
Os PMs realizaram a abordagem porque desconfiaram do veículo, que estava com a traseira baixa por causa do peso. Ao ser levada à 38ª DP (Brás de Pina), os agentes constataram que a carne era fruto de roubo. Segundo o delegado Marx Carvalho, o sargento, que é lotado no Batalhão de Choque, está afastado na psiquiatria da corporação. Em seu depoimento, ainda de acordo com Carvalho, Denone argumentou que havia pegado uma carona e não sabia que a carga era roubada.
— Ele estava desarmado, porém de posse da carteira (de policial militar). Provavelmente, utilizando-a para salvo-conduto em caso de abordagem. Ele não contava, porém, ser abordado por um oficial da PM, que procedeu a prisão — disse o delegado, acrescentando que o material, possivelmente, estava sendo transportado para ser comercializado e que o PM fazia a “segurança” desse deslocamento.
O motorista, que não tinha carteira de habilitação, nem a documentação do carro, também alegou não saber que eram produtos roubados. Ele, no entanto, não apresentou nota fiscal da carne. A dupla foi encaminhada à Central de Garantias, na Cidade da Polícia, no Jacaré. Eles vão responder pelo crime de receptação, e o valor da fiança fixado pelo delegado é de R$ 10 mil.
O caminhão, que levava 1350 caixas de carne, foi sequestrado na Avenida Brasil, na altura de Irajá, por volta das 11h30m deste domingo. A carga total estava avaliada em R$ 140 mil. Os ladrões ainda obrigaram o motorista a dirigir até a comunidade Beira Rio, onde o produto foi descarregado.
O policial foi conduzido para a Central de Flagrantes e depois encaminhado para Unidade Prisional da PM em Niterói. O comando do Batalhão de Choque abriu sindicância para apurar o fato. A Polícia Civil investiga o crime.