O projeto de Lei 591/21, que viabiliza a privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, teve sua urgência aprovada nesta terça-feira (20), com 280 votos favoráveis e 165 contrários. A matéria autoriza a exploração dos serviços postais pela iniciativa privada. A ECT é uma empresa pública com 100% de participação da União.
Pela proposta, a União manterá para si as encomendas simples, cartas e telegramas, classificadas de serviço postal universal.
De acordo com o presidente da estatal, Guilherme Campos, uma das causas da falta de caixa da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos , foram as antecipações de dividendos, feitas entre 2007 e 2013, da ordem de R$ 6 bilhões. Como estatal, os Correios devem repassar parte do seu lucro para o Tesouro Nacional, o que, segundo Campos, foi feito“sem dinheiro disponível para tantas retiradas”. A empresa chegou a pedir um aporte de capital de R$ 840 milhões, que foi negado pelo Tesouro Nacional.
Resumo dos lucros dos Correios
O comando dos Correios anunciou que o balanço da empresa indica lucro de R$ 667 milhões em 2017. Foi o primeiro resultado positivo desde 2013. Em 2016, houve prejuízo de R$ 1,48 bilhão e, anteriormente, em 2015, o resultado negativo atingiu R$ 2,12 bilhões.
Os números foram apresentados pelo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, e presidente dos Correios, Carlos Fortner, que comemoraram os esforços pela recuperação gradativa da empresa. O balanço foi aprovado pelo Conselho Fiscal dos Correios e será submetido nesta quinta-feira (10) à deliberação do Conselho de Administração da empresa.
Os Correios registraram lucro líquido de R$ 102,1 milhões em 2019, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (17) no Diário Oficial da União. O resultado ficou 36% abaixo do lucro de R$ 161 milhões obtido em 2018.
Trata-se do 3º ano seguido de resultados no azul após 4 anos de prejuízos.
Segundo o balanço, com o lucro obtido em 2019, o prejuízo acumulado da estatal foi reduzido para R$ 2,412 bilhões.
Já o Ebitida, que representa o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização, foi de R$ 675 milhões no ano passado.
A receita líquida da estatal avançou 0,99%, somando R$ 18,3 bilhões.
Entre os destaque positivos no ano, o balanço cita o avanço de 7,82% na receita do segmento de encomendas e de 40,83% no segmento internacional. “Isso representa, respectivamente, incremento de R$ 660 milhões e 267 milhões em relação a 2018, apesar da diminuição de R$ 413 milhões na receita de mensagem e de R$ 162 milhões em logística”, informou os Correios.
Os Correios está na lista de estatais que o governo do presidente Jair Bolsonaro pretende privatizar, mas que depende e alteração legislativa e até mesmo mudança na Constituição, uma vez que a empresa detêm por lei o monopólio da prestação do serviço postal no país.