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Casal acusado de matar zelador vai a júri popular

Segundo o magistrado, as provas reunidas demonstram a autoria do casal. Rodrigo Tellini ainda determinou a manutenção da prisão preventiva dos réus. “A soltura, especialmente após a pronúncia, quando há ainda mais um juízo de admissibilidade recaindo sobre a acusação, não se justifica”, anotou.

 Marcello Primo, advogado de defesa de Ieda Cristina, disse que irá recorrer. “O próximo passo é o entrar com o recurso que cabe contra essa decisão. No entendimento da defesa está bem claro que não tem participação da Ieda em nada. Estamos bem confiantes de que ela não tem participação nenhuma no homicídio e muito menos na ocultação. Ela simplesmente não sabia o que está acontecendo”, afirmou.

Rubens de Castro, advogado de Eduardo Martins, afirma que o trabalho da defesa durante o julgamento será mostrar que o réu não planejou a ocultação de cadáver.

“Era o previsto, ele é réu confesso. Óbvio que os argumentos da defesa e da acusação divergem, porque a promotoria tenta atribuir a ele uma situação de monstro. Esse será o embate no Tribunal do Júri. O Ministério Público tenta atribuir a ele conduta diversas daquelas que de fato aconteceram. Ele não queria que a esposa e o filho soubessem do ocorrido. E aí ele tentou ocultar o corpo”, explicou Castro.