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Voluntários distribuem 40 mil pulseiras de identificação para crianças e fôlderes na Rodoviária Novo Rio

Segundo a Subsecretaria de Comunicação Social do Estado do Rio, a movimentação de saída do Rio para o carnaval começa a esquentar e os pais precisam ficar atentos às suas crianças. Para promover a cultura da identificação dos pequenos, a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, através da Fundação para Infância e Adolescência (FIA), promoveu uma ação de conscientização de pais e responsáveis nesta quinta-feira (07/02), na Rodoviária Novo Rio.

Mães que têm filhos desaparecidos fazem a distribuição de 40 mil pulseiras de identificação, fôlderes do SOS Crianças Desaparecidas e manual de prevenção. De acordo com Luiz Henrique Oliveira, gerente do projeto, o carnaval é uma época em que aumentam os números de casos de perdas, mesmo que temporárias, de crianças, adolescentes e portadores de deficiência, em locais com grande concentração de pessoas e blocos carnavalescos.

– Apostamos muito na cultura da identificação para evitar o transtorno da dor da perda e evitar um trauma para a criança. A prevenção é o caminho de tudo. A pulseirinha evita que a criança fique longe dos pais por um tempo maior. Tendo a identificação, o policial, o guarda municipal, ou qualquer pessoas localiza o responsável com muito mais facilidade – explicou Luiz Henrique Oliveira.

Oliveira esclarece que os pais e responsáveis devem sempre estar de mãos dadas com as crianças, marcar sempre um ponto de encontro com os adolescentes e também com os pequenos para o caso de se perderem. A auxiliar administrativa Erica Furtado, de 30 anos, não perdeu tempo quando viu a ação na rodoviária e fez uma pulseirinha para a filha, Maria Eduarda, 5 anos. As duas embarcaram para passar o carnaval com a família em Saquarema.

– Quando saí de casa hoje meu padrasto falou: não larga a mão dela! Essa é sempre uma preocupação, porque escutamos histórias de crianças que somem, alguém passa e leva, em alguns segundos – disse.

Há três anos procurando pela filha Luciane Torres da Silva, 13 anos, Luciene Pimenta Torres, de 51, foi até a rodoviária para fazer a distribuição das pulseiras e conversar com os pais. Sem trabalhar e se dedicando apenas a busca de Luciane, que desapareceu quando foi a padaria perto de casa, em Nova Iguaçu, Luciene afirma que é preciso estar atento.

– Essa ação é muito importante para que outras famílias não passem pelo que estou passando, porque é muita dor. Todos os dias somem crianças, adolescentes e até idosos. Você não espera, sempre acha que vai acontecer na casa do vizinho, e não na sua. Mas acaba acontecendo – contou.

O índice de localização do projeto SOS Crianças Desaparecidas no Estado do Rio é de 85%. O telefone para contato é o 2286-8337.