
O jogador do Flamengo Luiz Antônio de Souza Soares, seu pai Luiz Carlos Francisco Soares e o policial civil, Alexander da Rocha, Antunes, conhecido como Sergio Preto, foram indiciados nesta sexta-feira (20) pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO/IE) e denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de fraude securitária e organização criminosa. A informação foi divulgada pela Secretaria de Segurança do Rio nesta sexta-feira (20).
Segundo o órgão, a DRACO/IE comprovou que o jogador não teve seu carro roubado, como fora informado, comprovando assim o crime popularmente conhecido como “tombo de seguro”, utilizando o amigo, então policial civil Alexander da Rocha para um falso registro de ocorrência. De acordo com as investigações, para dar sumiço ao veículo, Luiz Antônio com o auxílio de seu pai entregou o carro a milicianos da Zona Oeste.
Na manhã desta sexta, os agentes da DRACO/IE realizaram diligências de busca e apreensão na residência do jogador e em endereços onde Luiz Antônio também já morou.
Em um desses endereços, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, os agentes constataram que o jogador já havia deixado completamente aquele imóvel. No entanto, em posse dos novos moradores foram encontrados quantidade ainda não contabilizada de Ecstasy, maconha, cocaína, uma substância de nome metilenodioximetanfetamina, conhecida em raves e festas pelos usuários como MD ou MDMA, além de quantidade de Euro. As quatro pessoas encontradas no imóvel foram presas em flagrante e, entretanto, ficou constatado que não possui absoluta ligação entre elas e os indiciados no inquérito.
O Clube de Regatas do Flamengo informou que vai dar o apoio necessário ao atleta. Entretanto, o clube disse que não tem responsabilidade sobre os fatos da vida pessoal do atleta.
O advogado do jogador, Michel Asseff Filho, disse, que não vai se pronunciar enquanto não tomar ciência dos autos. Porém, ele reafirmou a inocência de seu cliente.