
Um taxista, identificado como Marcelo Alvelino Nascimento, foi preso nesta sexta-feira (12). Segundo a Polícia Civil, Marcelo é suspeito de ter estuprado uma mulher, na madrugada de quarta-feira (10). De acordo com a polícia, a vítima entrou no carro do taxista na Lapa e adormeceu durante o trajeto. Marcelo aproveitou da situação e levou a menina até uma casa, no Complexo do Caramujo, em Niterói, região metropolitana do Rio, e abusou sexualmente dela. Ainda de acordo com a polícia, após o crime, o suspeito deixou a vítima próximo a sua casa, na Penha, zona norte do Rio. O caso foi registrado na delegacia da Penha (22ª DP). Contra Marcelo Alvelino foi cumprido um mandado de prisão por estupro de vulnerável e cárcere privado.
A jovem, de 19 anos, saiu de um bar onde estava com amigos na Rua Mem de Sá, na Lapa, por volta de 1h de quarta-feira. Durante o trajeto acabou dormindo no começo da corrida. “Quando ela despertou, estava em uma casa sem roupa, deitada e com o motorista também nu sobre ela, tentando concretizar o ato sexual”, afirmou o delegado Carlos Eduardo Rangel.
De acordo com a polícia, a jovem se desvencilhou do homem, pegou as roupas que estavam jogadas e correu para a porta da casa. Ela começou a gritar, mas foi alcançada pelo criminoso, que a agarrou e informou que eles estavam em uma área de risco.
A mulher foi colocada dentro do carro e, ao sair da comunidade, percebeu que estava em Niterói. Ao passar pela Ponte Rio-Niterói, ela tentou acionar os agentes da Polícia Rodoviária, mas foi agredida.
Criminoso tentou jogar vítima em valão
Na volta ao Rio de Janeiro, Marcelo tentou jogar a vítima em um valão na Avenida Brasil. “Ele não conseguiu porque ela brigou. Ela voltou para o carro, assumiu o banco do motorista e tentou dar a partida no veículo, mas não conseguiu e continuou a ser agredida por ele”, contou o delegado.
O carro também chegou a passar na frente da delegacia que investiga o caso, a jovem tentou gritar, mas o motorista acelerou o veículo. Desesperada, a jovem conseguiu sair do carro perto da vizinhança onde mora na Penha, mas anotou a placa do veículo. Ao chegar em casa, já de manhã, ela contou o que aconteceu aos pais, que acionaram a polícia.
“Os laudos dos exames pelos quais ela passou deram positivo para violência física e sexual”, informou o delegado Carlos Eduardo, que conta que a partir da placa, o proprietário do veículo foi identificado. Por ele, os agentes descobriram que Marcelo é o motorista auxiliar. O carro e o motorista foram reconhecidos pela vítima.
Arranhões e hematomas
Marcelo Alvelino vai responder pelos crimes de estupro de vulnerável e cárcere privado e as penas dos dois crimes, somadas, vão de 10 a 15 anos de prisão. Ao ser apresentado, Marcelo tinha arranhões e hematomas pela pele do rosto e braços. Ele afirmou que entrou em luta corporal com a vítima, mas negou a violência sexual. “Eu não sou estuprador, sou um pai de família”.
De acordo com o delegado, os próximos passos incluem a reunião de mais provas para pedir a prisão preventiva de Marcelo. “Eu não acredito que este crime tenha sido cometido pela primeira vez. Ele nem conseguiu justificar para o dono do automóvel as avarias no carro”.