Forças Armadas destroe trincheiras do tráfico na Cidade de Deus

O setor de Engenharia do Comando Conjunto das Forças Armadas realizou hoje (31), na comunidade da Cidade de Deus, zona oeste do Rio, a desobstrução de ruas e a destruição de abrigos utilizados por criminosos para a realização de disparos de fuzis e pistolas contra as forças de segurança do Estado em apoio a uma operação do Comando de Operações Especiais da Polícia Militar.

É o segundo dia seguido que moradores da Cidade de Deus têm sua rotina prejudicada pela violência na comunidade. Os postos de saúde e as escolas públicas da região não abriram, por medida de segurança.

Os militares do Exército derrubaram um “muro do tráfico”, onde os criminosos se escondiam e tinham visão privilegiada das forças de segurança que entravam em operação na favela. O muro servia de trincheira e tinha até um tipo de escotilha, onde os traficantes apoiavam fuzis e pistolas para atirar.

Ontem (30), quando o carro blindado da PM entrou na Cidade de Deus para dar cobertura a uma operação, os traficantes usaram o muro para se esconder e atirar nos militares. A ação foi mostrada pelo helicóptero da Rede Globo que fazia tomadas áreas da movimentação da tropa e dos traficantes.

Na ação, o Comando Conjunto empregou viaturas blindadas e equipamentos pesados de engenharia, contabilizando um total de 12 vias de acesso à Cidade de Deus liberadas e mais de 20 barricadas e abrigos removidos, com o uso de britadeiras e retroescavadeiras.

A PM atuou na comunidade com as tropas de elite da corporação, formadas pelo Batalhão de Operações Especiais, Batalhão de Choque, Batalhão de Ações com Cães e um helicóptero para dar suporte às equipes de terra. Com a chegada da polícia, criminosos incendiaram pneus e caixotes. Os cães farejadores encontraram uma grande quantidade de entorpecentes e dois homens com mandados de prisão em aberto foram detidos e encaminhados à delegacia de polícia.

Desde o início da intervenção federal, em fevereiro deste ano, aproximadamente 1.200 barricadas instaladas por criminosos em comunidades já foram retiradas no estado do Rio de Janeiro.

(Fonte Agência Brasil)

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