
Para intensificar a competitividade do Estado do Rio, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico estimulou, ao longo de 2014, a instalação de indústrias no território fluminense com o intuito de gerar renda, movimentar a economia e criar empregos.
Uma das ações de destaque foi o incentivo à indústria alimentícia, por meio do Decreto 44.636, publicado em março. A medida oferece diferimento na aquisição de matérias-primas e insumos dentro do estado e na importação ou aquisição interna de máquinas e equipamentos.
A publicação também estabelece redução de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de 19% para 12% para vendas no estado. Desde a aprovação do decreto, três empresas foram incluídas no benefício, totalizando investimentos de R$ 26 milhões e geração de 172 novos postos de trabalho no setor.
O município de Queimados, na Região Metropolitana, foi um dos que se beneficiou com as ações estaduais de fomento: em 2010, a cidade tinha apenas 15 empregados no setor alimentício e atualmente conta com cerca de 4 mil trabalhadores.
– A secretaria já oferecia ações diretas de atração de investimentos, além da criação de incentivos setoriais para laticínios e bebidas. O decreto impulsionou o setor. Desde 2010, cerca de R$ 3 bilhões de investimentos foram anunciados na cadeia de alimentos e bebidas do estado, gerando quase seis mil empregos diretos – explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno.
A pasta também atuou em prol do fortalecimento dos negócios já existentes no Rio de Janeiro. Uma das ações emblemáticas do ano foi a aprovação da Lei 6.821, que cria um programa de incentivo à produção de cervejas e chopes artesanais no estado. A regulação – que visa desenvolver a indústria fluminense de microcervejarias – reduz a alíquota de ICMS de 19% para 13% para as empresas que não ultrapassam a produção de três milhões de litros anuais.
De acordo com a Jucerja (Junta Comercial do Estado do Rio), o estado tem 17 micro e pequenas empresas do setor registradas e localizadas em diversos municípios, como Volta Redonda, Barra do Piraí, Petrópolis, Paraty e Niterói.
– O programa de incentivo às microcervejarias artesanais pretende estimular ainda mais um setor que tem crescido no estado, impulsionando também o turismo e o comércio fluminenses – afirmou o secretário.
A concessão de benefícios fiscais e financeiros feita pelo Estado também contribuiu para que o Rio de Janeiro se consolidasse como um importante polo automotivo do Brasil, desenvolvendo a economia dos municípios onde as empresas do setor estão instaladas.
Arco Metropolitano é destaque
Inaugurado em julho, o Arco Metropolitano tornou-se um polo de atração de investimentos. De acordo com a secretaria, somente nas cidades diretamente beneficiadas na primeira fase da obra – Duque de Caxias, Itaguaí, Japeri, Nova Iguaçu, Queimados e Seropédica – foram identificados, desde 2007, investimentos em torno de R$ 12 bilhões e que geram cerca de 18 mil empregos.
O trecho inaugurado tem 71,2 quilômetros entre Itaguaí e Duque de Caxias. Em toda sua extensão, a via chegará até Itaboraí, em um percurso total de 145 quilômetros. O empreendimento tem a função de desafogar o tráfego na Região Metropolitana do Rio, facilitar o acesso das cargas ao porto e, ainda, reduzir o tempo de movimentação e custo com transporte de produtos.
Compra Rio promove negócios
O programa Compra Rio promoveu este ano sete Rodadas de Negócios em diversos municípios do estado, que movimentaram em torno de R$ 500 milhões. Idealizado para alavancar a economia por meio de encontros que colocam em contato direto micro, pequenas, médias e grandes empresas com o departamento de compras das corporações, o projeto promoveu o desenvolvimento de vários setores do estado.
Dentre os eventos de destaque, estão incluídas a rodada de negócios do setor metal mecânico e de créditos, realizadas em outubro em Nova Friburgo.
O ano foi positivo para o segmento automotivo. A Nissan inaugurou uma fábrica no município de Resende, com investimento de R$ 2,7 bilhões e geração de 2 mil empregos.