
Policiais da UPP do Morro do Borel, na Tijuca, Zona Norte do Rio, prenderam na manhã deste sábado (7) Isaías da Costa Rodrigues, de 55 anos, conhecido como Isaías do Borel, ex-chefe do tráfico no morro, que já cumpriu 22 anos de prisão. Ele tinha sido libertado em 2012.
Junto com Isaías do Borel foram presos mais quatro adultos suspeitos de envolvimento com o tráfico na favela e um menor suspeito foi apreendido.
Isaías foi condenado a mais de 40 anos de prisão pelos crimes de tráfico de drogas e homicídio qualificado. Ele cumpriu cinco anos da pena no Sistema Penitenciário Federal. Inicialmente, o traficante ficou encarcerado no presídio de Catanduvas, no Paraná. No entanto, em 2010, ele foi transferido para o presídio de Porto Velho, em Rondônia.
A transferência ocorreu após denúncias de que ele e outros traficantes estariam ordenando de dentro da prisão uma série de ataques no Rio de Janeiro. Os atos seriam em represália à política das UPPs.
Na manhã deste sábado, Isaías, o menor e os outros três adultos foram levados para a 19ª DP (Tijuca). Com o grupo, os PMs afirmam que apreenderam pistolas, carregadores e rádio transmissores.
Segundo a assessoria de imprensa das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), as prisões aconteceram durante patrulhamento na localidade conhecida como Praça da Bíblia. Segundo a corporação, os criminosos resistiram à prisão e trocaram tiros com os policiais.
No dia 28 de setembro de 2012 o juiz Marcelo Meireles Lobão, da 3ª Vara Federal de Rondônia, concedeu liberdade condicional ao traficante carioca Isaías da Costa Rodrigues, o Isaías do Borel..
Condenado a 40 anos de prisão por vários crimes, Isaías ficou preso na Penitenciária Federal de Porto Velho (RO) desde novembro de 2010. Membro da cúpula da principal facção criminosa do Rio, comandada por Fernandinho Beira-Mar, Isaías foi preso em 1990. Na época, ele chefiava as bocas de fumo no Morro do Borel, na Tijuca, zona norte – atualmente ocupado por uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).Isaías ficou preso cinco anos consecutivos em presídios federais de segurança máxima.
