Um mapeamento realizado pelo Instituto Pereira Passos (IPP), em conjunto com integrantes do programa Rio+Social, iniciado em 2011, já mapeou mais de 299 quilômetros de ruas em 161 comunidades com Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). De acordo com o Governo do Estado, o trabalho vem permitindo aos moradores dessas localidades o aumento de acesso a serviços públicos, como o recebimento de correspondências.
Nos últimos anos, as equipes ajudaram a identificar ruas que eram conhecidas apenas pelos moradores. Muitos dos agentes de campo que atuaram no trabalho foram recrutados nas comunidades.
“Realizamos o mapeamento de todas as áreas por meio de geoprocessamento, tecnologia que envolve o uso de satélite e ortofotos, que são fotografias aéreas da cidade inteira”, disse o geógrafo do IPP, Leandro Gomes Souza.
Entre os principais ganhos da iniciativa, está a possibilidade de traçar rotas e identificar locais com precisão para que órgãos públicos possam ampliar o alcance de seus serviços.
Na comunidade da Zona Oeste, os novos logradouros ganharam nomes bíblicos. Morador da região, João da Silva, de 57 anos, trabalha com pintura e já perdeu clientes por não ter seu endereço identificado. “Já aconteceu de virem me procurar e irem embora porque não acharam a minha casa”, contou João.