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Operação Armagedom desarticula quadrilha de milicianos

A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) apresentou, nesta quarta-feira (10/12), o balanço da Operação Armagedom, realizada com o objetivo de prender os integrantes de uma organização criminosa paramilitar que atuava nas comunidades do Fubá, Caixa D´Agua e Campinho, nas Regiões Norte e Oeste do Rio. A ação, que mobilizou 450 policiais, foi realizada com o apoio do Ministério Público, da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança, da Corregedoria Geral Unificada, da Corregedoria da Polícia Militar e da Corregedoria da Secretaria de Administração Penitenciária.

O chefe da milícia, alvo da Operação, se entregou na Cidade da Polícia na parte da tarde. Tarcísio A. de Moura, conhecido como TC, assumiu a posse do material bélico apreendido pelos policiais durante a ação. Foram cumpridos 16 mandados de prisão e realizado um flagrante. Entre os presos, estão cinco policiais militares.

– Vamos analisar o documento de Inteligência que está sendo produzido nesta investigação. A região está mapeada. Vamos estabelecer algumas condutas da Polícia Militar para que nem milicianos, nem traficantes retornem para estas áreas – afirmou o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, em coletiva de imprensa realizada na Cidade da Polícia, no Jacarezinho.

De acordo com a Draco, entre as atividades da organização criminosa estavam o controle do transporte alternativo (vans e mototáxis), o monopólio da venda de botijões de gás, a cobrança irregular pelo serviço de segurança, a prática de agiotagem, além da distribuição ilícita de sinais de TV a cabo e Internet. A quadrilha que atuava nas três comunidades também praticava homicídios e tortura.

– Esta milícia era extremamente organizada e perigosa. Eles chegaram ao ponto de controlar a venda de cerol e pipa para as crianças dessas comunidades, no intuito de exercer poder, já que não havia nesta atividade um interesse propriamente financeiro – explicou o titular da Draco, o delegado Alexandre Capote.

No total, durante a Operação Armagedom, foram apreendidos três veículos de luxo, um fuzil, três simulacros de fuzil, diversos carregadores de armas de fogo, 2 mil munições para fuzil, uma granada, duas pistolas, um revólver, uma espingarda, um capacete, um colete balístico e documentos que comprovam a prática criminosa. Também foram encontradas oito máquinas caça- níqueis, sendo que uma delas era usada em um bingo clandestino localizado na sede da Associação de Moradores de Campinho. Outra casa de jogos da quadrilha também foi fechada. A Draco calcula que o grupo de criminosos chegava a movimentar cerca de R$ 1 milhão por mês.