Indicação do pastor Marco Feliciano para Comissão de Direitos Humanos gera polêmica e protestos

 

Está marcada para esta quarta-feira (6) a eleição do novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara. A indicação do deputado e pastor Marco Feliciano provocou polêmica e protestos.

Ele foi indicado pelo critério de distribuição entre os partidos. O dele, o Partido Social Cristão (PSC), ficou com a presidência da comissão, que escolheu Marco Feliciano para presidir a CDHM.

Para assumir o cargo, o deputado ainda tem que ser eleito pelos atuais integrantes da comissão. A votação será nesta quarta-feira. Mas na terça-feira,  em sua página oficial, ele já se apresentou como presidente da comissão .

Em entrevista, Feliciano negou ser racista e homofóbico e se comparou a Martin Luther King, pastor norte-americano e defensor de direitos humanos. Marcos Feliciano protagonizou polêmica, em 2011, ao dar declarações sobre negros e homossexuais, provocou reações adversas de usuários do Twitter depois de afirmar na rede que africanos descendem de um ancestral amaldiçoado por Noé e que sobre o continente africano repousa a “maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, aids (sic)”.

“Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é polêmica. Não sejam irresponsáveis twitters rsss”, diz a mensagem postada no perfil do deputado Marco Feliciano .

Na sequência, Feliciano afirma: “sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids. Fome…”

A eleição para a presidência da Comissão está prevista para ocorrer hoje. Petistas e o PSOL começaram a se mobilizar para tentar impedir a eleição de Feliciano. “Vamos fazer uma guerra”, prometeu o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).

Para ser eleito presidente, o pastor Marco Feliciano precisa de 10 dos 18 votos dos parlamentares que integram a comissão.

 

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