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Presidenta Dilma está reunida com ministros e líderes partidários no Alvorada

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Começou há pouco, no Palácio da Alvorada, a reunião da presidenta Dilma Rousseff com a coordenação política do seu governo para avaliar o cenário político do país. O encontro reúne o grupo de ministros mais próximo da presidenta, além de líderes da base aliada no Congresso, com início marcado para as 19h.

Estão presentes na reunião o vice-presidente Michel Temer, os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil); José Eduardo Cardozo (Justiça); Edinho Silva (Comunicação Social); Jaques Wagner (Defesa); Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia); Ricardo Berzoini (Comunicações); Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência); Antonio Carlos Rodrigues (Transportes); Joaquim Levy (Fazenda); Nelson Barbosa (Planejamento); Eduardo Braga (Minas e Energia); Gilberto Kassab (Cidades); e, Eliseu Padilha (Aviação Civil).

Também participam os líderes do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e do governo no Congresso Nacional, José Pimentel (PT-CE). Normalmente, a presidenta se reúne com a coordenação política do governo às segundas-feiras, mas a reunião foi antecipada para este domingo porque Dilma irá amanhã (10) ao Maranhão, para entregar moradias do programa Minha Casa, Minha Vida.

Ainda amanhã à noite, após retornar do Maranhão, a presidente se reunirá em Brasília com líderes da base aliada do governo no Senado, a exemplo do que ocorreu na semana passada com os líderes na Câmara.

 

 

(Fonte:Agência Brasil)

Carro da atriz Fabiana Karla é atingido por tiros após entrar por engano na favela do Caramujo

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A atriz e humorista Fabiana Karla errou o caminho e foi parar na favela do Caramujo em Niterói. na noite do sábado (08),e o carro em que ela estava foi atingido por tiros.Fabiana, estava voltando para a casa depois do aniversário do ator Mario Neto. De acordo com a ocorrência registrada na 78º Delegacia de Polícia do bairro do Fonseca nenhum ocupante do veículo ficou ferido.

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Celebração do Dia Internacional dos Povos Indígenas reúne 18 etnias no Rio

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Uma centena de indígenas, de 18 etnias brasileiras, passa o dia de hoje (9) no Parque Lage, no bairro do Jardim Botânico, zona sul do Rio, em um evento que comemora o Dia Internacional dos Povos Indígenas, instituído em 1994 pela Organização das Nações Unidas (ONU). Até as 17h, o visitante pode conferir as apresentações de canto e dança, exposição fotográfica, contação de história e mostra de filmes etnográficos, além de fazer pintura corporal e adquirir peças artesanais.

O evento foi aberto às 10h com a apresentação de crianças guaranis de Itaipuaçu, município de Maricá, Região dos Lagos do Rio de Janeiro. O cacique Carlos Tukano, presidente da Associação Indígena Aldeia Maracanã, parceira da Secretaria de Estado de Cultura no evento, explicou que o objetivo é mostrar a cultura rica e viva dos povos indígenas.

“A gente vem justamente para mostrar o lado cultural, o lado didático para as crianças e os adultos que não conhecem o que que é o índio no Brasil, o que é a cultura indígena no Brasil. Muitas vezes, a maior parte da sociedade desconhece a realidade dos povos indígenas”, disse o cacique. Para ele, é preciso haver mais disciplinas nas escolas para mostrar a cultura dos povos indígenas.

De acordo com a gerente de Identidades Culturais da Secretaria de Cultura, Daiane Ramos, no ano passado, o evento atraiu 8 mil pessoas ao Parque Lage, o que deve se repetir hoje. Para ela, é importante marcar também o dia 9 de agosto, além do 19 de abril, como uma data fundamental para celebrar a cultura indígena, em uma comemoração mundial, para levar conhecimento a quem normalmente não tem contato com a riqueza étnica brasileira.

“A ideia é sempre difundir, colocar [a cultura indígena] em espaços de visibilidade como este. A população que não conhece as aldeias não tem a percepção de que a cultura indígena não se encerrou, que ela continua viva, vibrante e continua acontecendo dia após dia. Quando se tem acesso a uma coisa que se imagina no passado, mas que, na verdade, está presente do seu lado, tem um canto e uma dança super vivos, isso cria laços, cria vínculos e gera respeito”, afirmou Daiane.

Frequentador do Parque Lage, o treinador de cavalos de corrida Túlio Penelas, soube com antecedência do evento e resolveu levar o filho de 3 anos para conhecer de perto um pouco da cultura indígena. “Durante a semana, vim e sabia que ia acontecer. Meu filho achava que não existia índio mais. Então, eu disse que existe, sim, e trouxe ele para conhecer. Essa terra aqui era deles, então é importante as crianças conhecerem a cultura indígena.”

Rádio transmite festa online

O Dia Internacional dos Povos Indígenas também ganhou programação especial da Rádio Yandê, que está transmitindo do local. Colocada no ar há dois anos, depois de três anos de planejamento, a Yandê é transmitida pela internet e alcança cerca de 150 mil ouvintes atualmente. Formado em marketing e gestão, o radialista Anápuáka Muniz Tupinambá Ha-ha-hãe, um dos coordenadores da rádio online, explica que o objetivo do veículo é criar mecanismos alternativos de comunicação para os povos indígenas.

“Com amigos e parceiros, desenvolvemos um conceito chamado etnomídia indígena, que é o respeito à cultura indígena, com a apropriação da melhor ferramenta e com total flexibilidade. Então, o que funciona para o povo Tupinambá não funciona para um Kaingang – cada um se apropria da melhor ferramenta como a sua própria cultura e, como ela é diversa, a ferramenta também é diversa, como é a cultura”, explicou o radialista.

Segundo Anápuáka, a Yandê tem parceria com indígenas das Américas Latina e Central, dos Estados Unidos e do Canadá. “Temos um diálogo de troca de conteúdos. Eles enviam para nós e nós traduzimos em inglês e espanhol e enviamos para eles.” O conteúdo é produzido pelos três coordenadores, pelas aldeias e também por parceiros.

“A programação é diversa, mas chega a 18 horas de música diária, funciona 24 horas online”, informou Anápuáka. Ele disse que o trabalho chega a todos os cantos do Brasil e do mundo, graças à tecnologia de que disponibilizamos também aplicativo para os sistemas iOS, Android e Windows.

“A gente consegue trabalhar com tecnologia de download de 32k. Então, qualquer smartphone com uma baixa conexão consegue ouvir nossa rádio em qualquer parte do mundo. Um chip pré-pago consegue dar conexão para que se ouça a rádio no celular. Como hoje no país nós temos muito mais celulares conectados do que PCs e notebooks, pensamos nessa questão três anos atrás como conceito de apropriação. Hoje a gente ocupa todo o território nacional. Não tem estado e não tem etnia hoje no país que, em algum momento, não tenha ouvido a Rádio Yandê”.

A sede da Rádio Yandê (http://radioyande.com/) fica na Associação Indígena Aldeia Maracanã, no Estácio, zona norte do Rio. Além de Anápuáka, trabalham diretamente no projeto a jornalista Renata Tupinambá e o publicitário Denilson Baniwa, além de correspondentes em Brasília, Mato Grosso do Sul e São Paulo e 27 colaboradores no Brasil inteiro que enviam conteúdos.

 

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Traficante Playboy morreu após ser baleado pela policia

O traficante Celso Pinheiro Pimenta, conhecido como Playboy, morreu neste sábado (8), após ser baleado em uma operação no Morro da Pedreira, na Zona Norte.

Condenado a 15 anos e 8 meses de reclusão por tráfico, roubo e homicídio qualificado, Playboy era foragido do Sistema Penitenciário. Ele tinha recompensa oferecida por sua captura, pelo Disque Denúncia, de R$ 50 mil.

A informação de que o Playboy iria se encontrar com um pai de santo neste sábado (8) foi essencial para que policiais federais levantassem a localização do bandido, a Polícia descobriu que ele estaria na comunidade para o encontro, e monitorou três endereços onde ele poderia estar escondido.o bandido levou um tiro no peito e outro na perna. Segundo a polícia, ele reagiu após ser encontrado na casa da namorada, no Morro da Pedreira, Zona Norte do Rio, por uma equipe da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

A ação Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal contou com 80 policiais, carros blindados, um helicóptero e o apoio de policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil e da inteligência da PM do Rio, Playboy tentou fugir após a chegada dos policiais, mas ele acabou morto após um segundo confronto. Ele chegou a ser levado para o Hospital Geral de Bonsucesso, no Subúrbio.

O criminoso era um dos chefes do Morro da Pedreira, e o último remanescente da quadrilha de Pedro Machado Lomba Neto, o Pedro Dom, que durante anos aterrorizou moradores do Rio de Janeiro, invadindo residências para assaltar, segundo o Disque Denúncia.

Pedro Dom, um jovem de classe média que mergulhou no crime, foi morto pela polícia na Lagoa, Zona Sul, em 2005. Playboy atuava também na comunidade da Lagartixa, em Costa Barros, na Zona Norte.

Ainda segundo o Disque Denúncia, Playboy teria comandado o grupo de cerca de 50 criminosos de uma facção criminosa, que saíram do Caju para tomar o comando do tráfico de drogas das Vilas do João e Pinheiros, no Complexo da Maré, Zona Norte, dominadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP).

 

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PM é afastado após chutar gato

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Um cabo da Polícia Militar foi afastado após ser flagrado chutando um gato durante uma operação em um loteamento clandestino em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo.

A ação aconteceu na quarta-feira (5) e foi flagrada pelo fotógrafo Reginaldo Pupo, que acompanhava a desocupação e demolição dos barracos erguidos irregularmente na Área de Proteção Ambiental (APA) Baleia Sahy.

“O policial estava acompanhado de outros cinco quando o gato começou entrelaçar em suas pernas. Ele ficou irritado e chutou o animal”, disse Pupo.

De iniciativa da Prefeitura de São Sebastião, a operação contou com reforço de cerca de 20 policiais do 20º Batalhão da PM no litoral norte. A identidade do cabo não foi revelada pela polícia.

De acordo com o capitão Samir Tobias Alvarez, ele foi afastado e uma sindicância foi aberta para avaliar a conduta do cabo.

“O policial foi afastado logo que tivemos conhecimento dos fatos e está passando por avaliação psicológica. A ação não condiz com os ensinamentos da Polícia Militar, já que pode se tratar de um crime ambiental de maus tratos a animas, mas ainda estamos averiguando o caso”, disse o capitão.

A sindicância tem prazo de 30 dias. Se constatado a infração, o policial poderá ser punido ou até exonerado do cargo. A lei de crimes ambientais de maus tratos prevê detenção de três meses a um ano e multa.

Preso suspeito de praticar roubos na Linha Vermelha

Policiais do Batalhão de Polícia em Vias Especiais – BPVE em patrulhamento na Linha Vermelha, sentido Centro, na manhã desta sexta-feira, 07/08, foi alertada por motoristas que criminosos estavam praticando roubos  a veículos próximo a Comunidade da Prainha, Caxias. A guarnição avistou os bandidos que atiraram contra os policiais.  Os PMs conseguiram prender um assaltante com uma pistola cal 9 mm, um carregador contendo 09 munições e recuperar o carro roubado.

A ocorrência foi encaminhada à 59ª DP (Duque de Caxias).

Romário processa revista Veja por difamação e quer R$ 75 milhões

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Acusado de ter uma suposta conta não declarada na Suíça, o ex-jogador Romário, e atual senador (PSB-RJ), voltou a se defender da publicação feita pela revista ‘Veja’. Na noite de quarta-feira (5), o divulgou nas redes sociais uma carta do banco suíço BSI para reiterar que não é dono do saldo de R$ 7,5 milhões que a publicação alegou ser dele. Já nesta quinta, ele revelou que processou a revista, pedindo R$ 75 milhões de indenização por danos morais e direito de resposta.

“O processo continua! Estou pedindo na justiça R$ 75 milhões por danos morais e direito de resposta na edição impressa da revista”, escreveu em sua conta no Twitter.

“Pra encerrar o assunto, agradeço a todos que me apoiaram nesse episódio da revista e que confiaram na minha resposta desde o começo”, completou.

Revista Veja pede desculpas a Romário por divulgar noticias falsas veja reportagem na integra

VEJA reconhece erro e pede desculpas a Romário

Em seu perfil no Instagram e em sua página na internet, o senador Romário de Souza Faria publicou a informação de que recebeu do banco suíço BSI um documento enviado por aquela instituição financeira às autoridades daquele país. “Nós estabelecemos como certo que este extrato bancário é falso e que o Sr. Romário de Souza Faria não é o titular desta conta em nosso banco na Suíça.”

O extrato em questão foi publicado há duas semanas por VEJA como prova de que Romário era titular de uma conta bancária na Suíça com saldo equivalente a 7,5 milhões de reais. O comunicado do BSI não deixa dúvida sobre as adulterações no documento e pede às autoridades que investiguem a autoria da falsificação.

Por ter publicado um documento falso como sendo verdadeiro, VEJA pede desculpas ao senador Romário e aos seus leitores. Esse pedido de desculpas não veio antes porque até a tarde desta quarta-feira ainda pairavam perguntas sem respostas sobre a real natureza do extrato, de cuja genuinidade VEJA não tinha razões para suspeitar.

A nota do BSI dissipou todas as questões a respeito do extrato. Ele é falso.

A investigação desse episódio, no entanto, continuará sendo feita por VEJA.

Estamos revisando passo a passo o processo que, sem nenhuma má fé, resultou na publicação do extrato falso nas páginas da revista, evento singular que nos entristece e está merecendo toda atenção e cuidado para que nunca mais se repita.

Publicação da Revista Veja que gerou processo

Romário tem conta milionária na Suíça – e não a declarou ao Fisco

Quem o vê na tribuna do Senado, fustigando os cartolas do futebol com acusações de irregularidades e à frente de uma CPI sobre falcatruas na Confederação Brasileira de Futebol, se impressiona: Romário de Souza Faria, 49 anos, ídolo da seleção, firma-se cada vez mais na política com um vigoroso discurso em defesa da ética e da lisura. A postura, apimentada por seus comentários afiados, é tão bem-sucedida entre os eleitores que o levou a ganhar com folga a disputa pelo Senado no Rio de Janeiro, na eleição do ano passado, e o coloca agora no topo das pesquisas sobre os mais cotados para a prefeitura do Rio em 2016. Tamanha popularidade acaba por deixar na sombra uma flagrante incongruência entre o Romário senador e o Romário cidadão: na vida pessoal, o ex-jogador é notório por suas pendências financeiras. Uma delas está nas mãos do Ministério Público Federal: um extrato de uma conta bancária em nome de Romário no banco suíço BSI, com sede em Lugano, no valor de 2,1 milhões de francos suíços, o equivalente a 7,5 milhões de reais. A pequena fortuna não aparece na declaração oficial de bens encaminhada por Romário à Justiça Eleitoral em 2014. Romário disse a VEJA que nunca ouviu falar da conta: “Até agradeço por me informarem. Se for dinheiro meu, vou buscar”.

No extrato consta um crédito de rendimentos em aplicações no período de um ano a partir de 31 de dezembro de 2013, o que fez elevar o saldo aos mais de 7 milhões de reais atuais. A data do documento é 30 de junho de 2015. Ter dinheiro no exterior não é proibido. No caso de Romário, isso não necessariamente levanta suspeitas sobre sua origem, pois ele jogou em grandes clubes europeus, recebendo em moeda forte. “Abri contas na Holanda e na Espanha e, para ser sincero, não sei se fechei. Mas nunca mais movimentei”, diz Romário. Brasileiros com conta em bancos estrangeiros e saldo acima do equivalente a 100 000 dólares devem informar à Receita Federal, que cobrará o imposto devido. Em 1997, quando jogava no Valencia, da Espanha, Romário foi autuado pelo Fisco por ter aberto empresas nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal, e para lá transferido aplicações e propriedades. O objetivo era escapar dos impostos. Só o valor que consta no extrato do BSI em nome de Romário supera em quase seis vezes o patrimônio total declarado por ele à Receita Federal, como é exigido de candidatos a cargos eletivos. Romário informou à Receita que seu patrimônio total era de 1,3 milhão de reais, entre imóveis, terrenos, cotas de empresas e aplicações financeiras.

A conta não declarada na Suíça passa a ocupar o topo da lista de enroscos financeiros de Romário em tempos recentes. Quando se examina o comportamento dele nessa área, não naquela em que reinou, fica evidente que o Baixinho é mau pagador. A lista de faturas em aberto no Rio de Janeiro vai de condomínios a pensão de filhos, passando pelo Fisco e pelo INSS. Só em impostos federais, Romário acumula pendências em torno de 2 milhões de reais. O senador já foi citado em 28 processos por dívidas e chegou a ser condenado em várias instâncias por sonegação fiscal. Parte dos processos subiu ao Supremo Tribunal Federal. O craque estava a um passo de ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa e só escapou por ter, finalmente, desembolsado 1,4 milhão de reais, renegociando o restante.

Irmão de José Dirceu confirma que recebeu propina de R$ 30 mil por mês

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O juiz Sérgio Moro decidiu manter preso por mais cinco dias o irmão de José Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, e o assessor do ex-ministro, Roberto Marques, conhecido como Bob. Também teve o pedido de prisão temporária prorrogado nesta sexta-feira Pablo Kipersmit, dono do grupo Consist, empresa que pagou cerca de R$ 15 milhões para a Jamp, do operador Milton Pascowitch. Em depoimento a policiais federais, o irmão de Dirceu afirmou que recebeu uma espécie de mesada de R$ 30 mil de Pascowitch entre 2012 e 2013. Ao perguntar a Pascowitch do que se tratavam os repasses, ouviu que eram para “despesas variadas” e que a pendência seria “resolvida posteriormente”. Luiz Eduardo disse que pediu para os repasses pararem depois que Dirceu foi preso. Ainda em seu depoimento, Luiz Eduardo declarou que a JD Assessoria, empresa de Dirceu, prestou serviços de consultoria para grandes empresas, mas que essas consultorias nunca envolveram estatais. Na avaliação da Polícia Federal, “há muito ainda a ser aprofundado e apurado” com relação às contas da JD. Luiz Eduardo afirmou, em depoimento à PF, que apenas administrava a JD Assessoria, cabendo a Dirceu prestar as consultorias. Além de confirmar o recebimento de repasses de Pascowitch, Luiz Eduardo relatou que o ex-ministro usou um avião do delator Júlio Camargo, sem especificar como era o acerto entre eles. Também disse que Dirceu usava um carro registrado em nome da Hope, que oferecia mão de obra terceirizada para a Petrobras e é apontada como principal fonte de propinas ao ex-ministro.O irmão de Dirceu disse, ainda, que após a prisão do ex-ministro, condenado no mensalão, pediu ajuda a OAS para cobrir as contas. O repasse teria sido feito por meio da empresa Doppio, de um ex-assessor de Dirceu. Foram feitos dois depósitos, no fim de 2013, de R$ 100 mil no total. A PF apreendeu diversas anotações e emails. Há nomes de várias empreiteiras do cartel, como Odebrecht, OAS e UTC, projetos no Brasil e no exterior e citações, ainda não decifradas pelos investigadores, como “depósito avião (Lula)” e “Sig – Jantar (ou pautar) Sumaré com o Ministro DTófoli – Tito”. Ao responder sobre essa anotação, Luiz Eduardo contou que foi procurado pelo ex-deputado Sigmaringa Seixas (PSOL-RJ) para intermediar um encontro com o atual ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli. Também mantido preso até 12 de agosto, Bob afirmou à PF que recebeu cinco pagamentos de R$ 30 mil da JD Consultoria em 2011. Bob contou aos agentes federais que procurou pediu “ajuda financeira” a Dirceu porque seus pais estavam doentes. Ele afirmou que combinou o valor com Dirceu e Luiz Eduardo e que ficou acertado que iria buscá-lo na sede da JD Assessoria, sempre guardado em um envelope. Outro investigado que ficará mais cinco dias em Curitiba, Pablo Kipersmit declarou que a Jamp prestou, de fato, consultoria para a Consist. Segundo ele, o contrato previa pagamentos mensais de R$ 300 mil e foi assinado com o irmão de Pascowitch, José Adolfo, que também é delator da Operação Lava-Jato. Embora seja de 2014, o contrato previa pagamentos retroativos a 2011. Pascowtich havia dito, em delação premiada, que esse acordo era falso. O empresário negou que a Consist tenha pagado propina. A Justiça Federal liberou ontem outros dois integrantes do grupo de Dirceu: Olavo Moura Filho, irmão do empresário Fernando Moura, e o ex-sócio de Dirceu Júlio Cesar dos Santos. Em depoimento, Julio admitiu que dois imóveis de Dirceu estavam no nome de sua empresa, a TGS. Julio disse que não passou os imóveis para o nome do ex-ministro por ter “uma relação de confiança” com ele. Para Moro, houve ocultação de bens. Julio, que se apresenta como corretor de imóveis e vendedor de Herba Life, tem intensa troca de emails em que fala sobre compra de imóveis, incluindo uma fazenda no Mato Grosso do Sul avaliada em R$ 7 milhões. Em algumas dessas mensagens, que estão sendo analisadas pela PF, Dirceu está copiado. Embora tenha figurado como sócio da JD, ele nega ter participado dos negócios do ex-ministro. Olavo confirmou que recebeu pagamentos de Pascowitch, a pedido do seu irmão gêmeo Fernando Moura. Segundo ele, viajou com Pascowitch algumas vezes para visitar cassinos, uma vez que jogavam “tranca” juntos. Também admitiu que pediu a Fernando que falasse com Dirceu para que o ex-ministro usasse sua “influência política” para ajudar a Hope. Ele disse que Fernando não levou o pedido adiante.


Cachês de cantores sertanejos chegam a R$500 mil

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De acordo com o jornal Extra o cachê da dupla Jorge e Mateus e de R$500 mil por show. Os músicos aparecem no topo da lista divulgada por jornal ,de maiores cachês do sertanejo. Além deles, o ranking conta com nomes como Luan Santana, Paula Fernandes e Zezé Di Camargo e Luciano. Confira:

  1. R$500 mil: Há um ano no topo da lista de maiores cachês da música sertaneja, a dupla Jorge e Mateus recebe R$500 mil por show. Até o fim de agosto eles têm 17 shows agendados.
  2. R$350 mil:  Fernando e Sorocaba ocupa o segundo lugar da lista.
  3. R$300 mil: Com apenas 24 anos, Luan Santana já figura a lista de mais bem pagos do sertanejo. Ele recebe R$300 mil por show. Segundo a revista Forbes, o cantor a nona celebridade brasileira mais seguida nas redes sociais.
  4. R$250 mil: Vários sertanejos ‘empatam’ quando o assunto é cachê. Representantes da nova safra do ritmo, Paula Fernandes e Gusttavo Lima recebem o mesmo que os veteranos Chitãozinho e Xororó e Zezé Di Camargo e Luciano.
  5. R$200 mil: Michel Teló, Victor e Léo e Daniel recebem cerca de R$200 mil por show, mas esse valor pode variar por apresentação.
  6. R$180 mil: Aos 24 anos, Lucas Lucco recebe R$180 mil por show.
  7. R$150 mil: As duplas Henrique e Juliano e Marcos e Belutti recebem R$150 mil por apresentação.

Perereca peçonhenta envenena cientista

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O pesquisador do Instituto Butantan Carlos Jared estava coletando pererecas na caatinga do Rio Grande do Norte quando começou a sentir uma dor insuportável em todo o braço. A espécie que estava coletando era a Corythomantis greeningi, que faz parte de um grupo conhecido como pererecas-de-capacete. Só anos depois é que veio a conclusão de que aquela era uma espécie peçonhenta, algo inédito entre as pererecas. A descoberta foi publicada na revista “Current Biology” nesta quinta-feira (6). Jared explica que muitas outras pererecas, sapos e rãs têm glândulas que produzem veneno. Quando um predador morde um desses bichos, a pressão da mordida faz a glândula ejetar esse veneno. Trata-se de uma defesa passiva, já que o próprio animal não tem controle sobre esse mecanismo. Quem aciona o veneno é o agressor. Já a espécie que fez o braço do cientista latejar de dor durante cerca de cinco horas apresenta um mecanismo de defesa que é um misto entre passivo e ativo. Isso porque sua cabeça tem espinhos que passam por dentro das glândulas de veneno, que é injetado em um possível agressor em situações de perigo. A perereca é capaz de fazer movimentos com a cabeça de modo que, encostando em outro animal, o veneno é injetado com a ajuda dos espinhos. Ou seja, essa perereca tem um mecanismo capaz de inocular ativamente o veneno no agressor, por isso pode ser considerada peçonhenta (assim como algumas espécies de cobras, escorpiões ou aranhas). Posteriormente, um mecanismo igual a esse foi identificado em uma segunda espécie de perereca-de-capacete, desta vez na Mata Atlântica. A espécie, chamada Aparasphenodon brunoi, tem um veneno 25 vezes mais potentes do que o da Corythomantis greeningi.

Cálculos feitos pelos pesquisadores sugerem que um grama da toxina dessa perereca seria suficiente para matar mais de 300 mil camundongos ou 80 seres humanos. Apesar de produzir esse veneno altamente mortífero, não há motivo para temer os bichos, já que eles só “atacariam” alguém que se portasse como um predador. “A possibilidade de acontecer um acidente com pessoas é remotíssima. Apesar de ser extremamente peçonhento, não há nenhuma implicação em saúde pública”, diz Jared, que é diretor do Laboratório de Biologia Celular do Instituto Butantan. Ele destaca o duplo papel da cabeça das pererecas-de-capacete. Com a pele totalmente calcificada, a cabeça dura desses bichos, além de envenenar os inimigos, é usada como tampa em situação em que o animal se esconde em um buraco e o “tampa” com a própria cabeça para se proteger. A pesquisa foi feita em uma colaboração entre o Instituto Butantan, a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade do Estado do Utah, dos Estados Unidos.