
O assassinato, de Aga Lopes Pinheiro,presidente da Associação de Moradores do Bairro Barbuda e pré-candidata a vereadora de Magé pelo DEM, aumentou para 11 o número de políticos, entre eles vereadores e pré-candidatos na Baixada executados na Região Metropolitana em pouco mais de nove meses. Só este ano foram sete mortos.
Aga Lopes foi atingida no rosto, nesta terça-feira,à noite. Pelo menos quatro homens armados participaram da ação. Eles disparam contra a vítima com três tipos de armas diferentes (pistolas 9mm, 40 e 380). Uma casa vizinha ao local do crime também estava com marcas dos disparos .
A pré-candidata à Câmara de Vereadores de Magé estava em um bar na Rua A, quando bandidos desceram de dois carros e a executaram. O marido de Aga, que estava com ela, não ficou ferido.
Evaristo Pontes, adjunto da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), afirmou que é ‘prematuro’ dizer se o motivo do crime é político, mas não descarta nenhuma hipótese.
“Foram ouvidas testemunhas, mas não dá para afirmar ainda qual é a motivação. São várias linhas de investigação. Um fato que a gente pode até colocar como principal linha é que houve uma execução. Usaram três tipos de armas”, garantiu o delegado, que não quis informar se a vítima vinha sofrendo ameaças de morte.
O delegado afirma que há semelhanças com os outros casos, mas que ainda não é possível afirmar que os autores são os mesmos. “É um dado que chama atenção”, frisou o policial.