Um cabo da Polícia Militar, lotado no 12º BPM (Niterói), foi preso em flagrante por agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG), suspeito de ter efetuado o disparo que causou a morte da pequena Ana Clara, de 5 anos. Ana Clara Machado, de 5 anos, morreu nessa terça-feira, em Niterói.A criança foi baleada durante uma operação de militares do Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) Largo da Batalha, na manhã desta terça-feira, no Monan Pequeno, em Niterói, Região Metropolitana do Rio.
“Ele não confessou o disparo, mas a declaração dele é contraditória. O relato das demais testemunhas e a perícia técnica mostram isso”, declarou o delegado Bruno Cleuder, titular da especializada e responsável pelo caso.
O militar foi preso em flagrante por homicídio doloso, com dolo eventual.
O comando do 12º BPM também instaurou um procedimento apuratório interno para apurar a conduta dos PMs durante a operação. As armas dos policiais já haviam sido recolhidas pela unidade militar e entregues à DH para realização de perícia.
Ana Clara, de apenas 5 anos, foi baleada com um tiro no ombro esquerdo, chegou a ser socorrida, mas não resistiu e faleceu minutos depois. A mãe da menina, Cristiane Gomes, também esteve presente durante a perícia. Bastante abalada e em choque, a mãe da pequena Ana Clara ainda não conseguiu processar a perda da filha.
De acordo com a equipe do 12º BPM (Niterói), eles estavam fazendo um patrulhamento de rotina quando foram atacados por criminosos armados. O porta-voz da PM, Major Ivan Blaz, afirmou que a ação foi “um ataque gratuito sofrido em plena via pública”. Ainda de acordo com Blaz, após o confronto, policiais foram surpreendidos quando viram a menina no chão.
A ocorrência está em andamento na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo. Na tarde desta terça, o delegado titular da DHNISG, Bruno Cleuder, também disse que equipes de plantão do Grupo Especializado em Local em Crime (GELC) estiveram no local.
Através da assessoria de imprensa, a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, por meio da Subsecretaria de Vitimados, informa que ofereceu atendimento social e psicológico para a família de Ana Clara Machado .
“A equipe psicossocial conversou com a família da vítima essa tarde e vai acompanhar o caso”, informou através de nota.
De acordo com a plataforma Fogo Cruzado, somente neste ano quatro crianças foram vítimas de bala perdida na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A primeira vítima foi Alice, de 6 anos, morta por uma bala perdida enquanto via a queima de fogos na varanda de casa, no Morro do Turano, no Rio Comprido.