Dois homens foram presos, nesta sexta-feira, no município Feira Grande, em Alagoas, por terem assassinado o patrão, na casa onde moravam, no Centro do Rio. A ação foi realizada pela Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) com o apoio da 4ª Delegacia Regional de Arapiraca.
Jailson Pereira de Oliveira foi morto pelos funcionários Paulo Ricardo da Silva e José Marcos Lemos da Silva, após desconfiar que vinha sendo roubado por eles. O crime aconteceu no dia 27 março, mas o desaparecimento só foi registrado no dia 17 de abril.
Os familiares acreditaram que a vítima havia viajado, mas depois de muitos dias sem fazer movimentações bancárias, que costumava realizar diariamente, procuraram a polícia. De acordo com a delegada responsável pelo caso, Ellen Souto, o corpo da vítima já havia sido encontrado carbonizado, na Estrada do Camboatá.
“Nós já tínhamos um cadáver não identificado, totalmente carbonizado. Então, houve uma força-tarefa pela antropologia forense do IML, para identificar esse cadáver e conseguirmos o quanto antes a prisão deles. Eles estavam sendo monitorados e levantamos que eles embarcaram na rodoviária para Maceió”, explicou delegada.
A dupla foi capturada na localidade conhecida como Sítio Cedro, área rural da cidade. Um terceiro envolvido no crime, identificado como Rikael Santos, continua sendo procurado pela especializada.
O empresário Jailson Pereira de Oliveira foi assassinado quando descobriu que funcionários desviavam dinheiro e mercadorias de suas lojas e que Paulo Ricardo, gerente de uma delas, teria comprado um carro e um terreno em Alagoas.
Após dias de seu desaparecimento, o irmão do empresário esteve em sua casa para procurar vestígios de crime, mas não encontrou nada. Ele retornou com a filha do comerciante, que pegou documentos e três caixas de jóias no local. Ela também teria sugerido limpeza e reforma na residência, caso o pai não voltasse a aparecer. O último
contato dela com ele teria acontecido um dia antes do crime, mas o empresário não teria recebido sua mensagem.
No mesmo período, Paulo e José Marcos deixaram de trabalhar nas lojas e voltaram para Alagoas. Um amigo de Jailson descobriu como o crime havia acontecido e entrou contato com seu irmão. Segundo ele, o empresário demitiu Paulo Ricardo após a descoberta do desfalque. Quando chegaram a casa onde todos moravam, a vítima mandou Paulo e Rikael, o Negão, irem embora. Ricardo então deu uma gravata em Jailson, que foi esfaqueado por Rikael.
José Marcos, o Marquinhos, teria pedido para os dois pararem, mas acabou se envolvendo no crime. Ele embrulhou o corpo em lençol e levou para o veículo que estava estacionado na rua. Eles chegaram a usar outro carro para o transporte do corpo. Marquinhos e Negão seguiram em um automóvel e Paulo em outro. O trio fez uma parada em um posto de combustíveis, em Madureira, onde compraram gasolina e um isqueiro. Em seguida, eles atearam fogo no carro onde estava o corpo.
Marquinhos e Paulo fugiram para São Paulo, mas retornaram ao Rio para pegar pertences de Jaílson. Eles chegaram a abrir a loja e vender R$8 mil em produtos. Depois, eles viajaram para Alagoas. Por meio de monitoramento das delegacias de Descoberta de Paradeiros e a de Arapiraca, os agentes chegaram aos autores do crime. Entretanto, Riakeal está foragido.
Publicado em 4 de maio de 2019 às 3:56