado, sendo aprovada no dia 20 de maio. Agora, o projeto de lei tramita em regime de urgência na Casa, e depende de votação plenária do Senado.

Amanhã (3) haverá assembleia-geral, às 14h, para discutir a deflagração de greve por tempo indeterminado. Será em frente à sede da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público (Fenajufe). A categoria definiu o dia 10 de junho como data limite para ingresso na greve nacional dos servidores do Judiciário Federal.

Presença de policiais faz alunos encerrarem protesto no campus da UFF em Niterói

Os alunos que ocupavam a entrada do Campus do Gragoatá, da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, região metropolitana do Rio, desde o dia 28, resolveram terminar o protesto, no início da noite de hoje (2), após a chegada de agentes da Polícia Federal e de policiais militares. Segundo o vice-presidente da Associação de Docentes da UFF (Aduff), Gustavo Gomes, o número de policiais foi desproporcional à quantidade de alunos no local. “Entre policiais da Polícia Militar e da Polícia Federal deveriam ter cerca de 30 ou 40”, disse

No campus, segundo Gustavo Gomes funcionam as faculdades de História, de Serviço Social, de Ciência Política, de Educação e de Economia. O professor da Faculdade de Serviço Social informou que a permanência dos alunos no protesto era uma forma de garantir o pagamento de funcionários terceirizados que estão com os salários atrasados. “Por conta do não pagamento dos funcionários terceirizados, eles estavam com esse protesto ocupando [o campus] como forma de proteção aos funcionários, que não têm estabilidade no emprego e podem ser demitidos se não forem trabalhar, apesar de não receberem o salário regularmente”.

Além do Campus do Gragoatá, na manhã de hoje, por volta das 6h, um grupo de alunos fez uma barreira na entrada do Campus do Valonguinho, onde ocorreu um tumulto quando um professor, que não aderiu à greve, usou um pé de cabra para quebrar a corrente que fechava o portão e impedia a entrada. Discussões foram travadas entre quem queria entrar para as aulas e os que faziam a manifestação. Os alunos que participavam do protesto acusaram o professor de química de depredar o patrimônio público. O professor se defendeu afirmando que tinha direito de entrar e sair do prédio.

Em nota a UFF, informou que a interdição de campus coloca em risco, em alguns casos, anos de dedicação em pesquisas de ponta, além de significar uma clara subtração do direito constitucional de ir e vir, um constrangimento de caráter autoritário à mobilidade de estudantes, professores e pesquisadores e uma apropriação particularizada do espaço público.

“No Valonguinho, foram ameaçadas pesquisas que usam de cultura e biotério; no Gragoatá, o acesso à Coseac foi proibido, colocando em risco um concurso para técnico-administrativos com 14.000 candidatos, o vestibular do Cederj, que possibilita ingresso de milhares de estudantes ao ensino superior e a inscrição da UFF no Sisu 2015”, diz a nota. “Esta ação tem por objetivo recuperar o campus para sua apropriação coletiva, através de regras construídas por toda a toda a comunidade universitária, indistintamente, que é a sua finalidade principal”, completou.

Os grevistas da UFF pedem ainda melhores condições de trabalho e reestruturação do plano de carreira.

 

(Fonte Agência Brasil)