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Policial Civil invade Secretaria de Educação e mata servidora

Um homem armado invadiu um dos prédios da Secretaria de Educação, na 511 Norte, em Brasília, na manhã desta segunda-feira, e atirou contra uma servidora, antes de tirar a própria vida. A vítima também morreu após não resistir aos ferimentos.
O acusado é o agente de Polícia Civil do DF Sérgio Murilo dos Santos, 51. Ele se identificou na portaria, entrou no prédio e, em seguida, o casal começou a discutir. O homem deu um tiro no rosto da vítima e depois se matou com um disparo na boca.
O crime aconteceu na Sede II da Secretaria de Educação e a servidora trabalhava na Subsecretaria de Gestão de Pessoas. A Polícia Civil foi acionada, assim como a Militar, o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A informação foi confirmada pelo secretário de Educação do Distrito Federal, Rafael Parente. Por meio do Twitter, o chefe da pasta informou que cancelou a agenda de compromissos e seguiu para o local. “Todas as atividades do prédio da 511 estão suspensas, obviamente”, também escreveu ele.
De acordo com as informações preliminares, a vítima se chamava Debora Tereza Correia e tinha 43 anos. O atirador, ainda segundo tais informações, era ex-marido da servidora assassinada.
Essa já é a segunda vez no ano que o local é invadido por homens armados. Em março, o local foi invadido por um professor, que levava consigo um facão e uma besta.
Sérgio e Débora tiveram um relacionamento. Mas, segundo o delegado delegado Laércio Rosseto, chefe da 2ª DP (Asa Norte), o policial estava casado com outra pessoa. Conforme levantamento feito pelo Metrópoles, ele foi condenado em novembro do ano passado pela Lei da Maria da Penha.

 

A informação sobre o crime foi confirmada pelo secretário de Educação, Rafael Parente. Por meio do Twitter, o chefe da pasta informou que cancelou a agenda de compromisso e seguiu para o local. Todas as atividades do prédio da Asa Norte foram suspensas.

Houve um homicídio agora na nova Sede II, na 511 norte. Estou a caminho. A Caravana da Educação da Regional do Núcleo Bandeirante está suspensa. O primeiro relato é de que um homem matou a esposa e se suicidou.

O Corpo de Bombeiros disse ter sido acionado, mas quando chegou ao local as duas pessoas estavam sem vida. A vítima é servidora da Subsecretaria de Gestão de Pessoas, na diretoria de cadastro da pasta. De acordo com testemunhas, foram feitos pelo menos quatro disparos.
O crime ocorreu no terceiro andar do prédio. Houve pânico e correria no momento em que o policial fez os disparos. “Eles discutiram no corredor em frente à sala dela, momento que ela se agachou e ele atirou na professora”, ressaltou o secretário Rafael Parente.
Uma testemunha que não quis de identificar disse que estava no 2º andar do prédio quando ouviu o barulho dos tiros. “A cena era de terror. Ninguém sabia o que havia ocorrido. Houve muita gritaria e pessoas passaram mal. Estamos aqui há uma semana. Uma tragédia”, afirmou.
Os servidores estão muito abalados. Muitos passaram mal e tiveram de ser atendidos pelos Bombeiros. “Confirmado que foi um caso de feminicídio. O assassino foi namorado da professora. Faremos tudo para amparar a família e os colegas. Todos terão apoio psicológico”, assinalou o secretário.

“Eu trabalhava com ela (Débora) e estou chocada. Não sabíamos muito da vida pessoal dela, mas acreditamos que estava separada”, disse outra pessoa que trabalha no mesmo prédio. Débora era servidora da Secretaria de Educação Débora desde 2001. Trabalhou como professora, mas no momento não estava em sala de aula.

De acordo com o delegado Rosseto, os disparos foram feitos de uma arma calibre .40. “Já haviam outras ocorrências registradas da vítima contra o autor, mas não temos conhecimento se havia medida protetiva”, destacou o investigador.
A polícia faz varredura no prédio para ver se imagens do circuito de câmeras de segurança flagraram o criminoso entrando no edifício e cometendo o crime. O caso será entregue à Corregedoria da PCDF.
Há, segundo o delegado, pelo menos duas ocorrências contra Sérgio. Uma registrada em 2017, outra em 2018, por ameaça e perturbação da tranquilidade. Uma delas feita na Delegacia de Mulher (Deam).

“Estamos muito tristes. A nossa nova sede foi inaugurada há uma semana. Estou em choque com a situação. Na primeira semana, ocorre esse assassinato. Agora queremos trabalhar para que as pessoas se sintam seguras aqui. Para que isso não continue acontecendo nos órgãos”, assinalou outra testemunha.
Em nota, a PCDF confirmou o envolvimento de um servidor da corporação no feminicídio seguido de suicídio. “A instituição lamenta profundamente o episódio. As circunstâncias estão sendo apuradas e, posteriormente, traremos mais detalhes”, destacou.
Em agenda pública nesta segunda, o governador Ibaneis Rocha (MDB) assumiu o compromisso de lançar uma campanha de conscientização para combater a violência contra a mulher. Segundo o emedebista, as vítimas de agressões e ameaças, familiares e amigos precisam denunciar os agressores com mais velocidade para as autoridades.

Secretaria de Educação do Distrito Federal
6 h

NOTA DE PESAR

A Secretaria de Educação do Distrito Federal lamenta profundamente a morte da servidora Débora Tereza Correia, da Subsecretaria de Gestão de Pessoas (Sugep), assassinada na manhã desta segunda-feira (20) nas dependências da unidade da SEEDF da 511 Norte. Débora atuava na Rede Distrital de Educação desde 2001

Neste momento de dor, a SEEDF se solidariza com a família, os amigos e os colegas da servidora. A pasta está à disposição para contribuir na investigação do caso

Rafael Parente
Secretário de Educação do DF