Os funcionários da rede americana de lanchonetes McDonald’s entrarão em greve mundial no próximo dia 15. A paralisação será realizada em 200 cidades em 35 países, incluindo o Brasil.

Segundo informações, o movimento grevista começou após uma reunião realizada há cerca de dois anos e meio, em Nova York, quando 200 funcionários da empresa e de outras redes de fast-food para solicitar aumento salarial e melhores condições de trabalho. No Brasil, no último dia 18, ocorreu um protesto na Avenida Paulista, em São Paulo e, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Restaurantes, e afins de São Paulo (Sinthoresp), estima-se que 5 mil pessoas devem participar do ato marcado para o dia 15 de abril, 3 mil a mais que a expectativa dos organizadores do evento. A entidade conta com a participação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da União Geral dos Trabalhadores.
Nos Estados Unidos, os organizadores da greve também estão contando com a participação de estudantes de universidades e do ensino médio. Para conseguir isso, funcionários de redes de fast-food estão fazendo viagens para várias universidades do país, enquanto pastores de igrejas de Nova York, Chicago e Detroit divulgam a greve para seus frequentadores.
A funcionária do McDonald’s Kwanza Brooks, da Carolina do Norte, o movimento grevista está ficando cada vez maior. “Quando nós começamos, poucas pessoas queriam participar. Elas estavam assustadas, com medo de perder o emprego”, disse. “Mas o movimento está realmente crescendo, e pessoas que não sabiam que nós existíamos, agora sabem”, salientou.
Os trabalhadores norte-americanos reivindicam um piso salarial de US$ 15 dólares por hora. Atualmente, eles ganham US$ 7,25.
Além das manifestações, a rede de fast-food McDonald’s tenta enfrentar uma crise em suas contas e de qualidade. Em fevereiro, a rede divulgou uma queda de 4% nas vendas em lojas abertas há mais de um ano nos Estados Unidos e de 1,7% em sua operação global. A lanchonete também foi flagrada utilizando carne vencida em restaurantes na China e em outras unidades pelo mundo.
Com informações de agências.