A partir deste sábado (10/01), a Avenida Brasil terá 2,5 faixas interditadas ao tráfego – no trecho Caju e Manguinhos – para a construção do primeiro lote do BRT Transbrasil, que ligará o bairro de Deodoro até o local. Os serviços são executados pela Secretaria Municipal de Obras. Já o segundo lote, que avançará até a região central da cidade, encontra-se em detalhamento pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp). Inicialmente, a obra ocupará um trecho de 350 metros, na altura do Canal do Cunha, próximo à refinaria de Manguinhos. A previsão de duração dessa etapa é de quatro meses. Posteriormente serão iniciadas as outras frentes, que ocuparão todo o trecho inicial da Avenida Brasil para completar essa primeira etapa.
Nessa fase da intervenção, haverá a execução do estaqueamento da laje das faixas de rolamento do BRT em trechos de solo mole, com colunas deep soil mixin (utilizadas para evitar deformidades no pavimento). Esta técnica proporcionará conforto e segurança aos usuários, além da execução das vias exclusivas ao BRT e das estações.
Com as benfeitorias, a via será modernizada e adequada para a implantação dos projetos de mobilidade que elevam a cidade do Rio de Janeiro a uma nova realidade, integrando os meios de transporte público de alta capacidade, os BRT ́s, aos demais modais.
Sobre a interdição:
Para o início dos trabalhos serão ocupadas duas faixas de circulação na pista central sentido Zona Oeste e meia faixa no sentido Centro. As faixas exclusivas para ônibus (seletivas) continuarão em funcionamento na Avenida Brasil. Dessa forma, apesar das interferências que ocorrerão, o transporte público continuará sendo priorizado.
Para isso foram programados ajustes operacionais nas faixas exclusivas para ônibus, que funcionarão de dois modos distintos, priorizando sempre o sentido com o maior volume de tráfego.
Em função das interferências causadas pelas obras, que reduzirão a capacidade de escoamento do tráfego em alguns pontos da Avenida Brasil, é esperada sobrecarga maior no trânsito em vários outros pontos que funcionarão como rotas alternativas de circulação, com reflexos na altura de Irajá e das rodovias Presidente Dutra e Washington Luís, além da Linha Vermelha, Ponte Rio-Niterói e Avenida Binário.
Para minimizar os impactos, a Prefeitura do Rio volta a destacar a prioridade ao transporte público com a preservação das faixas seletivas para os ônibus que trafegam pela Avenida Brasil. Além disso, haverá reforço nos recursos operacionais da CET-Rio, com a atuação diária de 182 agentes que irão cobrir 80 pontos de operação. A equipe conta com 15 reboques, 20 motocicletas, 45 Painéis de Mensagem Variáveis (PMV) e 51 câmeras que vão monitorar ininterruptamente a Avenida Brasil, a Linha Vermelha e as rotas alternativas.
Sobre a Transbrasil:
A Transbrasil será tendida por dois terminais intermediários (Margaridas e Missões), conectando o sistema a corredores de elevadíssima demanda, como as rodovias federais BR-116 (Rio-São Paulo) e BR-040 (Rio – Juiz de Fora). O sistema terá conexões com a Transcarioca (Barra da Tijuca/Aeroporto Internacional) e Transolímpica (Recreio dos Bandeirantes/Deodoro). O usuário também poderá fazer integração com o metrô e o trem.
O acesso às estações em grande parte do corredor será por meio de passarelas. Em seu traçado estão previstas obras de melhorias na pavimentação e na urbanização das vias; alargamento de um trecho da
Avenida Brasil e ordenamento viário no entorno (tráfego geral).
A Secretaria Municipal de Obras também vai providenciar a reestruturação da rede de drenagem ao longo da via, com a implantação de 10 projetos para correção de pontos de alagamento. Dois deles, localizados na Penha e na Ilha do Governador, já estão em andamento. Ainda fazem parte do projeto mais de 30 mil metros quadrados de pontes e viadutos, além do alargamento das pistas laterais da Avenida Brasil entre Irajá e Guadalupe.
A licitação foi vencida pelo Consórcio Transbrasil, constituído pelas empresas Odebrecht, OAS e Queiroz Galvão.