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Centro do Rio de Janeiro tem depredação após sessão na Alerj

O clima  ficou  tenso no Centro do Rio de Janeiro  no fim da tarde desta terça-feira (1), mesmo após o fim dos trabalhos no retorno dos deputados à Alerj, que teve a reeleição de Jorge Picciani (PMDB) da presidência da casa. Pelo menos três manifestantes ficaram feridos durante os confrontos e um policial civil que atirou contra os PMs que faziam o cerco à Alerj foi preso.

O policial civil preso é um agente da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Ele foi preso após pegar o metrô e saltar na estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca. O agente Vandré Nicolau de Souza foi encaminhado à Corregedoria de Polícia Civil. Uma pistola foi apreendida, com munições faltando.

Grupos de servidores, que mais cedo entraram em confronto com a PM na frente da assembleia, seguiam no Centro e ainda havia enfrentamentos e cenas de depredação em várias ruas da região. Um ônibus foi queimado na esquina da Avenida Rio Branco e da Rua da Assembleia. Outro ônibus foi depredado. Uma agência do Banco Santander e outra do Bradesco, na Rua da Assembleia, também foi quebrada, assim como várias lixeiras, que também foram incendiadas  .

Três fileiras de policiais militares faziam um cordão humano de isolamento humano em frente a Alerj, que teve uma grade derrubada. O grupo maior de servidores começou às 17h uma caminhada em direção a Avenida Presidente Antônio Carlos. O tráfego seguia obstruído na Primeiro de Março. Às 17h35, o grupo chegou na Avenida Rio Branco, e interrompeu a circulação do VLT.

Servidores estaduais que se manifestavam em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) desde a manhã entraram em confronto com a Polícia Militar por volta das 14h desta quarta-feira (1º),pelo menos um servidor – um funcionário da Cedae de 67 anos – ficou ferido, após levar um tiro de bala de borracha na coxa.

A confusão começou quando representantes de alguns sindicatos tentavam puxar a grade de proteção que cercava o Palácio Tiradentes. Os PMs atiraram bombas de efeito moral para afastar os manifestantes. Eles revidaram atirando pedras na direção dos policiais .

Protesto contra federalização da Cedae e plano de austeridade
Desde cedo, servidores da Cedae (companhia de saneamento), universidades estaduais e bombeiros começaram a se concentrar nas imediações da Alerj. O protesto com cartazes e faixas era tranquilo.

Os servidores da Cedae pedem que a empresa não seja usada como “moeda de troca” pelo poder estadual no acordo fechado com o poder federal para receber ajuda financeira. O presidente da Alerj Jorge Picciani prevê que a federalização da Cedae vai ser votada na próxima terça.

De acordo com os trabalhadores, a empresa registrou lucro de R$ 300 milhões no último ano. Eles pediram que a área de saneamento receba mais investimentos. Outra reclamação era a previsão de que o novo pacote de austeridade do governo teria uma alíquota extra de até 8% de contribuição previdênciária para servidores, além de crescer a atual para até 14%. O aumento é uma das contrapartidas exigidas pelo governo federal para aprovar o plano de ajuda para o Rio.

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(Fonte G1)