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Peru exigi passaporte de venezuelanos

A partir de 25 de agosto, o governo do Peru só deixará entrar no país venezuelanos que tenham passaporte, medida similar à adotada pelo Equador, por conta da chegada de imigrantes, que no Peru já chega a 400 mil.

O ministro de Interior do Peru, Mauro Medina, afirmou em entrevista coletiva que este é “um tema técnico” para “preservar a segurança de peruanos e venezuelanos”, já que o documento fornecerá à Polícia “um registro adequado” de impressões digitais e fotografia. Medina negou que esta decisão seja discriminatória ou hostil.

“Ninguém aqui quer assediar ou provocar xenofobia, mas também temos que pensar na segurança dos cidadãos, e todas as pessoas, incluindo eles, precisam entender isso”, disse ele.

A restrição anunciada pelo Peru foi feita alguns dias depois de a Polícia Nacional advertir que 15 membros de uma quadrilha entraram no país para fazer roubos a bancos. Ao todo, quatro pessoas, incluindo uma com passagem pela Polícia por homicídio na Venezuela, foram detidos.

O ministro defendeu a hospitalidade do povo peruano e disse que o prazo dado de 25 de agosto é “um tempo prudente” para que aquelas pessoas que estão em trânsito nos países vizinhos possam entrar no Peru sem passaporte. Conforme números da Superintendência Nacional de Migrações, 80% de venezuelanos entram em território peruano com passaporte e 20% dos imigrantes chegam com carteira de identidade.

O Peru é o segundo país que mais recebeu venezuelanos nos últimos meses, com cerca 400 mil, só atrás da Colômbia, que recebeu cerca de 1 milhão. Aproximadamente, 2,3 milhões de venezuelanos fugiram do país como consequência da crise, conforme advertiu esta semana a Organização das Nações Unidas.