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Rodrigo Maia é eleito presidente da Câmara com 285 votos

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Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi eleito com 285 votos presidente da Câmara dos Deputados para o mandato “tampão” até fevereiro do ano que vem. O deputado Rogério Rosso (PSD-DF) recebeu  170 votos. Maia assume na noite de hoje a presidência da casa após a renúncia do ex-presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Caso o Senado confirme o afastamento definitivo da presidenta Dilma Rousseff, o deputado fluminense passa a ser o segundo na linha sucessória do país.

Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi eleito com 285 votos presidente da Câmara dos Deputados para o mandato “tampão” até fevereiro do ano que vem. O deputado Rogério Rosso (PSD-DF) recebeu  170 votos. Maia assume na noite de hoje a presidência da casa após a renúncia do ex-presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Caso o Senado confirme o afastamento definitivo da presidenta Dilma Rousseff, o deputado fluminense passa a ser o segundo na linha sucessória do país. Em seu quinto mandato, Maia é filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia, já presidiu o Democratas e foi duas vezes líder do partido.

Governar com simplicidade

Maia disse que vai governar com simplicidade para pacificar o plenário. “Cheguei aqui muito novo, ter oportunidade de estar presidindo os trabalhos, sendo um dos 513 deputados que, junto comigo, comandarão a Casa. Vamos a partir de amanhã governar com simplicidade”, disse.

O novo presidente prometeu fazer uma gestão de diálogo da maioria com a minoria. “Temos muito trabalho a fazer, pacificar esse plenário, dialogar, maioria com minoria, temos uma maioria do governo que é importante para o Brasil, mas temos uma pauta da sociedade que vem através de cada um de nós que precisa ser debatida, discutida e votada. Porque não só apenas do governo que vem as boas ideias, de cada um dos nossos mandatos e de cada um dos nossos eleitores que vivem o dia a dia saem boas ideias”, disse.

Após a divulgação do resultado, alguns deputados chegaram a gritar “Fora, Cunha!” em referência ao fato de Rosso ser apoiado pelo deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Maia agradeceu a Rosso, candidato derrotado, e disse que a disputa foi “limpa”. “Foi uma disputa limpa, na política e é assim que tem que ser”, disse.

Após o resultado, Rosso disse que o parlamento ganha com a vitória de Maia. “Acho que a grande tarefa dele será unir a Casa, todos os deputados”, disse.

Câmara retoma sessão para escolha de presidente

A Câmara dos Deputados retomou há pouco a sessão para o segundo turno da eleição para a presidência. Concorrem ao cargo os deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Rogério Rosso (PSD-DF), que receberam, respectivamente, 120 e 106 votos.

Como nenhum dos dois conseguiu a maioria absoluta dos votos dos deputados presentes, o Regimento Interno determina a realização do segundo turno. Cada candidato terá novamente dez minutos para pedir o voto dos seus pares. Neste momento Rodrigo Maia faz seu discurso.

Após o resultado da votação no primeiro turno, a sessão foi suspensa por cerca de 1h30. Tão logo o resultado foi proclamado começaram as articulações em torno das duas candidaturas.

Maia, que já contava com o apoio do PSDB, PPS e PSB, recebeu o apoio do PR, que prometeu votar coeso. O candidato do partido, Giacobo (PR), obteve 59 votos no primeiro turno.

O líder do PDT, deputado Weverton Rocha (MA), informou há pouco que o partido vai votar fechado com o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), “pelo retorno da normalidade nos trabalho da Casa, para que as relações sejam feitas por partidos e não por pessoas”. O PDT tem 19 votos.

Mesma posição deve tomar o PCdoB, cuja a bancada deve votar quase na totalidade em Maia.

Terceiro candidato no primeiro turno, com 70 votos, o peemedebista Marcelo Castro (PI) disse que apoiará Rosso. Já o líder do PMDB, Baleia Rossi (SP), disse que a bancada do partido está liberada para votar como quiser.

O PP, SD e o PHS também decidiram apoiar o candidato do chamado centrão, que tinha os votos de integrantes da bancada evangélica.

A bancada do PSOL, cuja candidata, Luiza Erundina (SP), recebeu 22 votos, disse que vai se abster de votar no segundo turno.

O plenário da Câmara registra a presença de 495 deputados. Para ser eleito, tanto Maia quanto Rosso precisam da maioria simples dos votos dos presentes.

No caso de empate, Maia será declarado vencedor, por ter maior número de legislaturas, quatro, enquanto Rosso está em seu primeiro mandato como deputado federal.

Governo se considera vitorioso com segundo turno entre Maia e Rosso

O Palácio do Planalto reduziu as preocupações que tinha com a eleição para a presidência da Camara, cuja votação em primeiro turno, ocorrida há pouco, deixou na disputa apenas dois candidatos da base: Rodrigo Maia (DEM), com 120 votos, e Rogério Rosso (PSD), com 106.

Na visão de um interlocutor do presidente interino, Michel Temer, a partir de agora o sucessor do deputado afastado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pode ser tanto um quanto outro, embora a preferência continue sendo pelo parlamentar democrata, pois Rosso pertence ao chamado Centrão.

O risco maior, porém, era que Marcelo Castro chegasse ao segundo turno, pois, embora membro do PMDB de Temer, Castro tenha sido ministro da presidenta afastada Dilma Rousseff e votou contra o seu impeachment.

Temer, que deverá telefonar ao vitorioso assim que a eleição terminar,  acompanhou o primeiro turno no Palácio do Planalto, ao lado de assessores como Rodrigo Rocha Loures e José Yunes, presidente do PMDB-SP.

Enquanto os candidatos pediam votos da tribuna, porém, o presidente cumpria agenda com o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, e, no momento do discurso de Castro, um auxiliar de Temer foi até o seu gabinete ligar a televisão para que ele acompanhasse as falas.

Começa votação para escolha do novo presidente da Câmara

Após o discurso dos 14 candidatos inscritos na disputa à presidência da Câmara, o presidente em exercício da Casa, deputado Waldir Maranhã (PP-MA), deu início há pouco ao processo de votação.

A eleição ocorrerá por meio de urnas eletrônicas e o voto será secreto, conforme prevê o regimento interno da Casa. Para ser eleito, o deputado precisará da maioria absoluta, ou seja, 257 votos. Caso ninguém consiga atingir esse número na primeira votação, haverá segundo turno entre os mais votados.

Em caso de empate, tanto no primeiro quanto em um eventual segundo turno, a disputa será decidida obedecendo aos seguintes critérios: maior número de mandatos e parlamentar mais idoso.

A ordem dos candidatos na cédula eletrônica de votação será a mesma dos discursos, que foi definida antes do início da sessão por meio de sorteio. Logo após a votação será anunciado o resultado.

Em caso de realização de segundo turno, será concedido um intervalo de uma hora e, em seguida, aberto novamente tempo de dez minutos para os candidatos se manifestarem. Em seguida será realziada a votação, com a expectativa de que também dure uma hora e meia.

Será eleito o candidato que obtiver maioria simples dos votos. Em ambos os casos, os votos em branco serão contados para efeito de quórum, mas não serão contabilizados para esse fim os votos nulos.

Após a eleição será anunciado o resultado e o vencedor tomará posse no cargo imediatamente.

O deputado que for eleito para o mandato tampão com validade até 31 de janeiro. Além do status de presidente da casa legislativa, o novo mandatário da Casa comandará também um orçamento de R$ 5,2 bilhões e ainda será colocado como segundo na linha de sucessão da Presidência da República.

Primeiros candidatos à presidência da Câmara destacam perfil “mediador”

Primeiro candidato a discursar, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) iniciou sua fala citando a crise econômica que atinge o País e a crise política por que passa o Parlamento. “Quando a Câmara é atacada ou mal defendida, é cada um dos nossos mandato que atacam”, disse Maia. “Sei que estou pronto para navegar nessa tormenta, que passará. A Câmara, o Congresso e o Brasil são maiores que qualquer crise”, disse.

Maia também falou sobre a sua experiência como parlamentar de quinto mandato e filho de políticos, ressaltando que aprendeu a respeitar os acordos firmados no parlamente e que, caso eleito, irá assegurar a voz para a oposição. “A essência da regra do jogo democrático reside no amplo debate e no repeito ao direito da minoria”, disse.

O deputado disse que é apoiado pelo PSDB, PSB e PPS, além do DEM. Durante o discurso, Maia citou vários ex-presidentes da Casa, entre eles Ulisses Guimarães, Ibsen Pinheiro, Luíz Eduardo Magalhães, o senador Aécio Neves (PSDB-M) e o presidente interino, Michel Temer, como exemplo de mediadores no parlamento. “[Exemplos de] cordialidade e estrito respeito aos ditames do espírito público”, disse.

Sustentabilidade

Em seguida foi a vez do candidato do PV, Evair Vieira de Melo (ES), ocupar o pulpito. No seu discurso, o deputado disse que a Câmara tem que se pautar pela sustentabilidade e que, diante da crise política, a Câmara tem que voltar a ocupar o protagonismo na construção da democracia brasileira.

O deputado citou os escândalos de corrupção envolvendo membros da Casa, a que chamou de “vícios impregnados na política”. “Não é parte do meu papel realizar o julgamento dos envolvidos, para isso temos o Conselho de Ética e o Supremo Tribunal Federal”, disse.

Segundo Vieira de Melo, a Câmara precisa ser um espaço a novos pensamentos e ideias. “Carecemos de um líder que não seja convencional, que não seja servo das autoridades, pacificador, mediador”, disse.

Vieira de Melo listou a imparcialidade como uma das virtudes do novo presidente, que deverá ser capaz de comandar a Câmara com independência e bom senso. “O presidente deve respeitar a todos, maioria e minoria”, disse. “O povo é o legislador supremo, criticando, aplaudindo e opinando sobre as decisões dos legisladores”, afirmou, lembrando que a Casa está marcada por escândalos e que o momento pede o “abandono de ideias retrógradas e da cultura medieval”.

Transparência

Decano entre os deputados, com 11 mandatos, Miro Teixeira (Rede-RJ) foi o terceiro a discursar. O deputado começou o seu discurso dizendo que a Câmara deve ter mais transparência. Miro citou um documento encaminhado ontem à Mesa Diretora por diversas organizações e que cobra, entre outros pontos, maior participação social no processo legislativo.

O documento também pede a divulgação da pauta do Plenário com antecedência mínima de uma semana e inserção na pauta de matérias que tratem de reforma política e combate à corrupção. “Se nós tivermos a capacidade de entender o que está contido nessas mensagens, vamos reverter uma curva de dramático sentimento de abatimento ao longo dos espisódios vividos no ano passado e nesse ano na sociedade brasileira”.

Miro defendeu o combate à corrupção como uma das primeiras ações que devem ser tomadas pelo novo presidente da Casa e disse que, ser for eleito, colocará imediatamente em votação o projeto de lei de iniciativa popular e que apresenta dez medidas de combate à corrupçaõ. O documento foi entregue no parlamento, em junho, por integrantes da Força Tarefa da Operação Lava Jato.

Teixeira disse ainda que o Legislativo não pode ser submisso ao Executivo e que a Câmara tem que ter uma pauta própria.

Baixo clero

ntegrante do centrão, o deputado Giacobo (PR-PR) falou me seguida. Giacobo. Atual 2º vice-presidente da Casa, em eleição avulsa, Giacobo centrou o seu discurso nos parlamentares do chamado baixo clero.

Giacobo começou a sua fala agradecendo aos parlementares pelo apoio e enfatizando as sessões que comandou após o afastamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “Agradeço a todos pelo apoio que recebi desde maio, quando dirigi grande parte das sessões nas quais votamos importantíssimas matérias. Não fosse a vontade de servir ao país de todos os pares, não teríamos avançado tanto”, disse.

O deputado também criticou a desmoralização da política e destacou que a maioria dos parlamentares trabalha muito no Plenário, nas comissões e outras esferas de atuação da Câmara dos Deputados.

Primeira mulher

A deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) foi a quinta candidata a discursar. Cristiane, ao lado de Luiza Erundina (PSOL-SP), são as duas únicas mulheres concorrendo à presidência. A candidata começou seu discurso dizendo estar tranquila “com a candidatura e com o número de votos que receberá”.

Em sua fala, Cristiane defendeu o diálogo para “equilibrar as posições da Casa”. “Devemos equilibrar o diálogo entre oposição e situação. Devemos equilibrar nossas posições para ajudar o Brasil a voltar a crescer. Esse é o verdadeiro motivo de lançar minha candidatura”, disse.

A sessão continua com a fala dos demais candidatos.

PT decide apoiar Marcelo Castro para presidência da Câmara

Segunda maior bancada da Câmara, o PT, por maioria, decidiu apoiar a candidatura do deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) à presidência da Casa. Segundo o líder do partido, Afonso Florence (BA), 58 petistas declararam voto a Castro, sete disseram que não votam no peemedebista e três estão indecisos.

Segundo Florence, a decisão de apoiar Castro ocorreu porque ele “divide” a base do governo, votou contra o impeachment e prometeu para a bancada automia da Casa em relação ao Planalto. “O deputado Marcelo Castro tem uma trajetória anterior ao impeachment, de apoio a Lula, a Dilma, é um anti-Cunha, vai dar continuidade ao processo de cassação no Conselho de Ética e derrotou o Palácio do Planalto dentro do PMDB. A pauta dele não é fazer oposição ou situação já”, disse Florence.

O líder petista diz que a bancada definiu o apoio a Castro depois de ouvir os candidatos Luiza Erundina (PSOL-SP) e Orlando Silva (PCdoB-SP) e, na visão dos petistas, o pemedebista é o que tem mais chances de passar para o segundo turno.

Começa ordem do dia para eleição de novo presidente da Câmara

Começou há pouco a ordem do dia para eleição do novo presidente da Câmara dos Deputados. Marcada inicialmente para 16h, a sessão chegou a ser transferida para 19h pelo presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), mas, diante da pressão de líderes partidários, Maranhão voltou atrás e antecipou a sessão para 17h30.

A ordem do dia teve início às 18h30, após ter sido atingido o quórum de 257 deputados. A expectativa é que o novo presidente da Câmara seja conhecido na madrugada de quinta-feira (14).

Pelo regimento da Câmara, cabe ao presidente interino presidir aos trabalhos. No início, Waldir Maranhão fez um pronunciamento em que afirmou que não esperava ter ficado à frente do comando da Casa. “Procurei em todos os atos seguir estritamente o Regimento da Casa. Minha motivação como presidente interino, independente de convicções pessoais, foi sempre fazer o melhor e que sempre tive a consciência de que o importante era ajudar o país a sair da crise”, disse.

Muito criticado por suas decisões, Maranhão afirmou que deixará a presidência sem guardar rancor e que esperará o julgamento “frio dos dias que virão” sobre sua atuação como presidente da Câmara. “Quero desejar ao próximo presidente ou presidenta sucesso para que possa exercer sua função com um olhar para o futuro”, concluiu.

A eleição para a escolher o sucessor de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou semana passada, chegou a contar com 17 deputados na disputa. Após as desistências de Heráclito Fortes (PSB-PI), Maria do Rosário (PT-RS), Beto Mansur (PRB-SP) e Fausto Pinato (PP-SP), 14 parlamentares permanecem na disputa.

Pela ordem de sorteio, o primeiro candidato a falar será Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em seguida, discursam Evair Vieira de Melo (PV-ES), Miro Teixeira (Rede-RJ), Giacobo (PR-PR), Cristiane Brasil (PTB-RJ), Luiza Erundina (PSOL-SP), Fábio Ramalho (PMDB-MG), Carlos Manato (SD-ES), Carlos Henrique Gaguim (PTN-TO), Marcelo Castro (PMDB-PI), Rogerio Rosso (PSD-DF), Gilberto Nascimento (PSC-SP), Esperidião Amin (PP-SC) e Orlando Silva (PcdoB-SP).

Cada deputados terá dez minutos par apresentar suas propostas e pedir o voto dos pares. Depois dos discursos dos candidatos, será iniciada a votação. A expectativa da Secretaria-Geral da Câmara é que o processo de votação nas 14 urnas dure uma hora e meia.

Logo após a votação será anunciado o resultado. Para ser eleito em primeiro turno, o candidato precisa obter maioria absoluta dos votos, observado o quórum mínimo de 257 votantes.

Em caso de realização de segundo turno, será aberto novamente tempo de dez minutos para os candidatos se manifestarem. Em seguida será realizada a votação, com a expectativa de que também dure uma hora e meia.

Será eleito o candidato que obtiver maioria simples dos votos. Em ambos os casos, os votos em branco serão contados para efeito de quórum, mas não serão contabilizados para esse fim os votos nulos.

Após a eleição será anunciado o resultado e o vencedor tomará posse no cargo imediatamente.

O deputado que for eleito para o mandato tampão com validade até 31 de janeiro. Além do status de presidente da casa legislativa, o novo mandatário da Casa comandará também um orçamento de R$ 5,2 bilhões e ainda, será colocado coo o segundo na linha de sucessão da Presidência da República.

Maranhão cede a pressões e antecipa para 17h30 sessão para eleição na Câmara

Após pressão de líderes partidários, o presidente em exercício da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), voltou atrás da decisão de transferir para as 19h desta quarta-feira (13) a sessão em que será eleito o novo presidente da Casa. A sessão foi adiantada para as 17h30.

A informação foi divulgada há pouco pela Secretaria-Geral da Mesa. Com isso, não há mais possibilidade de se retirar as candidaturas. Até o momento estão confirmadas quatro desistências: Heráclito Fortes (PSB-PI), Maria do Rosário (PT-RS), Beto Mansur (PRB-SP) e Fausto Pinato (PP-SP). Continuam na disputa 14 deputados.

A alteração para as 19h favorecia a intenção do governo de costurar uma candidatura única ou mesmo um número menor de candidatos da base aliada.

Ontem (12), o presidente interino Michel Temer se reuniu à noite por quase duas horas com os ministros do seu núcleo político, Eliseu Padilha (Casa Civil) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo). A orientação dada pelo governo foi procurar os presidentes dos partidos da base aliada para que convençam alguns deputados a retirar seus nomes da disputa.

Câmara adia para as 19h eleição do novo presidente

O presidente em exercício da da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), transferiu das 16h para as 19h desta quarta-feira (13) a sessão em que será eleito o novo presidente da Casa. A informação foi divulgada em nota distribuída pela Secretaria-Geral da Mesa da Câmara;

Com isso, o prazo final para retirada de candidaturas ao cargo passa para as 18h – ou seja, uma hora antes do início da sessão.

Até o momento, quatro deputados retiraram a candidatura: Heráclito Fortes (PSB-PI), Maria do Rosário (PT-RS), Beto Mansur (PRB-SP) e Fausto Pinato (PP-SP). Permanecem na disputa 14 deputados.

Protestos

No plenário, parlamentares protestaram contra o adiamento da sessão. O líder do PTB, deputado Jovair Arantes (GO), disse que a decisão contraria o Regimento Interno e exigiu o início da sessão às 16h.

Após pedir esclarecimentos à Secretaria-Geral, o deputado Carlos Manato (SD-ES), no comando dos trabalhos da sessão ordinária, encerrou a sessão de debates e convocou a sessão para as 19h.

Processo eleitoral

Cada candidato terá 10 minutos para defender suas propostas no plenário, na ordem do sorteio realizado no início da tarde.

Depois disso, terá início o processo de escolha do novo presidente, por meio de votação secreta, registrada nas urnas eletrônicas instaladas no plenário.

Se nenhum deputado obtiver a maioria dos votos no primeiro turno, uma nova rodada entre os dois mais bem votados será realizada uma hora depois do encerramento da primeira votação, e cada candidato terá novamente 10 minutos para falar. Então, quem tiver maior número de votos será eleito.

Em caso de empate, será eleito o candidato mais idoso dentre os de maior número de legislaturas na Casa.

O deputado Beto Mansur (PRB-SP) retirou sua candidatura à presidência da Câmara e anunciou apoio de seu partido a Rogério Rosso (PSD-DF), candidato favorito do chamado centrão da Casa. A deputada Maria do Rosário (PT-RS) e o deputado Fausto Pinato (PP-SP) também desistiram do pleito. Com a desistência dos três parlamentares, a disputa terá 14 candidatos.

Beto Mansur fez o anúncio no Salão Verde pouco depois de PSDB, PSB e PPS terem anunciado uma aliança com o DEM para apoiar Rodrigo Maia (DEM-RJ). “O que eu não quero é ter surpresa no segundo turno”, disse Mansur. “A gente precisa ter uma base nossa. É esse grupo de partidos que forma a base do governo, que foi fundamental para que votássemos o impeachment de Dilma Rousseff.”

A expectativa do centrão, formado por PRB, PSD e outros 10 partidos e que constituem uma das principais bases de sustentação do governo interino na Câmara, é que a disputa pela presidência da casa seja levada a um segundo turno entre Rosso e Maia.

Mansur negou influência do Palácio do Planalto em sua decisão de retirar sua candidatura. “Não recebo ordens de ninguém”, afirmou.

PT

Maria do Rosário (PT-RS) disse que havia se candidatado para dar uma alternativa ao PT, que até o momento não anunciou apoio a nenhum candidato.

Neste momento, a liderança petista está reunida com Marcelo Castro (PMDB-PI), ex ministro da Saúde da presidenta afastada Dilma Rousseff, que teve seu nome lançado ontem (12) na disputa pela bancada peemedebista na Câmara.

“Retiro minha candidatura, mas reitero minha convicção que o PT deve se alinhar a um candidato à esquerda”, disse Maria do Rosário. Ela acrescentou ser fundamental que o candidato a ser apoiado pela bancada petista também esteja empenhado na cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Os candidatos Orlando Silva (PCdoB-SP) e Luiza Erundina (PSOL-SP) também aguardam para se reunir com a liderança do PT.

Veja a lista dos candidatos:

Evair Vieira de Melo (PV-ES)
Esperidião Amin (PP-SC)
Rodrigo Maia (DEM-RJ)
Miro Teixeira (Rede-RJ)
Luiza Erundina (PSOL-SP)
Rogério Rosso (PSD-DF)
Giacobo (PR-PR)
Cristiane Brasil (PTB-RJ)
Carlos Gaguim (PTN-TO)
Carlos Manato (SD-ES)
Gilberto Nascimento (PSC-SP)
Marcelo Castro (PMDB-PI)
Fábio Ramalho (PMDB-MG)
Orlando Silva (PCdoB-SP)

Heráclito Fortes (PSB-PI), que na semana passada havia se candidatado, abriu mão da disputa ontem.

Mais uma desistência na disputa à presidência da Câmara: Fausto Pinato (PP-SP) retira sua candidatura

Após baixas, 14 deputados disputarão a Presidência da Câmara. Desde o início da disputa eleitoral para a Presidência da Câmara, quatro deputados registraram e depois retiraram suas candidaturas – Heráclito Fortes (PSB-PI), Maria do Rosário (PT-RS), Beto Mansur (PRB-SP) e Fausto Pinato (PP-SP). O prazo para desistência terminou às 15 horas desta quarta-feira (13). A eleição está prevista para começar às 16h.

 Saiba quem disputará eleição para presidência da Câmara

A eleição para a Presidência da Câmara dos Deputados está marcada para as 16h da próxima quarta-feira (13), conforme ato do presidente interino da Casa, deputado Waldir Maranhão (PP-MA). O parlamentar a ser eleito cumprirá, até fevereiro de 2017, o mandato do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou na última quinta-feira (7) à Presidência da Casa.

Segundo a Mesa da Câmara, serão admitidas candidaturas oriundas de qualquer bancada representada na Casa e também candidaturas individuais. A ordem em que os nomes dos candidatos aparecerão na urna eletrônica será sorteada às 13 h de amanhã. Cada candidato terá 10 minutos para fazer um discurso no Plenário apresentando as suas propostas.

Se nenhum deputado obtiver a maioria dos votos dos deputados presentes no primeiro turno, o segundo turno entre os dois mais bem votados acontecerá uma hora depois do encerramento da primeira votação, e cada candidato terá novamente 10 minutos para falar.

Em caso de empate, será eleito o candidato mais idoso dentre os de maior número delegislaturas na Casa.

Carlos Henrique Gaguim (PTN-TO)

Carlos Henrique Gaguim, que já foi do PTB e do PMDB, foi duas vezes vereador em Palmas, capital do Tocantins, três vezes deputado estadual, duas vezes presidente da Assembleia Legislativa e governador de Tocantins. Atualmente, exerce seu primeiro mandato de deputado federal.

Carlos Manato (SD-ES)

Carlos Manato é deputado desde 2003, quando se elegeu pelo PDT, antes de ir para o Solidariedade, e já integrou a Mesa Diretora da Casa como suplente por duas vezes. O deputado é médico e sindicalista de sua categoria.

Marcelo Castro (PMDB-PI)

Marcelo Castro é médico e professor da Universidade Federal do Piauí. Já foi deputado estadual, e se destacou na Câmara dos Deputados como presidente da CPI que investigou os acidentes aéreos em 2007, e como relator da última versão da reforma política.

O deputado pelo Piauí foi ministro da Saúde na gestão de Dilma Rousseff e escolhido em uma votação interna da bancada peemedebista como candidato do partido.

Fábio Ramalho (PMDB-MG)

O deputado Fábio Ramalho está no seu terceiro mandato na Câmara Federal. Formado em Direito, o parlamentar foi, anteriormente, prefeito do município de Malacacheta (MG) no período de 1997 a 2004. Na atual legislatura da Câmara, Fábio Ramalho foi titular das comissões de Finanças e Tributação; e de Legislação Participativa, comissão que já presidiu. Atualmente é titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Luiza Erundina (Psol-SP)

A deputada Luiza Erundina (Psol-SP) registrou sua candidatura à presidência da Câmara dos Deputados. Deputada há cinco mandatos, Erundina é suplente da atual Mesa Diretora.

Erundina ingressou no Psol neste ano. Ela já foi filiada ao PT (1980-1997) e ao PSB (1997-2016). Foi prefeita de São Paulo de 1989 a 1992, além de vereadora (1983 a 1987) e deputada estadual (1987 a 1988). Também foi ministra da Administração Federal no governo Itamar Franco (1993).

Rogério Rosso (PSD-DF)

A candidatura do  parlamentar foi confirmada nesta segunda-feira (11). Em seu segundo mandato como deputado federal, Rogério Rosso é considerado uma das maiores apostas na Câmara desde que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) anunciou a renúncia à presidência da Casa na última quinta-feira (7). Além das vagas do Legislativo, Rosso também já ocupou, em 2010, o cargo de governador do DF, à época pelo PMDB.

O deputado do Distrito Federal é agora um dos nomes do chamado centrão – PP, PR, PSD, PTB, PROS, PSC, SD, PRB, PEN, PTN, PHS e PSL – que participam da disputa. Rosso é membro titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e presidiu a Comissão Especial de Impeachment na Câmara dos Deputados.

Giacobo (PR-PR)

O deputado Giacobo (PR-PR) foi o sétimo a registrar candidatura para concorrer à vaga deixada com a renúncia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele está em seu quarto mandato e é o atual 2º vice-presidente da Câmara dos Deputados.

Empresário do ramo de móveis e eletrodomésticos, o deputado também é ligado à bancada do agronegócio e foi presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.

Cristiane Brasil (PTB-RJ)

A parlamentar está em seu primeiro mandato como deputada federal. Ela já foi vereadora no Rio de Janeiro, além de secretária extraordinária da Terceira Idade e secretária especial de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida da prefeitura do Rio de Janeiro.

Evair Vieira de Melo (PV-ES)

Em seu primeiro mandato como deputado federal,o parlamentar é vice-líder do Partido Verde na Casa. Técnico agrícola e administrador de empresas, já foi secretário municipal de Agricultura de Venda Nova do Imigrante (ES) e diretor-presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).

Esperidião Amin (PP-SC)

Advogado, professor universitário e administrador, Espridião Amin, atualmente em seu terceiro mandato na Câmara eleito pelo PP, foi governador de Santa Catarina e duas vezes prefeito de Florianópolis (SC).

Miro Teixeira (Rede-RJ)

Jornalista e advogado, Teixeira é o Decano da Câmara dos Deputados e cumpre o 11º mandato como deputado federal. Foi parlamentar Constituinte e ministro das Comunicações no primeiro ano do primeiro governo do presidente Lula.

Atualmente integra a Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados e a Comissão Mista de Regulamentação da Constituição e Consolidação das Leis.

Rodrigo Maia (DEM-RJ)

Filho de ex-prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, Rodrigo Maia está em seu quinto mandato na Câmara dos Deputados. Ex-presidente do Democratas, o parlamentar já foi por duas vezes líder da bancada do partido na Câmara.

Em 2015, foi presidente e relator da proposta de Reforma Política e é presidente da Comissão Especial da DRU.

Gilberto Nascimento (PSC-SP)

O parlamentar exerce atualmente o cargo de segundo suplente de secretário da Mesa Diretora da Casa. Advogado e delegado de polícia, ele está em sua segunda legislatura como deputado federal. Foi três vezes vereador pela cidade de São Paulo e duas vezes deputado estadual por São Paulo. Já foi do PMDB e do PSB, antes de ingressar no Partido Social Cristão.

Orlando Silva (PCdoB-SP)

Em seu primeiro mandato como deputado federal, foi ministro dos Esportes no governo Lula (2006-2011). Na Câmara, foi vice-líder do governo e, agora, é vice-líder da Minoria.
Natural de Salvador (BA), foi o único presidente negro da União Nacional dos Estudantes (UNE). Também foi vereador pela cidade de São Paulo.

Temer afirma que base no Congresso dá “apoio extraordinário” ao governo

O presidente interino Michel Temer afirmou hoje (13) que seu governo, apesar das dificuldades que enfrenta, tem uma base congressual que dá um “apoio extraordinário, mesmo nas medidas mais difíceis”.

“Estamos com uma base parlamentar que é fundamental no Estado Democrático, a interação entre o Executivo e o Legislativo é de uma solidez extraordinária”, afirmou Temer, durante encontro com representantes da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), no Palácio do Planalto.

Temer citou o acordo entre o governo federal e os estados para alongar a dívida em 20 anos, reduzindo o valor das parcelas. Os estados e o Distrito Federal terão carência de seis meses nas parcelas, até dezembro. A partir de janeiro, as prestações terão descontos, que serão progressivamente reduzidos até julho de 2018. O governo, porém, colocou condições para aceitar a renegociação, entre as quais a reforma do regime jurídico dos servidores.

“Estamos atravessando uma situação econômica delicadíssima, não só os municípios, mas a União e os estados, inclusive. Demos passos concretos para a reforma federativa. Veja que, quando resolvemos os problemas dos estados, uma questão que estava rodando há muitos anos aqui, e não havia uma solução, foi para dizer: a União será forte se os estados forem fortes. A União será mais forte ainda se os municípios forem fortes”, afirmou Temer, em discurso.

Ontem (12), a Câmara dos Deputados aprovou, por 335 votos a 118 e três abstenções, a urgência para o Projeto de Lei (PLP) 257, que trata da renegociação das dívidas dos estados e do Distrito Federal, na segunda tentativa do governo de aprovar o pedido, depois de ter sido derrotado na semana passada, por uma diferença de 4 votos: foram 253 a favor, quando o mínimo necessário para aprovar a urgência é 257. O projeto é encarado como primordial pelo governo do presidente interino Michel Temer.

Mansur, Rosário e Pinato saem da disputa à presidência da Câmara; 14 continuam

O deputado Beto Mansur (PRB-SP) retirou sua candidatura à presidência da Câmara e anunciou apoio de seu partido a Rogério Rosso (PSD-DF), candidato favorito do chamado centrão da Casa. A deputada Maria do Rosário (PT-RS) e o deputado Fausto Pinato (PP-SP) também desistiram do pleito. Com a desistência dos três parlamentares, a disputa terá 14 candidatos.

Beto Mansur fez o anúncio no Salão Verde pouco depois de PSDB, PSB e PPS terem anunciado uma aliança com o DEM para apoiar Rodrigo Maia (DEM-RJ). “O que eu não quero é ter surpresa no segundo turno”, disse Mansur. “A gente precisa ter uma base nossa. É esse grupo de partidos que forma a base do governo, que foi fundamental para que votássemos o impeachment de Dilma Rousseff.”

A expectativa do centrão, formado por PRB, PSD e outros 10 partidos e que constituem uma das principais bases de sustentação do governo interino na Câmara, é que a disputa pela presidência da casa seja levada a um segundo turno entre Rosso e Maia.

Mansur negou influência do Palácio do Planalto em sua decisão de retirar sua candidatura. “Não recebo ordens de ninguém”, afirmou.

PT

Maria do Rosário (PT-RS) disse que havia se candidatado para dar uma alternativa ao PT, que até o momento não anunciou apoio a nenhum candidato.

Neste momento, a liderança petista está reunida com Marcelo Castro (PMDB-PI), ex ministro da Saúde da presidenta afastada Dilma Rousseff, que teve seu nome lançado ontem (12) na disputa pela bancada peemedebista na Câmara.

“Retiro minha candidatura, mas reitero minha convicção que o PT deve se alinhar a um candidato à esquerda”, disse Maria do Rosário. Ela acrescentou ser fundamental que o candidato a ser apoiado pela bancada petista também esteja empenhado na cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Os candidatos Orlando Silva (PCdoB-SP) e Luiza Erundina (PSOL-SP) também aguardam para se reunir com a liderança do PT.

Veja a lista dos candidatos:

Evair Vieira de Melo (PV-ES)
Esperidião Amin (PP-SC)
Rodrigo Maia (DEM-RJ)
Miro Teixeira (Rede-RJ)
Luiza Erundina (PSOL-SP)
Rogério Rosso (PSD-DF)
Giacobo (PR-PR)
Cristiane Brasil (PTB-RJ)
Carlos Gaguim (PTN-TO)
Carlos Manato (SD-ES)
Gilberto Nascimento (PSC-SP)
Marcelo Castro (PMDB-PI)
Fábio Ramalho (PMDB-MG)
Orlando Silva (PCdoB-SP)

Heráclito Fortes (PSB-PI), que na semana passada havia se candidatado, abriu mão da disputa ontem.

*Com informações da Agência de Notícias da Câmara dos Deputados e da Agência Brasil.