
O primeiro legado olímpico de mobilidade do Rio, o BRT Transoeste, deve ter um trecho suspenso. O Consórcio que opera os ônibus articulados enviou um ofício nesta quinta-feira ao Ministério Público do informando ter esgotado todas as tentativas de obter soluções por parte da Secretaria Municipal de Transportes para os problemas constantes no trajeto,que liga Campo Grande a Santa Cruz.
E a paralisação, de acordo com o BRT, é agora apenas uma questão de tempo.
O trecho, que recebeu cerca de R$ 100 milhões de investimento público, enfrenta problemas como alto índice de evasão de recursos por conta de passageiros que embarcam sem pagar, depredação resultante das ações devândalos e falta de segurança.
O consórcio também aponta a recente decisão da prefeitura, de liberar as vans na região, como um problema a mais para o sistema.
O trecho sob ameaça de sair de operação compreende 10 estações e afeta 33 linhas. A medida, se confirmada, vai impactar a rotina diária de cerca de 30 mil pessoas, que precisarão recorrer a linhas de ônibus comuns ou ao transporte alternativo.
A diretora de relações institucionais do Consórcio BRT, Suzi Baloussier, disse que a medida é necessária para evitar que a operação de todo o sistema seja comprometida. Suzi reconhe que a paralisação vai prejudicar as pessoas que mais precisam do serviço.
A Secretaria Municipal de Transportes informou em nota que respondeu a todas as solicitações enviadas pelo Consórcio BRT e que questões de segurança pública não são da competência da pasta.
A nota diz ainda que, em caso de paralisação do sistema BRT, os consórcios sofrerão as penalidades, para que o serviço seja restabelecido imediatamente.
A secretaria informou ainda que já acionou a Procuradoria Geral do Município para avaliar as medidas judiciais cabíveis.