
O traficante Celso Pinheiro Pimenta, conhecido como Playboy, morreu neste sábado (8), após ser baleado em uma operação no Morro da Pedreira, na Zona Norte.
Condenado a 15 anos e 8 meses de reclusão por tráfico, roubo e homicídio qualificado, Playboy era foragido do Sistema Penitenciário. Ele tinha recompensa oferecida por sua captura, pelo Disque Denúncia, de R$ 50 mil.
A informação de que o Playboy iria se encontrar com um pai de santo neste sábado (8) foi essencial para que policiais federais levantassem a localização do bandido, a Polícia descobriu que ele estaria na comunidade para o encontro, e monitorou três endereços onde ele poderia estar escondido.o bandido levou um tiro no peito e outro na perna. Segundo a polícia, ele reagiu após ser encontrado na casa da namorada, no Morro da Pedreira, Zona Norte do Rio, por uma equipe da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).
A ação Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal contou com 80 policiais, carros blindados, um helicóptero e o apoio de policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil e da inteligência da PM do Rio, Playboy tentou fugir após a chegada dos policiais, mas ele acabou morto após um segundo confronto. Ele chegou a ser levado para o Hospital Geral de Bonsucesso, no Subúrbio.
O criminoso era um dos chefes do Morro da Pedreira, e o último remanescente da quadrilha de Pedro Machado Lomba Neto, o Pedro Dom, que durante anos aterrorizou moradores do Rio de Janeiro, invadindo residências para assaltar, segundo o Disque Denúncia.
Pedro Dom, um jovem de classe média que mergulhou no crime, foi morto pela polícia na Lagoa, Zona Sul, em 2005. Playboy atuava também na comunidade da Lagartixa, em Costa Barros, na Zona Norte.
Ainda segundo o Disque Denúncia, Playboy teria comandado o grupo de cerca de 50 criminosos de uma facção criminosa, que saíram do Caju para tomar o comando do tráfico de drogas das Vilas do João e Pinheiros, no Complexo da Maré, Zona Norte, dominadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP).
